09/04/2014
Ao participar na manhã desta quarta-feira, dia 9, do o Workshop Estratégico do Corredor Multimodal do Rio São Francisco, que será debatido até sexta-feira, no Hotel Mercure, em Salvador, o secretário de Infraestutura do Estado, Marcus Cavalcanti, que representou o governador Jaques Wagner, disse que a iniciativa de interligar o transporte hidroviário, ferroviário e rodoviário, formando um corredor multimodal, é fundamental para o crescimento sustentável da economia baiana, por baratear o frente e contribuir para a preservação do meio ambiente. ' A saída é promover, principalmente, a recuperação do Velho Chico e do entorno como parte da etapa de implantação da hidrovia', explicou.Promovido pelo Banco Mundial e Codevasf, em parceria com o Governo da Bahia, DNITT, autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes e Ministério da Integração Regional, o workshop busca fornecer subsídios para a implantação do Corredor Multimodal do Rio São Francisco, com três grandes metas: a) ampliar o desenvolvimento socioeconômico e integração regional da bacia hidrográfica do rio São Francisco; b) transformar a matriz de transportes, tornando-a mais sustentável - menos poluente, com menor consumo de energia e de combustíveis fósseis, gerando menos emissão de carbono; e c) aprimorar a competitividade logística e de transporte na área influência do Corredor por meio da otimização de seu potencial hidroviário, ferroviário e rodoviário, e da articulação/integração dessas vias.
Aumento da competitividade
O trecho do rio que vai de Pirapora , em Minas Gerais às cidades vizinhas de Juazeiro (Bahia) e Petrolina (Pernambuco), de aproximadamente 1.300 quilômetros potencialmente navegáveis para fins comerciais, de lazer, dentre outros, é um eixo de grande atividade econômica e deverá crescer com o desenvolvimento do Corredor, atingindo 339 municípios em sua área de influência direta.
Destaque para a região oeste da Bahia, que atualmente representa um dos maiores polos de atividade econômica do Estado devido ao forte crescimento da produção agrícola nos últimos quinze anos, que se concentrou principalmente na cultura da soja, do algodão e do milho. Na região, os custos de transporte representam 60% do custo dos produtos.
Na rota entre o oeste da Bahia e João Pessoa (PB), por exemplo, a estimativa é de que o frete para o milho poderia ser reduzido de R$ 200,00 para R$ 170,00 por tonelada com o uso do Corredor Multimodal do Rio São Francisco. O custo dos trechos rodoviários ainda representariam cerca de 74% do frete total, considerando-se os 1.200 quilômetros de estrada e 600 quilômetros de hidrovia.
Mesmo assim, em termos de preço para o consumidor, estima-se que, em média, a proporção do custo logístico no preço final do produto poderia ser reduzido de 38% para 34%. O ganho projetado é de R$ 1,8 milhão para cada 100 mil toneladas transportadas no corredor do Rio São Francisco, em comparação com o modal rodoviário.
A redução de custos logísticos pode ser ainda mais significativa com a manutenção contínua da navegação no Rio São Francisco desde Pirapora-MG até Petrolina-PE, com novas conexões ferroviárias e com ganhos de escala.
Além disso, também é importante destacar a alternativa de novas cadeias logísticas, uma vez que a hidrovia esteja em condições ideais de navegação, aumentando ainda mais os investimentos locais e o dinamismo econômico regional.
Participaram da mesa, o secretário da Seinfra, Marcus Cavalcanti; o diretor substituto da Diretoria de Infraestrutura Aquaviária do Ministério dos Transportes, Valter Casemiro Silveira; o presidente da Codevasf, Elmo Vaz Bastos de Matos e o coordenador-geral de Operações do Banco Mundial no Brasiul, Boris E. Utria.
FONTE: Ascom/Seinfra EM: 9/04/2014.