Conselho de Direitos Humanos discute políticas públicas para a segurança

08/11/2007
A construção de uma polícia cidadã com a participação dos diversos segmentos da sociedade, foi defendida, nesta quarta-feira (7), pela secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Marília Muricy, no seminário realizado pelo Conselho Estadual de Proteção aos Direitos Humanos, na Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem). O objetivo do evento foi discutir a elaboração de políticas públicas para a segurança do Estado. Na palestra que realizou sobre `Aspectos Conceituais e Institucionais de uma Política de Segurança Pública`, a secretária forneceu elementos importantes para a reflexão acerca de um novo modelo de segurança. `É preciso usar o argumento científico para legitimar todo instrumento de intervenção social`, declarou Muricy, se referindo ao ciclo de fatores e problemas existentes na relação entre crime e sociedade.

A secretária citou o filme Tropa de Elite para mostrar como a mídia reforça a estigmatização negativa dos que não têm condições de exercitar a força e o poder. `No filme, o capitão do Bope aparece como alguém que sofre, tem uma família e divide-se entre o sentimento do dever e a repulsa dos seus atos. O bandido não tem história, é visto só como bandido`, argumentou.

O subsecretário de Segurança Pública, Ari Pereira de Oliveira, afirmou que espera um envolvimento dos setores sociais de modo proativo, harmônico e sinérgico. `É importante estimular o intercâmbio de informações e a troca de experiências, por meio de fóruns e seminários`, enfatizou, reforçando a necessidade da realização de um trabalho conjunto. O evento, promovido pela SJCDH, em articulação com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), contou com a participação ainda do promotor de Justiça, Almiro Soares Filho, do sociólogo Gey Espinheira e do criminólogo Riccardo Cappi.

Fonte: Agecom 07/11/07