01/10/2009
O secretário-executivo do Conselho Curador do FGTS, Paulo Eduardo Cabral Furtado, disse ser possível que, até o fim do ano, os trabalhadores possam optar por aplicar parte de suas contas vinculadas no recém-formado Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS). Furtado vai encaminhar avaliação sobre o tema para apreciação do conselho do FGTS na próxima reunião, dia 27 de outubro.
O FI-FGTS foi criado pela lei 11.491, de 2007, como uma forma de o trabalhador poder obter rentabilidade além de Taxa Referencial (TR) mais juro de 3% ao ano, que é o índice de correção dos recursos do FGTS. O fundo de investimento aplica em projetos de infraestrutura como saneamento básico, rodovias, portos e geração elétrica.
Conforme previsão em Projeto de Emenda Constitucional (PEC), já aprovada na Câmara e em tramitação no Senado, os 87 milhões de trabalhadores com contas no FGTS poderão investir até 30% do saldo nesse fundo. Pela lei de 2007, o limite da conta a ser aplicado seria de apenas 10%. O tamanho do FI-FGTS está limitado a 80% do patrimônio líquido do FGTS, hoje em R$ 30 bilhões. `Esse fundo deve ser prestigiado, porque é o canal do trabalhador com qualquer investimento`, disse Furtado.
Administrado pela área de gestão de recursos de terceiros da Caixa Econômica Federal, o FI-FGTS apresenta rentabilidade de 10,6% nos últimos doze meses, ante 5,7% de remuneração dos recursos que permaneceram nas contas vinculadas no mesmo período, segundo Furtado. Segundo ele, apenas neste ano, foram investidos R$ 11,6 bilhões em rodovias, ferrovias, portos e hidrelétricas. `Mas esse retorno não é nenhuma garantia de rentabilidade`, destacou o secretário-executivo do FGTS ontem, após debate na comissão especial da Câmara formada para tratar da capitalização da Petrobras.
Sobre a capitalização da estatal, Furtado deixou clara sua posição de ser contra a saída de novos recursos do FGTS para a empresa. `A única justificativa para autorizar seria dizer que o trabalhador perderia com a diluição dos dividendos`, reconhece. Mas acrescenta que a perda de participação de cada investidor seria mínima. Nas contas de Furtado, um investidor que aplicasse hoje R$ 345 mil em ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras, teria 0,000114% da empresa. Depois da capitalização, segundo estimativas e sem que o investidor acompanhasse o aumento de capital, a posição seria de 0,000100%.
Até 25 de setembro, os fundos mútuos de privatização da Petrobras renderam 1.290,4%, desde que foram criados, em agosto de 2000. Hoje, esses fundos representam 2,1% do capital social total da Petrobras.
Autor(es): Danilo Fariello
Valor Econômico
- 01/10/2009.
O FI-FGTS foi criado pela lei 11.491, de 2007, como uma forma de o trabalhador poder obter rentabilidade além de Taxa Referencial (TR) mais juro de 3% ao ano, que é o índice de correção dos recursos do FGTS. O fundo de investimento aplica em projetos de infraestrutura como saneamento básico, rodovias, portos e geração elétrica.
Conforme previsão em Projeto de Emenda Constitucional (PEC), já aprovada na Câmara e em tramitação no Senado, os 87 milhões de trabalhadores com contas no FGTS poderão investir até 30% do saldo nesse fundo. Pela lei de 2007, o limite da conta a ser aplicado seria de apenas 10%. O tamanho do FI-FGTS está limitado a 80% do patrimônio líquido do FGTS, hoje em R$ 30 bilhões. `Esse fundo deve ser prestigiado, porque é o canal do trabalhador com qualquer investimento`, disse Furtado.
Administrado pela área de gestão de recursos de terceiros da Caixa Econômica Federal, o FI-FGTS apresenta rentabilidade de 10,6% nos últimos doze meses, ante 5,7% de remuneração dos recursos que permaneceram nas contas vinculadas no mesmo período, segundo Furtado. Segundo ele, apenas neste ano, foram investidos R$ 11,6 bilhões em rodovias, ferrovias, portos e hidrelétricas. `Mas esse retorno não é nenhuma garantia de rentabilidade`, destacou o secretário-executivo do FGTS ontem, após debate na comissão especial da Câmara formada para tratar da capitalização da Petrobras.
Sobre a capitalização da estatal, Furtado deixou clara sua posição de ser contra a saída de novos recursos do FGTS para a empresa. `A única justificativa para autorizar seria dizer que o trabalhador perderia com a diluição dos dividendos`, reconhece. Mas acrescenta que a perda de participação de cada investidor seria mínima. Nas contas de Furtado, um investidor que aplicasse hoje R$ 345 mil em ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da Petrobras, teria 0,000114% da empresa. Depois da capitalização, segundo estimativas e sem que o investidor acompanhasse o aumento de capital, a posição seria de 0,000100%.
Até 25 de setembro, os fundos mútuos de privatização da Petrobras renderam 1.290,4%, desde que foram criados, em agosto de 2000. Hoje, esses fundos representam 2,1% do capital social total da Petrobras.
Autor(es): Danilo Fariello
Valor Econômico
- 01/10/2009.