CSN ESTUDA NOVA USINA DE US$ 3 BI NO NORDESTE

19/09/2007
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) estuda um novo projeto siderúrgico, para produção de 4,5 mil toneladas de aço, que possivelmente era instalada no Nordeste, informou ontem o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch. O projeto deve custar cerca de US$ 3 bilhões.

Steinbruch revelou ainda que entre os estados que podem receber a nova siderúrgica estão a Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte. O executivo descartou a possibilidade de se instalar no Maranhão, estado que luta para receber uma siderúrgica e que recentemente perdeu uma disputa com o Espírito Santo de um projeto entre a Companhia Vale do Rio Doce e a siderúrgica chinesa Baosteel.

Tal projeto também comprometeu a parceria entre a CSN e a Baosteel. As duas empresas desenvolveram juntas estudos sobre a usina de Itaguaí e havia a possibilidade de a Baosteel participar da construção da usina em parceria com a CSN. `Embora não tenha formalizado a desistência, subetende-se que com a opção pelo Espírito Santo, a associação em Itaguaí está comprometida`, disse Steinbruch. O executivo reiterou a decisão da CSN de seguir com os projetos sozinha, mas informou que provavelmente o projeto em Congonhas sairá primeiro. `A questão ambiental está andando mais rápido em Congonhas`, justificou.

O presidente da CSN afirmou que espera uma conclusão rápida para o imbróglio da mina de minério de ferro Casa de Pedra, o que permitirá à empresa andar com o processo de abertura de capital do ativo (ver matéria na página A -13). O preço do ativo, segundo Steinbruch, não preocupa. `Já estamos embarcando há 6 meses, estamos com todo este ano vendido e o ano que vem vendido, a partir do momento em que os analistas começarem a identificar os resultados da empresa (com a venda de minério), haverá a valorização do ativo com IPO ou sem IPO`.

Somente no segundo trimestre deste ano, o setor de mineração respondeu por cerca de 5% da receita da companhia, que totalizou R$ 2,97 bilhões. Para o ano que vem, a empresa prevê vender 36 milhões de toneladas de minério, das quais 18 milhões provenientes de Casa de Pedra e outros 11,5 milhões provenientes da Namisa, empresa criada para a compra da Companhia de Fomento Mineral (CFM). Steinbruch admitiu interesse em outros ativos na região do Quadrilátero Ferrífero, sem porém destacar qual ativo.

Preço do minério Steinbruch avaliou o bom momento do negócio de minério de ferro do mundo e ressaltou que a forte demanda mundial e o prazo mais extenso para novos projetos na área serem implementados devem resultar em um expressivo reajuste no preço do minério. `Se é 30% ou não é cedo para falar, mas certamente será próximo disso`, afirmou o presidente da CSN, ao comentar a previsão de analistas de mercado de que o reajuste dos contratos de minério de ferro no mundo pode atingir 30%. kicker: No segundo trimestre deste ano a área de mineração respondeu por 5% da receita da companhia que totalizou R$ 2,97 bi.

Fonte: Jornal Gazeta Mercantil

Repórter: Luciana Collet

Em 19/09/2007