18/03/2008
A Energisa, holding que substituiu a centenária Cataguazes-Leopoldina na bolsa de valores, vai voltar à geração de energia. Depois de negociar seu parque gerador hidrelétrico com a canadense Brascan e a Termelétrica Juiz de Fora com a Petrobras no ano passado, o que rendeu quase R$ 500 milhões aos cofres do grupo controlado pela família Botelho, a companhia anuncia que está disposta a investir R$ 780 milhões para erguer um conjunto de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), capaz de gerar 170 megawatts (MW). Hoje, o único ativo remanescente de geração do grupo é uma PCH de 8 MW em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.
Maurício Botelho, diretor-financeiro da holding e membro da família controladora, conta ao Valor que, desta vez, a tacada na área de geração será diferente. Primeiro, porque a empresa não vai fornecer um megawatt sequer para o mercado regulado. E depois porque a investida exclui qualquer geração térmica e hidrelétrica de médio porte.
`Nosso objetivo é vender essa energia no mercado livre, que pratica preços mais altos em relação ao regulado. E optamos pelas PCHs, porque tempos expertise na sua construção, tanto que já chegamos a construir uma PCH de 10 MW em Minas Gerais em 362 dias`, afirma Botelho. A meta do diretor-financeiro é colocar todos esses empreendimentos de pé em cinco anos.
De fato, a energia negociada no mercado livre, que já representa 26% de todo o insumo comercializado no país, tem tido valor maior que o visto no regulado. Além de ter chegado aos cerca de R$ 570 por megawatt/hora (MWh) em janeiro, o último preço divulgado, que oscila entre R$ 167,60 e R$ 179,91, é pelo menos 33% maior que o teto de R$ 126 por MWh praticado nos leilões de usinas novas do governo federal.
Contudo, uma das grandes virtudes no retorno da Energisa à geração é a possibilidade de ter um bom Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Lajida). Cálculos de Botelho apontam que os 170 MW vão propiciar Lajida de R$ 128 milhões por ano. Em 2007, o Lajida consolidado da holding foi de R$ 644,2 milhões, enquanto que o faturamento alcançou R$ 2,42 bilhões.
Segundo o diretor-financeiro da Energisa, as primeiras PCHs já deverão sair do papel no segundo semestre deste ano. Serão três usinas e que juntas produzirão 31 MW. A expectativa é que as obras levem 24 meses para ficarem prontas.
Ainda o plano estratégico da holding deixa claro que as três PCHs fluminenses vão demandar investimentos de R$ 142 milhões. E a estrutura de financiamento já está definida. Cerca de 70% sairá dos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os outros 30% ficarão sob a responsabilidade da Energisa.
Contudo, para erguer os 140 MW restantes, a holding estima um investimento adicional de R$ 638 milhões. E o executivo afirma que o desejo é manter a mesma estrutura de financiamento. Além das PCHs do Rio de Janeiro, a Energisa informa que construirá todos os 140 MW restantes no Estado de Minas Gerais.
Repórter: Maurício Capela
Fonte: Valor Econômico
18/3/2008.
Maurício Botelho, diretor-financeiro da holding e membro da família controladora, conta ao Valor que, desta vez, a tacada na área de geração será diferente. Primeiro, porque a empresa não vai fornecer um megawatt sequer para o mercado regulado. E depois porque a investida exclui qualquer geração térmica e hidrelétrica de médio porte.
`Nosso objetivo é vender essa energia no mercado livre, que pratica preços mais altos em relação ao regulado. E optamos pelas PCHs, porque tempos expertise na sua construção, tanto que já chegamos a construir uma PCH de 10 MW em Minas Gerais em 362 dias`, afirma Botelho. A meta do diretor-financeiro é colocar todos esses empreendimentos de pé em cinco anos.
De fato, a energia negociada no mercado livre, que já representa 26% de todo o insumo comercializado no país, tem tido valor maior que o visto no regulado. Além de ter chegado aos cerca de R$ 570 por megawatt/hora (MWh) em janeiro, o último preço divulgado, que oscila entre R$ 167,60 e R$ 179,91, é pelo menos 33% maior que o teto de R$ 126 por MWh praticado nos leilões de usinas novas do governo federal.
Contudo, uma das grandes virtudes no retorno da Energisa à geração é a possibilidade de ter um bom Lucro antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Lajida). Cálculos de Botelho apontam que os 170 MW vão propiciar Lajida de R$ 128 milhões por ano. Em 2007, o Lajida consolidado da holding foi de R$ 644,2 milhões, enquanto que o faturamento alcançou R$ 2,42 bilhões.
Segundo o diretor-financeiro da Energisa, as primeiras PCHs já deverão sair do papel no segundo semestre deste ano. Serão três usinas e que juntas produzirão 31 MW. A expectativa é que as obras levem 24 meses para ficarem prontas.
Ainda o plano estratégico da holding deixa claro que as três PCHs fluminenses vão demandar investimentos de R$ 142 milhões. E a estrutura de financiamento já está definida. Cerca de 70% sairá dos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os outros 30% ficarão sob a responsabilidade da Energisa.
Contudo, para erguer os 140 MW restantes, a holding estima um investimento adicional de R$ 638 milhões. E o executivo afirma que o desejo é manter a mesma estrutura de financiamento. Além das PCHs do Rio de Janeiro, a Energisa informa que construirá todos os 140 MW restantes no Estado de Minas Gerais.
Repórter: Maurício Capela
Fonte: Valor Econômico
18/3/2008.