Biodiesel

17/07/2007
O estímulo ao cultivo de oleaginosas para a produção de biocombustíveis, em especial o biodiesel, foi um dos principais temas discutidos no seminário Programa de Biodiesel no Brasil com Foco na Inclusão Socioeconômica, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).

O evento contou com a participação dos membros da missão do Partido Verde alemão, que estiveram esta semana na Bahia para conhecer a produção de biodiesel no Estado. O destaque do seminário foi a palestra proferida pela consultora em biodiesel do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Edna Carmélio. Ela explicou que no Nordeste a Bahia é o Estado que tem o maior número de agricultores vinculados à produção de biodiesel. `A Alemanha já tem uma parceria com o governo brasileiro para o desenvolvimento de pólos de produção de oleaginosas na região Nordeste. Então, nossa idéia é facilitar que os agricultores se insiram nessa cadeia produtiva, estimulando também a formação de cooperativas`, disse.

Já o diretor da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Paulo César Lisboa, destacou que o governo da Bahia tem discutido bastante a questão da agricultura familiar de modo geral, inclusive relacionada ao biodiesel. `Em Irecê, por exemplo, na região do semi-árido, já há cooperativas trabalhando nisso. Ao incentivar a produção de biocombustíveis, não estamos apenas pensando em proteger o meio ambiente, em função da menor emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa e o aquecimento global, mas também em promover a inclusão social do trabalhador`, explicou.

Lisboa afirmou que o governo quer integrar todas as ações relacionadas ao biocombustível numa iniciativa ampla - o Programa Baiano de Produção de Biodiesel. A Bahia é hoje o maior produtor nacional de mamona, um dos maiores produtores brasileiros de algodão, soja e dendê e possui um enorme potencial para girassol e pinhão-manso, plantas que são matérias-primas para o biodiesel.

O cultivo dessas oleaginosas é resultado principalmente da agricultura familiar. Por ser um combustível de queima limpa, a utilização integral do biodiesel em motores diesel permite uma redução de até 78% nas emissões de dióxido de carbono, comparado ao óleo diesel mineral. Até 2008, todo o diesel comercializado no país terá que ter o aditivo de 2% de biodiesel. O seminário foi promovido pela Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), por meio da CAR.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

17/07/07