15/04/2008
Aumento das receitas públicas, incremento da economia baiana e da geração de empregos. Este é o objetivo do governo do Estado ao dar incentivos às empresas que querem se instalar na Bahia, como a mineradora australiana Mirabela, que está sendo implantada no município de Itagibá (a 376 km de Salvador), no Litoral-sul. O investimento total no empreendimento é da ordem de R$ 700 milhões, sendo que cerca de R$ 100 milhões já foram aplicados na planta. As obras para a instalação do grupo já foram iniciadas e a construção de uma ponte sobre o Rio de Contas - entre os municípios de Ipiaú e Itagibá - e de uma rodovia que ligará o empreendimento à BR 330 estão em estágio avançado de execução. A expectativa é que sejam gerados mais de três mil empregos diretos e indiretos para os baianos.
Através de um convênio de cooperação técnica firmado entre o governo e a mineradora, em dezembro do ano passado, ficou acordado que a execução das obras seria assessorada tecnicamente pelo Departamento de Infra-estrutura de Transportes da Bahia (Derba) - sem ônus para o Estado, ou seja, totalmente financiadas pelo grupo australiano.
De acordo com o secretário estadual de Infra-estrutura, Antonio Carlos Batista Neves, as intervenções vão beneficiar, além de Ipiaú e Itagibá, os municípios de Gongogi, Aiquara e Dário Meira. 'A implantação da mineradora na região é de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico dos municípios beneficiados, especialmente Itagibá. Serão criadas novas atividades industriais e comerciais no Estado e gerados cerca de 3,5 mil empregos diretos e indiretos para os mais de 90 mil habitantes dos cinco municípios', disse o secretário.
Fica a cargo do Derba a responsabilidade de assessorar a mineradora na contratação de empresas e na indicação das normas e especificações técnicas para a implantação da rodovia e obra d'arte (ponte), além de supervisionar a execução dos serviços de terraplenagem, pavimentação, sinalização e recuperação ambiental. À Mirabela cabe a contratação dos serviços de consultoria para a elaboração do projeto, supervisão e execução das obras. A manutenção do trecho construído também é de competência da mineradora.
O novo empreendimento prevê a extração de, pelo menos, 160 mil toneladas de níquel por ano. Atualmente, o produto está cotado no mercado internacional em torno de US$ 28 mil, a tonelada. A Mirabela calcula que as jazidas durem por pelo menos 20 anos. Ainda segundo estudos da empresa, o impacto ambiental da extração é reduzido, uma vez que a sua planta foi instalada em um antigo pasto para gado.
Fonte: Ascom/Seinfra 15/04/08