27/04/2007
A Aeronáutica ativou um novo plano de contingência ante a possibilidade de os controladores de tráfego aéreo reeditarem, no fim de semana prolongado, o protesto que paralisou o país em 30 de março passado. O comando da Força Aérea Brasileira (FAB) pôs ontem em alerta todas suas unidades responsáveis pelo tráfego aéreo militar em território nacional, inclusive em pequenos aeroportos localizados ao longo das principais malhas aeroviárias comerciais. Em caso de paralisação dos controladores, a estimativa é que seja possível cobrir 70% das operações de navegação, pouso e decolagem de todos os vôos comerciais previstos para o período.
A mobilização das autoridades militares leva em conta a repetição de uma conjuntura. Assim como há um mês, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estará fora do país, em visita à Argentina, e o resto da cúpula do governo longe de Brasília: José Alencar (vice-presidente), em São Paulo; Waldir Pires (Defesa), em Salvador; e Tarso Genro (Justiça), em Porto Alegre. Só Dilma Rousseff (Casa Civil) fica na capital. É pouco provável que os controladores voltem a se amotinar, visto o desgaste político das principais lideranças do movimento, o risco da abertura de novos inquéritos militares e até de prisões. A Aeronáutica trabalha com a hipótese de que os controladores lancem mão de outros recursos, como uma operação-padrão, o que pode provocar atrasos nos aeroportos.
Apesar dos planos preventivos da Aeronáutica, dirigentes de associações que representam os controladores garantiram que não há nenhuma ação planejada. `Não há articulação nem ânimo para isso. Pelo menos é o que temos sentido`, disse um integrante da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA). Embora os canais de diálogo com o governo tenham se fechado nesta semana, esse profissional acredita que uma paralisação, agora, só pioraria a situação dos controladores militares. `Estamos passando isso para o grupo, no sentido de garantir a tranqüilidade. Não é hora de nenhum ato precipitado`, afirmou o operador de vôo.
Na ação realizada entre os dias 30 e 31 de março, os controladores do Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília, cruzaram os braços, paralisando todos os aeroportos. Apesar de o motim ter se concentrado na capital federal— com adesão posterior de Curitiba e Manaus —, seus efeitos foram generalizados. A ação dos militares provocou muita confusão e até a morte de uma pessoa, que passou mal em um aeroporto no Paraná.
O plano de contingência foi testado, durante este mês pelos militares. Aviões da FAB ficarão em prontidão para buscar reforço de pessoal em outros estados, caso necessário. Para os controladores de tráfego áereo, a estratégia da Aeronáutica é impossível de ser executada na prática, pois `seria impossível substituir um número razoável de operadores que resolvessem entrar em greve`. `Remanejar o pessoal que cuida da defesa aérea é inviável porque faltam a esses profissionais conhecimento técnico para lidar com o tráfego civil`, garante um controlador. O país conta com 150 operadores militares dedicados à defesa aérea, e mais de 2 mil profissionais — civis e militares — a cargo do tráfego civil.
O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, convidou ontem o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Brito, para uma reunião na próxima quinta-feira, na sede do Cindacta-1. Depois da reunião, Saito mostrará a Britto o sistema de organização do tráfego aéreo. O convite é uma resposta a um pedido de Brito que, no dia 11 de abril, ouviu as queixas dos representantes da ABTCA e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo. FONTE: Correio Braziliense 27/04/2007
A mobilização das autoridades militares leva em conta a repetição de uma conjuntura. Assim como há um mês, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estará fora do país, em visita à Argentina, e o resto da cúpula do governo longe de Brasília: José Alencar (vice-presidente), em São Paulo; Waldir Pires (Defesa), em Salvador; e Tarso Genro (Justiça), em Porto Alegre. Só Dilma Rousseff (Casa Civil) fica na capital. É pouco provável que os controladores voltem a se amotinar, visto o desgaste político das principais lideranças do movimento, o risco da abertura de novos inquéritos militares e até de prisões. A Aeronáutica trabalha com a hipótese de que os controladores lancem mão de outros recursos, como uma operação-padrão, o que pode provocar atrasos nos aeroportos.
Apesar dos planos preventivos da Aeronáutica, dirigentes de associações que representam os controladores garantiram que não há nenhuma ação planejada. `Não há articulação nem ânimo para isso. Pelo menos é o que temos sentido`, disse um integrante da Associação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo (ABCTA). Embora os canais de diálogo com o governo tenham se fechado nesta semana, esse profissional acredita que uma paralisação, agora, só pioraria a situação dos controladores militares. `Estamos passando isso para o grupo, no sentido de garantir a tranqüilidade. Não é hora de nenhum ato precipitado`, afirmou o operador de vôo.
Na ação realizada entre os dias 30 e 31 de março, os controladores do Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília, cruzaram os braços, paralisando todos os aeroportos. Apesar de o motim ter se concentrado na capital federal— com adesão posterior de Curitiba e Manaus —, seus efeitos foram generalizados. A ação dos militares provocou muita confusão e até a morte de uma pessoa, que passou mal em um aeroporto no Paraná.
O plano de contingência foi testado, durante este mês pelos militares. Aviões da FAB ficarão em prontidão para buscar reforço de pessoal em outros estados, caso necessário. Para os controladores de tráfego áereo, a estratégia da Aeronáutica é impossível de ser executada na prática, pois `seria impossível substituir um número razoável de operadores que resolvessem entrar em greve`. `Remanejar o pessoal que cuida da defesa aérea é inviável porque faltam a esses profissionais conhecimento técnico para lidar com o tráfego civil`, garante um controlador. O país conta com 150 operadores militares dedicados à defesa aérea, e mais de 2 mil profissionais — civis e militares — a cargo do tráfego civil.
O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, convidou ontem o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Brito, para uma reunião na próxima quinta-feira, na sede do Cindacta-1. Depois da reunião, Saito mostrará a Britto o sistema de organização do tráfego aéreo. O convite é uma resposta a um pedido de Brito que, no dia 11 de abril, ouviu as queixas dos representantes da ABTCA e do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo. FONTE: Correio Braziliense 27/04/2007