Aumenta o poder de compra do trabalhador

04/07/2007
O rendimento médio real dos trabalhadores de Salvador e Região Metropolitana aumentou 12,7% na comparação entre maio de 2006 a maio de 2007. Os dados, oriundos da Pesquisa Mensal de Emprego, PME, de maio de 2007, foram informados pelo coordenador do setor de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, na Bahia, Joilson Rodrigues. Ele mencionou que o rendimento em maio deste ano fechou em R$ 909,50 e que no mesmo período do ano anterior foi de R$ 807,13. `Gostaria de chamar a atenção que a recuperação do ganho real vem ocorrendo desde 2004. Isto é resultado do controle inflacionário e dos ganhos reais do salário mínimo, além da reestruturação das carreiras do servidor público e militares`, informa.

A pesquisa sinaliza ainda que as categorias que obtiveram maiores ganhos, foram militares e funcionários públicos que passaram de R$ 1.876,10 para R$ 2.322,90, seguidos da categoria de empregador de R$ 2.418,04 para R$ 3.259,80. Entre outras categorias, os empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado saíram de R$ 832,16 para R$ 876,00, no período entre maio 2006 a maio de 2007. Os empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado saíram de R$ 413,73 para R$ 524,10 e, os trabalhadores por conta própria que de R$ 543,82 foram para R$ 574,70. Rodrigues destaca que os aumentos nos salários apontados na pesquisa são descontados da inflação do período que foi registrada em 3,18%.

`Vale lembrar que o ganho que os trabalhadores tiveram já exclui a inflação. Esse rendimento vai refletir diretamente no consumo e no poder de compra da população. Quanto mais cresce a massa salarial, mais se amplia o consumo. Aliado a isso, aumenta-se o crédito o que permite a sociedade adquirir bens que não adquiria em outro momento`, frisa. Dos 2.930 milhões de pessoas em idade ativa na RMS, cerca de 50,8% estão ocupadas.

A informação é da PME de maio do IBGE que sinaliza aumento da ocupação para os trabalhadores por conta própria que saíram de 22,3% para 23,5%, enquanto empregador de 4,2% para 4,4%. Já em outras categorias houve decréscimo: para empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado o índice baixou de 36,5% em maio de 2006 para 35,4% em maio de 2007; empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 13,6% para 13,2%, os militares ou funcionários públicos de 7,5% foi para 6,9%. Ainda de acordo com dados da pesquisa, a taxa de desocupação para a RMS estimada foi de 13,5% em maio de 2006 para 14,6% em maio de 2007.

O contingente de pessoas desocupadas na Região Metropolitana de Salvador, em maio de 2007, cerca de 255 mil, segundo a mesma pesquisa manteve estabilidade entre os períodos. Sobre o perfil de desocupação, de acordo com a faixa etária, 8,8% tinham entre 15 a 17 anos; 36,8% tinham de 18 a 24, cerca de 47,8% estavam na faixa de 25 a 49 anos e 6,1% com 50 anos ou mais. As mulheres correspondiam a 55,2% deste contingente e 51,2% possuíam ao menos o ensino médio completo.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

04/07/07