24/05/2007
Com tantos problemas acumulados, o governo abre as portas para as empresas privadas assumirem o comando - experiência conhecida dos baianos na BA-099 (Estrada do Coco) - e aderir às Parcerias Público-Privadas (PPPs). Ao contrário das privatizações, com o Estado tendo papel de apenas fiscalizador, nesse sistema o poder público se alia às companhias e traça um plano de investimentos.
No caso das estradas, é como se o governo admitisse que não tem capacidade de dar conta do problema. `Somente dessa maneira o Estado poderá se voltar às áreas prioritárias, como saúde e educação`, defende o secretário de InfraEstrutura do Estado, Antônio Carlos Neves. O mesmo modelo é aplicado em Estados como São Paulo e Paraná, onde as rodovias com este tipo de administração se mantêm em bom estado de conservação, graças aos trabalhos de manutenção das empresas
O processo de licitação nas rodovias estaduais caminha para a fase final. A estimativa do governo é que, no começo do próximo ano, as mudanças entrem em vigor. Na BA-093, o trecho vai de Pojuca até o ponto de encontro com a BR-324
Na BA-415, de Ilhéus a Itabuna e e na BA-526 (CIA-Aeroporto), até a Via Parafuso
Nas federais, o Ministério do Planejamento bateu o martelo de forma positiva, mas não há previsão de quando a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará os editais de concorrência
`O futuro leva a isso. O custo do pedágio vai ser menor que os prejuízos as estradas ruins`, comentou o diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas na Bahia, Dogmar Martins.
CONTRA - Mas, há quem não concorde com mais essa taxação aos cidadãos. `Isso não seria preciso se o governo aplicasse nas estradas toda a arrecadação da Cide (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico, cobrada em todos os produtos de petróleo e seus derivados) e dos licenciamentos de veículos`, rebate o presidente do Sindicato das Empresas de Contêineres da Bahia (Setcontêineres), Creso Amorim. Para ele, a Cide - que deve ser destinada ao financiamento de infra-estrutura de transporte, programas ambientais relacionados à indústria do petróleo e gás natural e subsídios nos preços de combustíveis - deveria ser convertida, prioritariamente, em melhoria nas áreas de transporte e infra-estrutura. Independentemente de concordar ou não com essa política, a única posição unânime é que o governo mantenha o bom senso e fuja dos valores abusivos dos pedágios
`Valerá a pena se o preço for adequado. Do que adiantam as operações tapa-buraco que não resolvem o problema?`, questiona o presidente da Federação das Empresas dos Transportes da Bahia e Sergipe, Antonio Carlos Knittel. Há 40 anos no setor de transportes, Knittel lembra que a crise nas estradas vem desde a década de 70, quando houve aumento no volume de veículos nas estradas e os caminhões passaram a trafegar com cada vez mais peso, destruindo o frágil asfalto aplicado
Enquanto a cobrança não começa, a boa notícia da semana é que saiu, na última segunda-feira, o relatório do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), que autoriza o início das obras em 13 lotes de estradas importantes no Estado, como BA-030, BA-110, BA-407 e BR-324
As empresas vencedoras da licitação começaram a ser convocadas e devem iniciar as obras em, no máximo, 15 dias. RADIOGRAFIA - O quadro desolador tem sido publicado nas páginas de A TARDE desde a última terçafeira, em uma série de matérias sobre a degradação das estradas no Estado da Bahia. Da região norte ao extremo sul, sem excluir a região oeste, que padece com as dificuldades para escoar a produção de grãos, as reportagens comprovam, em uma radiografia da nossa malha rodoviária, que a solução para o grave problema nas estradas não pode ser novamente adiada
Fonte: Jornal A Tarde
EDER LUIS SANTANA
eluis@grupoatarde.com.br
Em 24/05/2007.
No caso das estradas, é como se o governo admitisse que não tem capacidade de dar conta do problema. `Somente dessa maneira o Estado poderá se voltar às áreas prioritárias, como saúde e educação`, defende o secretário de InfraEstrutura do Estado, Antônio Carlos Neves. O mesmo modelo é aplicado em Estados como São Paulo e Paraná, onde as rodovias com este tipo de administração se mantêm em bom estado de conservação, graças aos trabalhos de manutenção das empresas
O processo de licitação nas rodovias estaduais caminha para a fase final. A estimativa do governo é que, no começo do próximo ano, as mudanças entrem em vigor. Na BA-093, o trecho vai de Pojuca até o ponto de encontro com a BR-324
Na BA-415, de Ilhéus a Itabuna e e na BA-526 (CIA-Aeroporto), até a Via Parafuso
Nas federais, o Ministério do Planejamento bateu o martelo de forma positiva, mas não há previsão de quando a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará os editais de concorrência
`O futuro leva a isso. O custo do pedágio vai ser menor que os prejuízos as estradas ruins`, comentou o diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas na Bahia, Dogmar Martins.
CONTRA - Mas, há quem não concorde com mais essa taxação aos cidadãos. `Isso não seria preciso se o governo aplicasse nas estradas toda a arrecadação da Cide (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico, cobrada em todos os produtos de petróleo e seus derivados) e dos licenciamentos de veículos`, rebate o presidente do Sindicato das Empresas de Contêineres da Bahia (Setcontêineres), Creso Amorim. Para ele, a Cide - que deve ser destinada ao financiamento de infra-estrutura de transporte, programas ambientais relacionados à indústria do petróleo e gás natural e subsídios nos preços de combustíveis - deveria ser convertida, prioritariamente, em melhoria nas áreas de transporte e infra-estrutura. Independentemente de concordar ou não com essa política, a única posição unânime é que o governo mantenha o bom senso e fuja dos valores abusivos dos pedágios
`Valerá a pena se o preço for adequado. Do que adiantam as operações tapa-buraco que não resolvem o problema?`, questiona o presidente da Federação das Empresas dos Transportes da Bahia e Sergipe, Antonio Carlos Knittel. Há 40 anos no setor de transportes, Knittel lembra que a crise nas estradas vem desde a década de 70, quando houve aumento no volume de veículos nas estradas e os caminhões passaram a trafegar com cada vez mais peso, destruindo o frágil asfalto aplicado
Enquanto a cobrança não começa, a boa notícia da semana é que saiu, na última segunda-feira, o relatório do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), que autoriza o início das obras em 13 lotes de estradas importantes no Estado, como BA-030, BA-110, BA-407 e BR-324
As empresas vencedoras da licitação começaram a ser convocadas e devem iniciar as obras em, no máximo, 15 dias. RADIOGRAFIA - O quadro desolador tem sido publicado nas páginas de A TARDE desde a última terçafeira, em uma série de matérias sobre a degradação das estradas no Estado da Bahia. Da região norte ao extremo sul, sem excluir a região oeste, que padece com as dificuldades para escoar a produção de grãos, as reportagens comprovam, em uma radiografia da nossa malha rodoviária, que a solução para o grave problema nas estradas não pode ser novamente adiada
Fonte: Jornal A Tarde
EDER LUIS SANTANA
eluis@grupoatarde.com.br
Em 24/05/2007.