Bahiagás patrocina o filme Capitães de Areia

02/12/2009
A Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) vai patrocinar, por meio da Lei do Audiovisual, o filme Capitães de Areia, uma adaptação do romance homônimo de Jorge Amado, retirada de um dos livros mais famosos do escritor, com mais de cem edições e quase cinco milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. A cerimônia de assinatura do contrato entre a companhia e a produtora Lagoa Cultural será nesta quarta-feira (2), na sede da Bahiagás.

A clássica história retrata, utilizando um olhar poético, o drama da infância carente, fazendo um contraponto entre a liberdade e o abandono. O longa-metragem é dirigido e roteirizado pela neta do autor, Cecília Amado, com a produção de Bruno Stroppiana e Donald Ranvaud e trilha sonora de Carlinhos Brown. A Lagoa Cultural é associada à Sky Light Cinema, uma das mais importantes produtoras cinematográficas do Brasil, e chegará às telas de cinema em 2010. `Eu comecei o projeto Capitães de Areia numa viagem que fiz junto ao Projeto Axé, quando eu descobri que as condições existentes nos anos 30 - período em que livro foi escrito - continuam muito parecidas nos dias de hoje. Foi, então, que mergulhamos no universo dos Capitães de Areia para conhecê-los melhor`, explica a diretora do filme, Cecília Amado.

Ela disse ainda que a pesquisa contou com 22 organizações de Salvador, e, para formar o elenco, entrevistou 1.200 crianças, sendo selecionadas 90, que participaram de uma oficina de atuação durante quatro meses. `Queríamos capacitá-las não só para o filme, mas para outras produções, de modo que elas pudessem ser multiplicadoras e levar esse aprendizado para suas comunidades`.

A proposta do projeto Capitães de Areia, entretanto, vai além das salas de cinema e visa promover um circuito de exibição não comercial, incluindo palestras e debates em organizações e comunidades carentes do estado da Bahia, estimulando nos adolescentes a reflexão sobre a literatura e sobre temas como a violência, a estrutura familiar e a importância da educação. `Nesse filme, trabalhamos com muitos meninos e, apesar deles serem atores preparados por nós, a filmagem foi muito complexa, por causa do cansaço e das brincadeiras. Mas, os meninos mostraram muita vontade, garra e autenticidade, características que eu não encontro em muitos profissionais mais gabaritados`, afirmou o produtor Bruno Stroppiana. `O incentivo da Bahiagás para um projeto como este tem um valor significativo para a sociedade baiana, pois promove o resgate da história e a perpetuação da obra de um autor de tamanha relevância para o Brasil como é Jorge Amado`, explica o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães.

Fonte: Agecom

Em 2/12/2009.