21/09/2007
A proposta, de especialistas reunidos ontem na conferência internacional Rio+15, envolve medidas como alianças diretas de governos locais com a comunidade internacional para financiamento. A Califórnia tem atitude pioneira - elogia Joe Nation, do Comitê Consultor do Mercado de Carbono do Estado. - Os governos podem aplicar impostos sobre a gasolina e incentivar empresas que fabriquem carros `limpos`.
Para Liana Bratasida, ministra do Meio-Ambiente da Indonésia, as mudanças climáticas devem ser vistas como problema de desenvolvimento, e não só ambiental.
O setor privado terá um papel importante nessa luta - diz Liana.
Os especialistas criticaram o fato de o Brasil não se colocar numa posição de liderança nas discussões sobre o clima:
Atuamos em função do que é determinado na China, Índia e nos EUA. O governo não tem desejo ou indignação suficiente para liderar - acusa o ex-chanceler brasileiro Luiz Felipe Lampreia.
Para o embaixador, apesar de o Brasil ser o oitavo maior emissor mundial de gases poluentes, há resistência em adotar compromissos mandatórios, pela industrialização nacional recente.
O químico Philip Hauser sugeriu que o combate ao desmatamento seja incentivado pelos mecanismos de redução de gases causadores do aquecimento global. Estima-se que 75% das emissões brasileiras venham da devastação ambiental.
Precisamos ter financiamento da comunidade internacional nas questões amazônicas e no corte de emissões - diz Lampreia.
Pedro Moura Costa, presidente da EcoSecurities, criticou o fato de a discussão sobre a Amazônia assumir caráter emocional, por temor da intervenção internacional.
O presidente Lula reforçou a impressão ontem. Lula disse ao jornal espanhol El Pais que quer `exorcizar` a possibilidade de a Amazônia ser internacionalizada.
O presidente americano, George Bush, convidou a União Européia e os 15 maiores emissores do mundo para uma reunião na semana que vem em Washington, para estabelecer metas a longo prazo na redução de emissões.
Nation ponderou que a maioria dos candidatos à Presidência nos EUA não está engajada:
Só 40% dos americanos defendem intervenções agressivas. Talvez seja preciso mais furacões para levarem o assunto a sério.
As conclusões da convenção serão base de um documento a ser apresentado na Conferência das Partes da Convenção do Clima na Indonésia, em dezembro.
Fonte: Jornal do Brasil
Repórter: Cristine Gerk
Em 21/09/2007.
Para Liana Bratasida, ministra do Meio-Ambiente da Indonésia, as mudanças climáticas devem ser vistas como problema de desenvolvimento, e não só ambiental.
O setor privado terá um papel importante nessa luta - diz Liana.
Os especialistas criticaram o fato de o Brasil não se colocar numa posição de liderança nas discussões sobre o clima:
Atuamos em função do que é determinado na China, Índia e nos EUA. O governo não tem desejo ou indignação suficiente para liderar - acusa o ex-chanceler brasileiro Luiz Felipe Lampreia.
Para o embaixador, apesar de o Brasil ser o oitavo maior emissor mundial de gases poluentes, há resistência em adotar compromissos mandatórios, pela industrialização nacional recente.
O químico Philip Hauser sugeriu que o combate ao desmatamento seja incentivado pelos mecanismos de redução de gases causadores do aquecimento global. Estima-se que 75% das emissões brasileiras venham da devastação ambiental.
Precisamos ter financiamento da comunidade internacional nas questões amazônicas e no corte de emissões - diz Lampreia.
Pedro Moura Costa, presidente da EcoSecurities, criticou o fato de a discussão sobre a Amazônia assumir caráter emocional, por temor da intervenção internacional.
O presidente Lula reforçou a impressão ontem. Lula disse ao jornal espanhol El Pais que quer `exorcizar` a possibilidade de a Amazônia ser internacionalizada.
O presidente americano, George Bush, convidou a União Européia e os 15 maiores emissores do mundo para uma reunião na semana que vem em Washington, para estabelecer metas a longo prazo na redução de emissões.
Nation ponderou que a maioria dos candidatos à Presidência nos EUA não está engajada:
Só 40% dos americanos defendem intervenções agressivas. Talvez seja preciso mais furacões para levarem o assunto a sério.
As conclusões da convenção serão base de um documento a ser apresentado na Conferência das Partes da Convenção do Clima na Indonésia, em dezembro.
Fonte: Jornal do Brasil
Repórter: Cristine Gerk
Em 21/09/2007.