Instituições relembram 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil

15/01/2008
Uma vasta programação organizada pelo governo do Estado e pela prefeitura de Salvador, em comemoração ao Bicentenário da Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia, trará a Salvador, no dia 28 deste mês, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Secretaria Especial dos Portos, Pedro Brito do Nascimento, além de autoridades portuguesas.

As atividades terão início no dia 22 deste mês - data da chegada - partir das 9h, com uma Parada Naval, na Baía de Todos os Santos, da qual participarão mais de uma dezena de navios da Marinha Brasileira, seguida de desfile militar na Avenida da França, no Comércio. Às 11h, no Palácio Rio Branco, o governador Jaques Wagner lançará o Selo Comemorativo ao Bicentenário, criado pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).

No dia 28, na Associação Comercial da Bahia, o Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador abrirá a cerimônia em comemoração à Abertura dos Portos às Nações Amigas, ato responsável pela integração do Brasil ao mercado mundial. Às 18h, o presidente Lula fará um pronunciamento, seguido do governador e do ministro.

Também haverá re-lançamento do clássico `Abertura dos Portos no Brasil`, de Pinto de Aguiar, publicado pela última vez há 40 anos. A edição especial é prefaciada pela filha do autor, a historiadora Consuelo Novais Sampaio, membro da Academia Baiana de Letras e diretora do Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon.

Encerrando a solenidade, a cantora Inaycira Falcão, apresentará sua música afro-lírica, trazendo a memória africano-brasileira em seu canto. `Em tempos de globalização e ampliação do mercado mundial, trazemos a lembrança deste momento de grande importância histórica para o Brasil, em 1808. O ato foi o principal responsável por nos colocar diante do mundo enquanto nação de reconhecido potencial comercial`, afirmou o diretor da Fundação, Ubiratan Castro, que preside a comissão executiva organizadora das comemorações do bicentenário.

História

Em meio à invasão napoleônica, Portugal corria sério perigo. Por ser aliado da Inglaterra, tornou-se alvo das pretensões expansionistas de Napoleão Bonaparte. Assim sendo, transferir a Corte para o Brasil foi a maneira mais segura de manter o trono português. Em 22 de janeiro de 1808, a Família Real chegou a Salvador e, em 7 de março do mesmo ano, no Rio de Janeiro.

Acompanhando a Corte vieram mais de sete mil trabalhadores, dentre marinheiros, carpinteiros, fuzileiros, cozinheiros, e outros profissionais, que povoaram a pequena Vila de São Salvador, transformando o cotidiano da Colônia.

Com a presença da Família Real, o Brasil presenciou a abertura dos portos às nações amigas, o livre comércio, a implantação de indústrias, a introdução de diferentes hábitos culturais e a criação de importantes instituições como a Imprensa Régia, o Banco do Brasil, a Biblioteca Real (Biblioteca Nacional), a Real Academia de Belas Artes (Museu Nacional de Belas Artes), o Jardim Botânico, a Real Junta de Arsenais do Exército e a Real Academia Militar.

Fonte: Agecom

14/01/08