RMS cria 32 mil novos empregos em maio

28/06/2007
Após três aumentos consecutivos, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Salvador (RMS) voltou a cair, passando a 22,5%, a menor taxa encontrada para o mês de maio em nove anos. A redução, atípica para este período, foi conseqüência da criação de 32 mil vagas de trabalho - maior saldo de ocupações em um único mês desde a criação da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na RMS, há dez anos.

A abertura de postos foi capaz de absorver com folga a entrada de 21 mil pessoas na População Economicamente Ativa (PEA). O contingente de desempregados foi estimado em 408 mil pessoas, 11 mil a menos que no mês anterior.

O resultado de maio foi considerado pelos coordenadores da PED sinal de dinamismo da economia da região. `A expectativa para este mês era de aumento ou estabilidade da taxa de desemprego. A criação de 32 mil vagas foi uma surpresa.

É importante notar que o dinamismo da economia foi capaz de estimular a saída de 15 mil pessoas da inatividade, levando-as a disputar uma chance no mercado de trabalho`, disse Vânia Moreira, coordenadora geral da PED, em coletiva de imprensa realizada ontem, com representantes dos parceiros na realização da pesquisa: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), Faculdade de Ciências Econômicas da Ufba e Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Entre os setores de atividade, todos abriram mais vagas do que demitiram. O maior aumento relativo foi na indústria: 6,8%, o equivalente a 8 mil novos postos, possivelmente criados pela indústria petroquímica, segmento de grande peso na RMS. O comércio, com 4,8% de ampliação, respondeu por 11 mil vagas, `que podem estar refletindo a abertura do novo shopping em Salvador`, disse Vânia Moreira.

O agregado `outros setores`, que inclui serviços domésticos, construção civil e outras atividades, gerou 7 mil postos, uma ampliação de 3,4%. Por último, o setor de serviços, com 0,7% de incremento, abriu 6 mil novas vagas. Os rendimentos também andaram na contramão da tendência de redução dos últimos dois meses. Houve ganho real de 2,3% para os ocupados e de 2,7% para os assalariados.

Os rendimentos passaram a corresponder, respectivamente, a R$ 782,00 e R$ 877,00. `Em relação ao início da pesquisa, em 1996, a perda salarial do trabalhador já atinge 18,2%. O que é um percentual bem alto`, destacou Wilson Menezes, coordenador da PED pela Ufba.

`Uma possível razão para a redução dos rendimentos ao longo desses dez anos são as mudanças tecnológicas, que não foram acompanhadas pela qualificação de mão-de-obra`, justificou.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

28/06/07