Pólo de informática dá salto

14/03/2008
O Pólo de Informática de Ilhéus não registrou crescimento em número de empresas instaladas em 2007, mas houve expansão na maioria das 62 que lá operam. Algumas delas até triplicaram a área e a produção industrial. O Sindicato das Indústrias de Aparelhos e Eletroeletrônicos e de Informática de Ilhéus (Sinec), no entanto, ainda não fechou o faturamento do setor. Segundo o presidente da entidade, Gentil Pires, a projeção inicial era de chegar aos R$ 2,1 bilhões, mas, com desvalorização do dólar, o número será revisto. Entretanto, diz Pires, os números vão além do R$ 1,9 bilhão registrado em 2006.

`Vendemos mais a preços menores, mas, como o aquecimento do mercado é crescente, as perspectivas são muito boas para 2008`, destaca Gentil Pires. Em relação às empresas, ele disse que não houve crescimento, mas mudanças. O pólo perdeu a Linear, mas ganhou a Positivo Informática - a maior montadora de computadores do País, sediada no Paraná, e a PC Legal, uma integradora de computadores.

As duas começam a operar até maio. A Positivo, que atua na linha de montagem de monitores de LCD, está finalizando as obras de adaptação de um prédio, no bairro Cidade Nova, para produzir 40 mil unidades que vão atender à demanda de 200 mil computadores/ mês que a empresa tem no Sul do País. Inicialmente, a Positivo vai gerar 150 empregos diretos, três vezes mais que a PC Legal, que começa com 50 funcionários na produção mensal de 15 mil a 20 mil computadores.

Alcançar os 10 mil computadores/ mês é também a meta da Microtécnica Eletrônica, que chegou um pouco antes ao pólo.

EMPREGOS - O pólo abriga ainda a 5ª empresa no ranking nacional, a Bitway, que produz 50 mil computadores/mês, com perspectiva de alcançar os 80 mil, em razão do aquecimento do mercado, provocado pela Lei de Informática, que reduziu impostos e permitiu o acesso das camadas populares ao computador, inclusive ao laptop, hoje o maior nicho do mercado. Entre consumidores particulares, a demanda pelo laptop é igual à do desktop, que só é grande nas compras feitas por governos.

Hoje, o pólo oferece 1.650 postos de trabalho e igual número de empregos indiretos, e isso exige que governo do Estado mude o tratamento que dá ao Pólo de Informática de Ilhéus. Para Gentil Pires, essa mudança já começou na recente promessa de liberar R$ 10 bilhões para recuperar a infra-estrutura do Distrito Industrial de Ilhéus, que está abandonada.

Esta semana, segundo o presidente do Sinec, o governador Jaques Wagner assina novo decreto, que em parte atende às reivindicações do empresariado do pólo, como a ampliação da datalimite para os incentivos fiscais às empresas de 2014 para 2019, igualando com o tempo estabelecido pelo governo federal na Lei de Informática. O empresariado do pólo ilheense quer ainda que o governador impeça que empresas incentivadas se instalem também em Salvador e faça alterações na lei de incentivos fiscais, que foi copiada por outros Estados, mas eles já se modernizaram e estão mais competitivos.

Repórter: ANA CRISTINA OLIVEIRA

SUCURSAL ITABUNA

anaco@grupoatarde.com.br

Fonte: Jornal A Tarde

Em 14/03/2008.