Baía de Todos os Santos recebe bijupirás de cativeiro

13/12/2007
Com o objetivo de resgatar a importância da pesca artesanal e das condições de vida de pescadores, termina na madrugada desta quinta-feira (13), a primeira etapa do povoamento da Baía de Todos os Santos por bijupirás criados em cativeiro. Os peixes são fornecidos pela Bahia Pesca, ligada à Secretaria da Agricultura (Seagri). Nesta primeira etapa do povoamento, estão sendo introduzidos 865 bijupirás em seis tanques-rede, com 7,5m de diâmetro e 8m de profundidade na praia da Ribeira. O programa prevê a instalação de mais seis tanques, que serão povoados em janeiro de 2008.

O povoamento de peixes na Baia de Todos os Santos é um dos oito projetos do Plano de Fortalecimento da Pesca e Aqüicultura, desenvolvido para fortalecer e ordenar o setor pesqueiro na região. O primeiro ano do projeto será coordenado e financiado pela Bahia Pesca, que pagará a cada pescador envolvido no trabalho uma bolsa de R$ 150,00 mensais, além dos peixes retirados.

A Bahia é o primeiro estado brasileiro a reproduzir em cativeiro o bijupirá, uma das espécies mais valorizadas na aqüicultura. A Fazenda Oruabo, localizada em Santo Amaro, pertencente à Bahia Pesca, mantém um laboratório de piscicultura marinha, onde ocorrem as desovas. A unidade possui o maior plantel de animais (cerca de 200 domesticados) do Brasil e tem capacidade para produzir inicialmente 100 mil alevinos por ano.

A potencialidade da piscicultura de espécies marinhas vem crescendo em todo o mundo em função da demanda de peixes e pelo esgotamento dos cardumes. O projeto da Bahia Pesca gera benefícios sociais e ecológicos, pois o bijupirá é uma espécie de valor comercial extremamente significativo. Técnicos da empresa trabalharam durante três anos para obter resultados satisfatórios e contaram com a consultoria técnica de professores da Universidade de Miami, numa parceria da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República.

O bijupirá tem um ótimo crescimento, chegando a pesar entre 6 e 8 quilos em apenas um ano em cativeiro, habitando as regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste, onde é mais comum. Trata-se de um peixe de escamas muito pequenas, encontrado na superfície e meia-água, que vive em áreas costeiras e no alto-mar, podendo ser encontrado ocasionalmente em águas rasas com fundo rochoso ou de recife, assim como estuários e baías.

Fonte: Agecom

12/12/07