Satélite vai ajudar a mapear a Bahia

13/06/2007
Uma base cartográfica única cobrindo todo o estado da Bahia numa escala de 1:50.000 deverá estar disponível para todos os órgãos da administração pública e a sociedade dentro de três anos. O avanço cartográfico será viabilizado a partir de uma parceria entre os governos da Bahia e da França, que vai disponibilizar imagens de satélite de alta resolução para o início do mapeamento.

Os primeiros entendimentos para a realização do trabalho foram feitos pelo secretário do Planejamento, Ronald Lobato, e o representante do Institut de Recherche pour le Développement (IRD), Pierre Sabaté. O representante do governo francês manifestou interesse em realizar outras parcerias com a Bahia na área de pesquisa. O IRD é um órgão público com vocação científica e tecnológica, que atua desde 1944 junto a países do Hemisfério Sul.

Lobato destacou a importância de se criar uma nova base cartográfica que cubra todo o estado numa escala única. `O semi-árido baiano é o território prioritário para o governo. A partir deste mapeamento, poderemos avançar em estudos para realizar ações integradas, passando por educação, saúde, geração de emprego e renda`, afirmou.

Economia - A obtenção das imagens do satélite Spot, via governo francês, representará uma economia de mais de R$ 4 milhões para o Governo do Estado, disse a diretora de Informações Geoambientais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan), Rita Pimentel. Para a realização das outras etapas do mapeamento, sob a responsabilidade da SEI, o governo baiano já conta com a aprovação de financiamento junto ao Banco Mundial (Bird).

A cartografia disponível hoje no estado, na escala 1:100.000, data das décadas de 70 e 80. Embora de boa qualidade, já não atende mais às necessidades do ponto de vista de planejamento, gestão pública e realização de estudos na área de recursos naturais, frisou Rita. Ela destacou que as imagens do satélite francês se colocam como uma boa opção para o desenvolvimento do mapeamento. `A nova base cartográfica, na escala de 1:50.000, ampliará nosso leque de trabalho, por permitir um maior detalhamento, a partir das 840 cartas planimétricas que serão produzidas`, garantiu, acrescentando que apenas estados do Sul do país já trabalham com essa escala.

Alguns órgãos da administração pública baiana dispõem, de forma pontual e específica, de escalas de até 1:1.000, dentro do que se chama de cartografia urbana. `A idéia é criar um mapeamento básico e único para que, a partir daí, os diversos órgãos possam realizar trabalhos específicos, de acordo com suas áreas de atuação`, comentou Rita.

Fonte: Diário Oficial

13/06/07