Taxa de desemprego na RMS cai para 20,8% em abril

29/05/2008
A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) caiu de 21,0%, em março, para 20,8%, em abril. Essa é a menor taxa encontrada para os meses de abril desde 1997, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). A região de Salvador foi uma das três brasileiras onde houve queda da taxa de desemprego (-1,0%), em abril, ao lado de Belo Horizonte (-1,8%) e São Paulo (-0,7%). Mesmo ainda liderando o ranking do desemprego, a capital baiana e sua região se aproximam de Recife, onde a taxa aumentou 1,5%, passando a 20,1%.

`Temos uma tendência positiva. Essa diferença de 0,7 ponto percentual é a menor já encontrada entre as regiões de Salvador e Recife. Enquanto em um ano nossa taxa foi reduzida em 11,1%, passando de 23,4% para 20,8%, a de Recife caiu 2,9%`, aponta Vânia Moreira, coordenadora da PED pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão da Secretaria do Planejamento. A economista ressalta que as taxas mensais este ano estão bem abaixo das encontradas nos primeiros meses de 2007. Em um ano, o contingente de desempregados passou de 419 mil para os atuais 379 mil e foram criados 34 mil novos postos na RMS. A tendência é de queda do desemprego tanto na avaliação mensal quanto na anual. Mas, as informações divulgadas nesta quarta-feira (28) pela SEI, Dieese e Ufba, instituições parcerias na realização da PED, mostram que a redução de 8 mil pessoas em situação de desemprego em abril foi resultado da saída de 20 mil pessoas da População Economicamente Ativa (PEA) - pessoas que deixaram de disputar vagas no mercado de trabalho -, e da saída de 12 mil pessoas da população ocupada. Vale lembrar que estamos no período de desaquecimento da economia, que tradicionalmente só retoma o fôlego a partir de junho.

Entre os setores de atividade, somente os serviços geraram vagas, com 11 mil novos postos de trabalho (1,36% de incremento). O comércio manteve relativa estabilidade (-0,4%), com menos 1 mil postos. O agregado outros setores (-8,1%), que inclui construção civil, serviços domésticos e outras atividades, demitiu 18 mil. E a indústria (-3,0%) registrou menos 4 mil vagas. Rendimentos

Em março, mês anterior ao pesquisado, o rendimento médio real (descontada a inflação) dos ocupados diminuiu em 1,1%, enquanto o dos assalariados se manteve relativamente estável (-0,2%), estimados respectivamente em R$ 887,00 e R$ 993,00. No mesmo período, as massas de rendimentos reais (toda a soma dos rendimentos dos trabalhadores) apresentaram redução para ocupados (1,5%) e relativa estabilidade para assalariados (0,5%).

Já em comparação com março de 2007, houve crescimento bastante significativo do rendimento real médio da população ocupada (11,0%) e da assalariada (11,3%). No mesmo período, as massas de rendimentos também tiveram incremento consistente entre ocupados (17,0%) e assalariados (12,8%). `Em ambas as categorias, esse aumento foi influenciado por incremento real nos vencimentos do trabalhador, colaborando em menor intensidade a expansão do nível de ocupação`, diz Vânia Moreira.

Fonte: Agecom

Em 29/05/2008.