20/06/2008
Os biocombustíveis têm potencial para deter 10% do consumo na aviação no horizonte de 5 a 7 anos. Essa é a avaliação do diretor de Estratégia Ambiental da Boeing, Per Norén. Segundo ele, a indústria ainda não vislumbra a substituição total do querosene de aviação, derivado de petróleo que acompanha de perto a flutuação na cotação do barril. `Não estamos convencidos de que essa substituição possa ocorrer`, disse. Apesar disso, a escalada do preço do petróleo acelerou o interesse de fabricantes de aeronaves e companhias aéreas pelas pesquisas com biocombustíveis. Em fevereiro deste ano, a Virgin Atlantic fez um vôo de demonstração com uso de babaçu e de óleo de coco em 10% de uma das turbinas.
Atualmente, a Boeing conduz uma série de pesquisas com outras fontes de energia, como algas e plantas produzidas em diversos países. Segundo Norén, desenvolver um novo mercado mundial, no entanto, requer esforços de certificação de produtos para que eles ganhem confiabilidade. `Estamos fazendo testes com diferentes companhias e produtos ao redor do mundo. Há uma necessidade de cooperação entre países e esforços para melhoria de infra-estrutura. A distribuição do produto é, de fato, o aspecto crítico`, disse. Recursos naturais
Segundo o executivo, o Brasil poderá representar um papel de destaque nesse novo segmento, por contar com grande variedade de recursos naturais. Norén diz que a Boeing tem interesse em pesquisar os mais diversos tipos de produtos, desde que eles não afetem a oferta de alimentos nem estejam relacionados a desmatamento ou consumo excessivo de água.
Dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) indicam que o setor de aviação contribui com 2% das emissões de gás carbônico. O percentual é pequeno quando comparado a setores como transporte rodoviário e geração de energia e aquecimento, mas o crescimento da indústria tende a impulsionar o número de emissões. Normalmente, o setor de aviação cresce em média duas vezes mais do que o PIB.
Companhias e fabricantes de aviões se comprometeram com a Atag (Air Transport Action Group) a focar em melhorias da ordem de 25% na eficiência do consumo de combustível e na redução das emissões até 2020. A Boeing trabalha com a estimativa de crescimento da economia mundial de 3,1% ao ano até 2026. O número de passageiros deve aumentar a um ritmo de 4,5% ao ano no período. Atualmente, o querosene representa cerca de 40% dos custos de uma companhia aérea. Os esforços na busca de eficiência e cortes de custos são visíveis nas companhias de aviação, que sofreram ainda os efeitos da crise americana. As principais companhias cobram US$ 25 para despachar a segunda mala. E até o mais simples serviço de bordo pode se transformar em fonte de receita, com cobrança à parte.
Repórter: JANAINA LAGE
Fonte: Folha de S. Paulo
20/6/2008.
Atualmente, a Boeing conduz uma série de pesquisas com outras fontes de energia, como algas e plantas produzidas em diversos países. Segundo Norén, desenvolver um novo mercado mundial, no entanto, requer esforços de certificação de produtos para que eles ganhem confiabilidade. `Estamos fazendo testes com diferentes companhias e produtos ao redor do mundo. Há uma necessidade de cooperação entre países e esforços para melhoria de infra-estrutura. A distribuição do produto é, de fato, o aspecto crítico`, disse. Recursos naturais
Segundo o executivo, o Brasil poderá representar um papel de destaque nesse novo segmento, por contar com grande variedade de recursos naturais. Norén diz que a Boeing tem interesse em pesquisar os mais diversos tipos de produtos, desde que eles não afetem a oferta de alimentos nem estejam relacionados a desmatamento ou consumo excessivo de água.
Dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) indicam que o setor de aviação contribui com 2% das emissões de gás carbônico. O percentual é pequeno quando comparado a setores como transporte rodoviário e geração de energia e aquecimento, mas o crescimento da indústria tende a impulsionar o número de emissões. Normalmente, o setor de aviação cresce em média duas vezes mais do que o PIB.
Companhias e fabricantes de aviões se comprometeram com a Atag (Air Transport Action Group) a focar em melhorias da ordem de 25% na eficiência do consumo de combustível e na redução das emissões até 2020. A Boeing trabalha com a estimativa de crescimento da economia mundial de 3,1% ao ano até 2026. O número de passageiros deve aumentar a um ritmo de 4,5% ao ano no período. Atualmente, o querosene representa cerca de 40% dos custos de uma companhia aérea. Os esforços na busca de eficiência e cortes de custos são visíveis nas companhias de aviação, que sofreram ainda os efeitos da crise americana. As principais companhias cobram US$ 25 para despachar a segunda mala. E até o mais simples serviço de bordo pode se transformar em fonte de receita, com cobrança à parte.
Repórter: JANAINA LAGE
Fonte: Folha de S. Paulo
20/6/2008.