Governador decreta luto de cinco dias

23/07/2007
O governador Jaques Wagner decretou luto oficial de cinco dias pela morte do senador Antonio Carlos Magalhães, ocorrida na sexta-feira, às 11h40, em São Paulo. Em nota oficial, Wagner expressou o pesar à família do ex-chefe do Executivo baiano que, segundo o documento, `exerceu reconhecida liderança política na Bahia e no Brasil`.

O senador morreu, aos 79 anos, de falência múltipla de órgãos secundária à insuficiência cardíaca, depois de permanecer internado por mais de um mês no Instituto do Coração (InCor).

`Ao tempo em que fica decretado luto oficial por cinco dias, em homenagem póstuma ao ex-chefe do Executivo baiano, apresento, em meu nome e no de minha esposa, Maria de Fátima Mendonça, as expressões de nosso pesar à família enlutada`, disse Wagner, na nota oficial.

O corpo do senador chegou a Salvador ontem à noite, às 21h, na Base Aérea de Salvador, será velado no Palácio da Aclamação. O sepultamento será realizado neste sábado, às 17h, no Cemitério do Campo Santo.

Antonio Carlos Magalhães estava internado no InCor desde junho passado. Ele se submetia a exames desde março, quando foi internado para se curar de uma pneumonia e uma disfunção renal. Em abril e maio, o político esteve novamente no InCor. O senador era cardiopata e portador de insuficiência cardíaca congestiva, em função de um infarto ocorrido 18 anos atrás.

Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), ACM iniciou a carreira política em 1954, com a eleição para deputado estadual pela extinta União Democrática Nacional (UDN). Em 1958, elegeu-se deputado federal, sendo reeleito em 1962 e em 1966. No ano seguinte, foi nomeado prefeito de Salvador e, em 1970, governador da Bahia. No final da década de 70, foi, mais uma vez, nomeado governador - entre 1979 e 1983.

De 1985 a 1990, foi ministro das Comunicações, no governo de José Sarney. Em 1990 foi eleito, em primeiro turno, governador da Bahia. Em 1994, elegeu-se senador da República e presidiu o Senado entre 1997 e 2001. Com as investigações sobre a violação do painel eletrônico do Senado, renunciou ao mandato em 30 de junho de 2001. Um ano depois, foi eleito senador novamente.

Nascido em 4 de setembro de 1927, ACM era filho do professor Francisco Peixoto de Magalhães e de Helena Celestino Magalhães. Com Arlete Maron de Magalhães, sua esposa, ACM teve quatro filhos: Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Júnior, Teresa Helena Magalhães Mata Pires, além de Luís Eduardo Maron de Magalhães e Ana Lúcia Maron de Magalhães, os dois já falecidos.

Homenagens

O velório começou ontem às 22h40, no salão nobre do Palácio da Aclamação. O corpo do senador foi recebido, na Base Aérea de Salvador, por parentes, amigos, pelo governador Jaques Wagner e autoridades nacionais e locais. Antes mesmo da chegada do corpo ao Palácio da Aclamação, cerca de 200 coroas de flores já haviam sido enviadas por autoridades, políticos, artistas e populares.

As mensagens de pesar das famílias do governador Jaques Wagner, do prefeito João Henrique Carneiro, do ministro da Cultura, Gilberto Gil, e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) estavam entre as primeiras que chegaram ao palácio.

Fonte: Diário Oficial

21/07/07