06/05/2008
O preço da cesta básica consumida pelo brasileiro subiu até 30% nos últimos 12 meses encerrados em abril. Só em quatro meses, de janeiro a abril deste ano, a alta beira a 20%, aponta a Pesquisa da Cesta Básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O órgão apura a variação dos preços de 13 alimentos básicos em 16 capitais. Em abril, o valor da cesta básica aumentou em todas as cidades pesquisadas.
`O que chama atenção é magnitude da variação em 12 meses e este ano`, diz o coordenador da pesquisa, José Maurício Soares. Das 16 capitais pesquisadas, a maior alta de preço da cesta básica em 12 meses até abril foi verificada em Belo Horizonte (29,79%). Fortaleza teve o maior aumento da cesta básica este ano (19,25%) e em abril (7,84%). São Paulo, onde a cesta em abril custava R$ 227,81, a segunda mais cara do País, perdendo só para Belo Horizonte, a alta foi de 1,73% no mês, apesar do aumento de 20,66% em 12 meses e 6,14% no ano.
A elevação da cesta básica em todas as capitais em 12 meses supera de longe a variação do salário mínimo no mesmo período, que foi de 9,21%, observa o economista. Ele destaca, por exemplo, que carne, leite, feijão, pão e óleo de soja subiram em todas as capitais nos últimos 12 mês
es até abril. O preço do arroz, que virou foco de preocupação mundial, subiu em 15 capitais nos últimos 12 meses. `Só não aumentou em Aracaju (SE).` Soares diz que os aumentos generalizados são fruto de problemas climáticos que afetaram a produção, de pressões no mercado internacional e da elevação de insumos como adubos , fertilizantes e derivados de petróleo.
VILÕES
Os vilões da cesta básica no mês passado foram o tomate e o pão, cujos preços subiram em todas as capitais. A maior elevação do preço do tomate foi registrada em Salvador, com 43,65%. No caso do pão, Vitória liderou o ranking dos aumentos, com reajuste de 14,01% em abril.
No mês passado, a alta de preços foi quase generalizada no País para o óleo de soja, carne bovina, arroz e leite. Segundo pesquisa do Dieese, entre as 16 capitais, o óleo de soja subiu em 15, a carne em 14 e o arroz e o leite em 13. Dos 13 alimentos da cesta básica, somente o feijão apresentou comportamento predominante de queda em abril. O produto recuou em 13 das 16 capitais pesquisadas, após período de alta.
Outro indicador de preços de abril confirma a escalada dos alimentos. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu no mês passado 0,72% e as despesas com alimentos responderam por mais da metade do índice, isto é, por 0,47 ponto porcentual. Em 12 meses até abril, o IPC-S aumentou 4,4% e os alimentos subiram 8,9%.
`Os alimentos continuam pressionando a inflação ao consumidor`, afirma o coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti. Embora o grupo alimentação tenha subido menos em abril no IPC-S na comparação com março, 1,69% e 1,92%, respectivamente, o economista diz que essa desaceleração foi proporcionada por alimentos muito voláteis. São hortaliças, legumes e frutas, cujos preços perderam fôlego no período.
Em contrapartida, os preços dos alimentos básicos, como grãos e carnes, continuaram pressionados em abril e com tendência de alta para maio , porém suave, diz Picchetti. Nesse rol, o economista aponta produtos panificados e biscoitos com elevação de 5,78%, carnes bovinas (1,28%), arroz (1,19%) e leite (1,90%). Já o preço do feijão caiu 11,5% no mês passado.
Repórter: Márcia De Chiara
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em 6/05/2008.
`O que chama atenção é magnitude da variação em 12 meses e este ano`, diz o coordenador da pesquisa, José Maurício Soares. Das 16 capitais pesquisadas, a maior alta de preço da cesta básica em 12 meses até abril foi verificada em Belo Horizonte (29,79%). Fortaleza teve o maior aumento da cesta básica este ano (19,25%) e em abril (7,84%). São Paulo, onde a cesta em abril custava R$ 227,81, a segunda mais cara do País, perdendo só para Belo Horizonte, a alta foi de 1,73% no mês, apesar do aumento de 20,66% em 12 meses e 6,14% no ano.
A elevação da cesta básica em todas as capitais em 12 meses supera de longe a variação do salário mínimo no mesmo período, que foi de 9,21%, observa o economista. Ele destaca, por exemplo, que carne, leite, feijão, pão e óleo de soja subiram em todas as capitais nos últimos 12 mês
es até abril. O preço do arroz, que virou foco de preocupação mundial, subiu em 15 capitais nos últimos 12 meses. `Só não aumentou em Aracaju (SE).` Soares diz que os aumentos generalizados são fruto de problemas climáticos que afetaram a produção, de pressões no mercado internacional e da elevação de insumos como adubos , fertilizantes e derivados de petróleo.
VILÕES
Os vilões da cesta básica no mês passado foram o tomate e o pão, cujos preços subiram em todas as capitais. A maior elevação do preço do tomate foi registrada em Salvador, com 43,65%. No caso do pão, Vitória liderou o ranking dos aumentos, com reajuste de 14,01% em abril.
No mês passado, a alta de preços foi quase generalizada no País para o óleo de soja, carne bovina, arroz e leite. Segundo pesquisa do Dieese, entre as 16 capitais, o óleo de soja subiu em 15, a carne em 14 e o arroz e o leite em 13. Dos 13 alimentos da cesta básica, somente o feijão apresentou comportamento predominante de queda em abril. O produto recuou em 13 das 16 capitais pesquisadas, após período de alta.
Outro indicador de preços de abril confirma a escalada dos alimentos. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu no mês passado 0,72% e as despesas com alimentos responderam por mais da metade do índice, isto é, por 0,47 ponto porcentual. Em 12 meses até abril, o IPC-S aumentou 4,4% e os alimentos subiram 8,9%.
`Os alimentos continuam pressionando a inflação ao consumidor`, afirma o coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti. Embora o grupo alimentação tenha subido menos em abril no IPC-S na comparação com março, 1,69% e 1,92%, respectivamente, o economista diz que essa desaceleração foi proporcionada por alimentos muito voláteis. São hortaliças, legumes e frutas, cujos preços perderam fôlego no período.
Em contrapartida, os preços dos alimentos básicos, como grãos e carnes, continuaram pressionados em abril e com tendência de alta para maio , porém suave, diz Picchetti. Nesse rol, o economista aponta produtos panificados e biscoitos com elevação de 5,78%, carnes bovinas (1,28%), arroz (1,19%) e leite (1,90%). Já o preço do feijão caiu 11,5% no mês passado.
Repórter: Márcia De Chiara
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em 6/05/2008.