11/08/2008
Por Roberta Cerqueira Chega hoje em Salvador o Fast Ferry Ivete Sangalo, o primeiro no mundo movido a óleo diesel (30%) e gás natural (70%) e com a estrutura toda em alumínio naval. Pesando 600 toneladas a menos que as convencionais, a embarcação com espaço para 610 pessoas e 74 veículos, vai fazer o percurso de Salvador a Ilha de Itaparica em apenas 30 minutos e servir a mais de 4 milhões de usuários do transporte marítimo. A inauguração do novo ferry boat será no próximo dia 19, com a presença da cantora a qual leva o nome, além de representantes de empresas nacionais e internacionais e do governador Jaques Wagner.
`Os usuários tradicionais vão desfrutar de maior conforto, mais segurança e rapidez, podendo aproveitar o tempo economizado na travessia`, diz Orlando Martins, diretor regional da TWB Bahia S/A, concessionária do sistema ferry boat na Bahia, que aposta ainda na valorização imediata dos imóveis e no aumento significativo do turismo na ilha e em todo o baixo sul da Bahia.
O projeto australiano, assinado pela SeaTransport Solutions e pelo projetista Stuart Ballantyne, teve investimento de cerca de R$65 milhões, com financiamento do Fundo da Marinha Mercante e do Banco do Nordeste, e tem como principal objetivo melhorar o transporte para seu público e superar a crise vivida em 2005, quando apenas um barco funcionava e os demais encontravam-se em precárias condições.
`Quando assumimos o sistema ferry boat encontramos muitos problemas, apenas um barco e a metade do outro estavam em condições de funcionamento, os demais estavam com muitos problemas`, lembra Martins, sem precisar o valor já investido ao longo de três anos.
Segundo Orlando Martins, com a chegada do novo ferry se fez necessário também a realização de obras no terminal para adaptação da embarcação. `Deveríamos passar a operar em junho, mas foi preciso construir novas gavetas, com isso acabamos tendo este atraso`. O ferry estava previsto para começar a operar em junho.
Após cerimônia, em Navegantes (SC), onde fica o estaleiro da TWB, o ferry partiu, no dia 1º de agosto, para Santos (SP) em seguida para Rio de Janeiro (RJ), de onde seguiu, na última sexta-feira, em direção a capital baiana, com chegada prevista para hoje à tarde. No dia seguinte ao lançamento, dia 20, a embarcação deve passar a funcionar normalmente, nos horários definidos pela Agerba, sempre revezando com os outros dois barcos. Posteriormente deve operar também em horários extras e aos finais de semana, de acordo com a demanda.
O percurso de sete milhas (aproximadamente 13 km) entre Salvador e Ilha de Itaparica, que é feito atualmente em tempo médio de uma hora, levará cerca de 30 minutos, numa velocidade média de 15 nós. Um dos motivos para tal rapidez é a construção do catamarã todo feito em alumínio naval, pesando 300 toneladas já carregado, enquanto os demais ferries em operação pesam cerca de 900 toneladas vazios.
A nova embarcação vai fazer três viagens no mesmo espaço de tempo que os antigos realizam apenas uma travessia. Com isso serão 1,2 mil usuários a cada uma hora em meia, enquanto os outros transportam de 600 a 800 pessoas - e o Maria Betânia que aloja 1 mil pessoas - pelo mesmo tempo.
Dentre as novidades tecnológicas está a implantação do sistema dual fuel, desenvolvido pela TWB em parceria com a Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) e a Petrobras. Resultado de uma pesquisa realizada pelo pós-doutor e diretor do Instituto de Energia da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ) Sérgio Leal Braga, sobre a substituição do óleo diesel pelo gás natural, que reduz em até 50% a emissão de gás poluente à atmosfera.> Ainda não está previsto aumento da tarifa, que hoje custa R$3,35 em dias de semana e R$ 4,35 aos sábados, domingos e feriados. Entretanto, a classe executiva, com capacidade para 110 dos 640 passageiros, terá um valor diferenciado, que ainda não foi divulgado pela TWB. A área vip oferece maior conforto aos usuários, com mesas, poltronas, ar-condicionado e lanchonete.
Fonte: Tribuna da Bahia
11/08/08
`Os usuários tradicionais vão desfrutar de maior conforto, mais segurança e rapidez, podendo aproveitar o tempo economizado na travessia`, diz Orlando Martins, diretor regional da TWB Bahia S/A, concessionária do sistema ferry boat na Bahia, que aposta ainda na valorização imediata dos imóveis e no aumento significativo do turismo na ilha e em todo o baixo sul da Bahia.
O projeto australiano, assinado pela SeaTransport Solutions e pelo projetista Stuart Ballantyne, teve investimento de cerca de R$65 milhões, com financiamento do Fundo da Marinha Mercante e do Banco do Nordeste, e tem como principal objetivo melhorar o transporte para seu público e superar a crise vivida em 2005, quando apenas um barco funcionava e os demais encontravam-se em precárias condições.
`Quando assumimos o sistema ferry boat encontramos muitos problemas, apenas um barco e a metade do outro estavam em condições de funcionamento, os demais estavam com muitos problemas`, lembra Martins, sem precisar o valor já investido ao longo de três anos.
Segundo Orlando Martins, com a chegada do novo ferry se fez necessário também a realização de obras no terminal para adaptação da embarcação. `Deveríamos passar a operar em junho, mas foi preciso construir novas gavetas, com isso acabamos tendo este atraso`. O ferry estava previsto para começar a operar em junho.
Após cerimônia, em Navegantes (SC), onde fica o estaleiro da TWB, o ferry partiu, no dia 1º de agosto, para Santos (SP) em seguida para Rio de Janeiro (RJ), de onde seguiu, na última sexta-feira, em direção a capital baiana, com chegada prevista para hoje à tarde. No dia seguinte ao lançamento, dia 20, a embarcação deve passar a funcionar normalmente, nos horários definidos pela Agerba, sempre revezando com os outros dois barcos. Posteriormente deve operar também em horários extras e aos finais de semana, de acordo com a demanda.
O percurso de sete milhas (aproximadamente 13 km) entre Salvador e Ilha de Itaparica, que é feito atualmente em tempo médio de uma hora, levará cerca de 30 minutos, numa velocidade média de 15 nós. Um dos motivos para tal rapidez é a construção do catamarã todo feito em alumínio naval, pesando 300 toneladas já carregado, enquanto os demais ferries em operação pesam cerca de 900 toneladas vazios.
A nova embarcação vai fazer três viagens no mesmo espaço de tempo que os antigos realizam apenas uma travessia. Com isso serão 1,2 mil usuários a cada uma hora em meia, enquanto os outros transportam de 600 a 800 pessoas - e o Maria Betânia que aloja 1 mil pessoas - pelo mesmo tempo.
Dentre as novidades tecnológicas está a implantação do sistema dual fuel, desenvolvido pela TWB em parceria com a Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) e a Petrobras. Resultado de uma pesquisa realizada pelo pós-doutor e diretor do Instituto de Energia da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ) Sérgio Leal Braga, sobre a substituição do óleo diesel pelo gás natural, que reduz em até 50% a emissão de gás poluente à atmosfera.> Ainda não está previsto aumento da tarifa, que hoje custa R$3,35 em dias de semana e R$ 4,35 aos sábados, domingos e feriados. Entretanto, a classe executiva, com capacidade para 110 dos 640 passageiros, terá um valor diferenciado, que ainda não foi divulgado pela TWB. A área vip oferece maior conforto aos usuários, com mesas, poltronas, ar-condicionado e lanchonete.
Fonte: Tribuna da Bahia
11/08/08