08/08/2012
As interrupções de chamadas da TIM são mais frequentes para clientes do plano Infinity, no qual a tarifa é cobrada por ligação, segundo relatório de fiscalização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de 30 de maio. Hoje 97,6% dos 58,87 milhões de clientes da TIM usam o plano Infinity, lançado em 2009. A oferta permite que o cliente pague R$ 0,25 por ligação, independentemente do tempo que ela durar.
A informação, divulgada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, sugere que a operadora trata de forma desigual os clientes de planos diferentes. Segundo o relatório da Anatel, a interrupção das chamadas dos clientes Infinity é até quatro vezes maior do que a dos demais. Assim, cada vez que a ligação cai, o cliente precisa pagar mais R$ 0,25 para refazer a chamada.
Quando a cobrança da ligação é tarifada por chamada e não por minuto, o índice de interrupção do serviço é maior, segundo o relatório da Anatel. O documento diz que não há explicação `técnica e lógica` para essa diferença.
No plano Infinity, cerca de 40% das chamadas com cinco minutos de duração são interrompidas, ante 10% fora do plano. Nas chamadas de 80 minutos, os índices são maiores: 50% para o Infinity e 20% para as ligações feitas `fora do Infinity`. Os indicadores estão bem acima da meta de qualidade da Anatel - 2%.
A TIM disse, em comunicado, que `nega veementemente que eventuais quedas de chamadas de seus clientes Infinity sejam motivadas por ação deliberada da companhia`. A empresa afirmou também que o relatório da Anatel contém `graves erros de processamento, que alteram as informações apresentadas e levam a conclusões erradas`.
`Uma coisa é queda de chamada; outra coisa é essa alegação absolutamente absurda de derrubada de chamada`, afirmou o diretor de Assuntos Regulatórios da TIM, Mario Girasole. `Se isso for provado, é crime. Se não for provado, significa que a qualidade de fiscalização não era do nível que normalmente a Anatel costuma ter em suas atividades técnicas`, completou.
O presidente da Anatel, João Rezende, disse que o relatório de fiscalização é `preliminar` e não tem julgamento de mérito. Segundo ele, é preciso aguardar a conclusão do processo administrativo, que será julgado pelo conselho da agência. Rezende ressaltou que a empresa terá direito de defesa e evitou adiantar novas punições. A Câmara Federal também poderá pedir que as vendas da TIM sejam suspensas.
Consumidor.
A estudante de arquitetura Ana Teresa Correia, 22, é cliente da TIM desde o início de 2010. Ela sentiu uma redução na interrupção das chamadas há oito meses, quando mudou do plano Infinity para o Liberty, no qual paga um valor mensal e liga sem custos adicionais de TIM para TIM, `Nunca conseguia passar de 30 minutos no telefone. A chamada sempre caía. Agora, quase não cai mais.`
As reclamações de consumidores motivaram o Ministério Público do Paraná a propor na segunda-feira uma ação coletiva de consumo contra a TIM. O órgão pede a suspensão da venda de novas linhas da TIM no Estado e a indenização a consumidores lesados para interrupção das chamadas. O Ministério Público cita dados do relatório da Anatel que apontam um prejuízo de R$ 4,3 milhões a 8,18 milhões de usuários com a interrupção das chamadas do plano Infinity em um único dia (8 de março).
O consumidor lesado pela operadora tem direito a indenização, disse a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci. Ela sugere que o cliente anote todas as vezes que houver queda na chamada para questionar a operadora na Anatel e nos órgãos de defesa do consumidor.
/ COLABORARAM TIAGO CISNEIROS E JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO Autor(es): MARINA GAZZONI , ANNE WARTH, ROSA COSTA
O Estado de S. Paulo - 08/08/2012.
COLABORARAM TIAGO CISNEIROS E JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO
A informação, divulgada ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, sugere que a operadora trata de forma desigual os clientes de planos diferentes. Segundo o relatório da Anatel, a interrupção das chamadas dos clientes Infinity é até quatro vezes maior do que a dos demais. Assim, cada vez que a ligação cai, o cliente precisa pagar mais R$ 0,25 para refazer a chamada.
Quando a cobrança da ligação é tarifada por chamada e não por minuto, o índice de interrupção do serviço é maior, segundo o relatório da Anatel. O documento diz que não há explicação `técnica e lógica` para essa diferença.
No plano Infinity, cerca de 40% das chamadas com cinco minutos de duração são interrompidas, ante 10% fora do plano. Nas chamadas de 80 minutos, os índices são maiores: 50% para o Infinity e 20% para as ligações feitas `fora do Infinity`. Os indicadores estão bem acima da meta de qualidade da Anatel - 2%.
A TIM disse, em comunicado, que `nega veementemente que eventuais quedas de chamadas de seus clientes Infinity sejam motivadas por ação deliberada da companhia`. A empresa afirmou também que o relatório da Anatel contém `graves erros de processamento, que alteram as informações apresentadas e levam a conclusões erradas`.
`Uma coisa é queda de chamada; outra coisa é essa alegação absolutamente absurda de derrubada de chamada`, afirmou o diretor de Assuntos Regulatórios da TIM, Mario Girasole. `Se isso for provado, é crime. Se não for provado, significa que a qualidade de fiscalização não era do nível que normalmente a Anatel costuma ter em suas atividades técnicas`, completou.
O presidente da Anatel, João Rezende, disse que o relatório de fiscalização é `preliminar` e não tem julgamento de mérito. Segundo ele, é preciso aguardar a conclusão do processo administrativo, que será julgado pelo conselho da agência. Rezende ressaltou que a empresa terá direito de defesa e evitou adiantar novas punições. A Câmara Federal também poderá pedir que as vendas da TIM sejam suspensas.
Consumidor.
A estudante de arquitetura Ana Teresa Correia, 22, é cliente da TIM desde o início de 2010. Ela sentiu uma redução na interrupção das chamadas há oito meses, quando mudou do plano Infinity para o Liberty, no qual paga um valor mensal e liga sem custos adicionais de TIM para TIM, `Nunca conseguia passar de 30 minutos no telefone. A chamada sempre caía. Agora, quase não cai mais.`
As reclamações de consumidores motivaram o Ministério Público do Paraná a propor na segunda-feira uma ação coletiva de consumo contra a TIM. O órgão pede a suspensão da venda de novas linhas da TIM no Estado e a indenização a consumidores lesados para interrupção das chamadas. O Ministério Público cita dados do relatório da Anatel que apontam um prejuízo de R$ 4,3 milhões a 8,18 milhões de usuários com a interrupção das chamadas do plano Infinity em um único dia (8 de março).
O consumidor lesado pela operadora tem direito a indenização, disse a coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), Maria Inês Dolci. Ela sugere que o cliente anote todas as vezes que houver queda na chamada para questionar a operadora na Anatel e nos órgãos de defesa do consumidor.
/ COLABORARAM TIAGO CISNEIROS E JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO Autor(es): MARINA GAZZONI , ANNE WARTH, ROSA COSTA
O Estado de S. Paulo - 08/08/2012.
COLABORARAM TIAGO CISNEIROS E JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO