11/03/2008
Cerca de 1,2 bilhão de litros de etanol devem ser exportados entre junho e agosto pelo Brasil. O volume corresponde a 34% do que o País vendeu ao exterior em 2007 (3,5 bilhões de litros). Metade (600 milhões) deve abastecer o leste dos Estados Unidos, que consome 10% mais combustível no verão. A oportunidade deve-se à alta do preço da gasolina no mercado americano, que, dos atuais US$ 2,42 o galão (3,785 litros), deve chegar em junho a US$ 2,73, e da projeção de preços menores de etanol no Brasil com a safra, segundo Tarcilo Rodrigues, da Bioagência.
Em torno de 1,2 bilhão de litros de etanol brasileiro devem ser exportados ao Hemisfério Norte para entrega nos meses de junho, julho e agosto. Correspondem a 34% de tudo o que o Brasil exportou em 2007 (3,5 bilhões de litros). Metade do volume esperado (600 milhões de litros) deve abastecer o leste dos Estados Unidos, que consome em torno de 10% mais combustível no verão e que tem logística desfavorável para receber o álcool de milho americano - produzido no Meio-Oeste do país. A janela de oportunidade se deve à alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos que, dos atuais US$ 2,42 o galão (3,785 litros) sinaliza para junho US$ 2,7395. `Além da alta do combustível derivado de petróleo, que eleva os preços do etanol naquele país, a janela de oportunidade se deve ao indicativo de valores mais baixos do produto no mercado brasileiro em junho, período de safra, ou seja, de muita oferta`, explica Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência.
A outra parte das exportações previstas para o trimestre de verão devem seguir para a Europa (150 milhões de litros) e outros destinos (50 milhões de litros). Esses negócios de venda externa de álcool estão sendo fechados em níveis de US$ 485 o metro cúbico (1 mil litros), posto no porto de Santos. Na Europa, esse valor é de US$ 10 a US$ 15 mais alto, de acordo com cálculos da Bioagência.
Teoricamente, com o nível atual de preços do álcool no mercado brasileiro - equivalente a US$ 550 o metro cúbico do anidro posto em Santos - não há `arbitragem` para exportação aos Estados Unidos, segundo Rodrigues. `Esse valor é muito alto para competir com os preços do etanol no mercado americano`, diz o especialista. Assim, entre janeiro e fevereiro deste ano, as vendas a esse país não tiveram crescimento expressivo, praticamente empataram com as do mesmo bimestre de 2007. Foram 74 milhões de litros, ante os 72 milhões. Mas, no total das exportações a todos os países, o crescimento foi de 7,5%, saindo de 544,5 milhões de litros para 585,4 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). `Quem compra etanol brasileiro neste momento, mesmo com esses preços altos, é porque precisa do produto. A maior parte das compras coincidirá com o verão no hemisfério norte e a safra brasileira`, avalia o especialista. Os exportadores brasileiros que venderam o produto aos Estados Unidos via Caribe nos níveis atuais estão lucrando mais do que a comercialização no mercado interno, segundo Mário Silveira, analista de gerenciamento de risco da FCSTone. `Com o etanol em Nova Iorque sendo negociado a US$ 2,50 o galão, o produto brasileiro (hidratado) pode competir a US$ 481 (o metro cúbico), o equivalente a R$ 817 com câmbio de R$ 1,70 (na usina sem impostos)`. Como no mercado interno esse valor está em torno de R$ 760, a vantagem é de 7,5%.
Perspectivas para o ano
As exportações de verão e os custos altos de produção de etanol de outros países, como os da Europa e dos próprios Estados Unidos, devem contribuir para que as vendas externas de álcool brasileiro atinja 4,2 bilhões de litros, crescimento de 20% ante os 3,5 bilhões de 2007, segundo Rodrigues. `A janela de oportunidade atual se refere a preços de mercado. E a tendência para este ano é que o etanol suba mais nos Estados Unidos, acompanhando os valores da gasolina`, diz Rodrigues.
Repórter: Fabiana Batista
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 11/03/2008.
Brasil deve exportar cerca de 1,2 bilhão de litros de etanol entre junho e agosto do corrente ano, metade para os Estados Unidos Cerca de 1,2 bilhão de litros de etanol devem ser exportados entre junho e agosto pelo Brasil. O volume corresponde a 34% do que o País vendeu ao exterior em 2007 (3,5 bilhões de litros). Metade (600 milhões) deve abastecer o leste dos Estados Unidos, que consome 10% mais combustível no verão. A oportunidade deve-se à alta do preço da gasolina no mercado americano, que, dos atuais US$ 2,42 o galão (3,785 litros), deve chegar em junho a US$ 2,73, e da projeção de preços menores de etanol no Brasil com a safra, segundo Tarcilo Rodrigues, da Bioagência.
Em torno de 1,2 bilhão de litros de etanol brasileiro devem ser exportados ao Hemisfério Norte para entrega nos meses de junho, julho e agosto. Correspondem a 34% de tudo o que o Brasil exportou em 2007 (3,5 bilhões de litros). Metade do volume esperado (600 milhões de litros) deve abastecer o leste dos Estados Unidos, que consome em torno de 10% mais combustível no verão e que tem logística desfavorável para receber o álcool de milho americano - produzido no Meio-Oeste do país. A janela de oportunidade se deve à alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos que, dos atuais US$ 2,42 o galão (3,785 litros) sinaliza para junho US$ 2,7395. `Além da alta do combustível derivado de petróleo, que eleva os preços do etanol naquele país, a janela de oportunidade se deve ao indicativo de valores mais baixos do produto no mercado brasileiro em junho, período de safra, ou seja, de muita oferta`, explica Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência.
A outra parte das exportações previstas para o trimestre de verão devem seguir para a Europa (150 milhões de litros) e outros destinos (50 milhões de litros). Esses negócios de venda externa de álcool estão sendo fechados em níveis de US$ 485 o metro cúbico (1 mil litros), posto no porto de Santos. Na Europa, esse valor é de US$ 10 a US$ 15 mais alto, de acordo com cálculos da Bioagência.
Teoricamente, com o nível atual de preços do álcool no mercado brasileiro - equivalente a US$ 550 o metro cúbico do anidro posto em Santos - não há `arbitragem` para exportação aos Estados Unidos, segundo Rodrigues. `Esse valor é muito alto para competir com os preços do etanol no mercado americano`, diz o especialista. Assim, entre janeiro e fevereiro deste ano, as vendas a esse país não tiveram crescimento expressivo, praticamente empataram com as do mesmo bimestre de 2007. Foram 74 milhões de litros, ante os 72 milhões. Mas, no total das exportações a todos os países, o crescimento foi de 7,5%, saindo de 544,5 milhões de litros para 585,4 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). `Quem compra etanol brasileiro neste momento, mesmo com esses preços altos, é porque precisa do produto. A maior parte das compras coincidirá com o verão no hemisfério norte e a safra brasileira`, avalia o especialista. Os exportadores brasileiros que venderam o produto aos Estados Unidos via Caribe nos níveis atuais estão lucrando mais do que a comercialização no mercado interno, segundo Mário Silveira, analista de gerenciamento de risco da FCSTone. `Com o etanol em Nova Iorque sendo negociado a US$ 2,50 o galão, o produto brasileiro (hidratado) pode competir a US$ 481 (o metro cúbico), o equivalente a R$ 817 com câmbio de R$ 1,70 (na usina sem impostos)`. Como no mercado interno esse valor está em torno de R$ 760, a vantagem é de 7,5%.
Perspectivas para o ano
As exportações de verão e os custos altos de produção de etanol de outros países, como os da Europa e dos próprios Estados Unidos, devem contribuir para que as vendas externas de álcool brasileiro atinja 4,2 bilhões de litros, crescimento de 20% ante os 3,5 bilhões de 2007, segundo Rodrigues. `A janela de oportunidade atual se refere a preços de mercado. E a tendência para este ano é que o etanol suba mais nos Estados Unidos, acompanhando os valores da gasolina`, diz Rodrigues.
Repórter: Fabiana Batista
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 11/03/2008.
Em torno de 1,2 bilhão de litros de etanol brasileiro devem ser exportados ao Hemisfério Norte para entrega nos meses de junho, julho e agosto. Correspondem a 34% de tudo o que o Brasil exportou em 2007 (3,5 bilhões de litros). Metade do volume esperado (600 milhões de litros) deve abastecer o leste dos Estados Unidos, que consome em torno de 10% mais combustível no verão e que tem logística desfavorável para receber o álcool de milho americano - produzido no Meio-Oeste do país. A janela de oportunidade se deve à alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos que, dos atuais US$ 2,42 o galão (3,785 litros) sinaliza para junho US$ 2,7395. `Além da alta do combustível derivado de petróleo, que eleva os preços do etanol naquele país, a janela de oportunidade se deve ao indicativo de valores mais baixos do produto no mercado brasileiro em junho, período de safra, ou seja, de muita oferta`, explica Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência.
A outra parte das exportações previstas para o trimestre de verão devem seguir para a Europa (150 milhões de litros) e outros destinos (50 milhões de litros). Esses negócios de venda externa de álcool estão sendo fechados em níveis de US$ 485 o metro cúbico (1 mil litros), posto no porto de Santos. Na Europa, esse valor é de US$ 10 a US$ 15 mais alto, de acordo com cálculos da Bioagência.
Teoricamente, com o nível atual de preços do álcool no mercado brasileiro - equivalente a US$ 550 o metro cúbico do anidro posto em Santos - não há `arbitragem` para exportação aos Estados Unidos, segundo Rodrigues. `Esse valor é muito alto para competir com os preços do etanol no mercado americano`, diz o especialista. Assim, entre janeiro e fevereiro deste ano, as vendas a esse país não tiveram crescimento expressivo, praticamente empataram com as do mesmo bimestre de 2007. Foram 74 milhões de litros, ante os 72 milhões. Mas, no total das exportações a todos os países, o crescimento foi de 7,5%, saindo de 544,5 milhões de litros para 585,4 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). `Quem compra etanol brasileiro neste momento, mesmo com esses preços altos, é porque precisa do produto. A maior parte das compras coincidirá com o verão no hemisfério norte e a safra brasileira`, avalia o especialista. Os exportadores brasileiros que venderam o produto aos Estados Unidos via Caribe nos níveis atuais estão lucrando mais do que a comercialização no mercado interno, segundo Mário Silveira, analista de gerenciamento de risco da FCSTone. `Com o etanol em Nova Iorque sendo negociado a US$ 2,50 o galão, o produto brasileiro (hidratado) pode competir a US$ 481 (o metro cúbico), o equivalente a R$ 817 com câmbio de R$ 1,70 (na usina sem impostos)`. Como no mercado interno esse valor está em torno de R$ 760, a vantagem é de 7,5%.
Perspectivas para o ano
As exportações de verão e os custos altos de produção de etanol de outros países, como os da Europa e dos próprios Estados Unidos, devem contribuir para que as vendas externas de álcool brasileiro atinja 4,2 bilhões de litros, crescimento de 20% ante os 3,5 bilhões de 2007, segundo Rodrigues. `A janela de oportunidade atual se refere a preços de mercado. E a tendência para este ano é que o etanol suba mais nos Estados Unidos, acompanhando os valores da gasolina`, diz Rodrigues.
Repórter: Fabiana Batista
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 11/03/2008.
Brasil deve exportar cerca de 1,2 bilhão de litros de etanol entre junho e agosto do corrente ano, metade para os Estados Unidos Cerca de 1,2 bilhão de litros de etanol devem ser exportados entre junho e agosto pelo Brasil. O volume corresponde a 34% do que o País vendeu ao exterior em 2007 (3,5 bilhões de litros). Metade (600 milhões) deve abastecer o leste dos Estados Unidos, que consome 10% mais combustível no verão. A oportunidade deve-se à alta do preço da gasolina no mercado americano, que, dos atuais US$ 2,42 o galão (3,785 litros), deve chegar em junho a US$ 2,73, e da projeção de preços menores de etanol no Brasil com a safra, segundo Tarcilo Rodrigues, da Bioagência.
Em torno de 1,2 bilhão de litros de etanol brasileiro devem ser exportados ao Hemisfério Norte para entrega nos meses de junho, julho e agosto. Correspondem a 34% de tudo o que o Brasil exportou em 2007 (3,5 bilhões de litros). Metade do volume esperado (600 milhões de litros) deve abastecer o leste dos Estados Unidos, que consome em torno de 10% mais combustível no verão e que tem logística desfavorável para receber o álcool de milho americano - produzido no Meio-Oeste do país. A janela de oportunidade se deve à alta dos preços da gasolina nos Estados Unidos que, dos atuais US$ 2,42 o galão (3,785 litros) sinaliza para junho US$ 2,7395. `Além da alta do combustível derivado de petróleo, que eleva os preços do etanol naquele país, a janela de oportunidade se deve ao indicativo de valores mais baixos do produto no mercado brasileiro em junho, período de safra, ou seja, de muita oferta`, explica Tarcilo Rodrigues, diretor da Bioagência.
A outra parte das exportações previstas para o trimestre de verão devem seguir para a Europa (150 milhões de litros) e outros destinos (50 milhões de litros). Esses negócios de venda externa de álcool estão sendo fechados em níveis de US$ 485 o metro cúbico (1 mil litros), posto no porto de Santos. Na Europa, esse valor é de US$ 10 a US$ 15 mais alto, de acordo com cálculos da Bioagência.
Teoricamente, com o nível atual de preços do álcool no mercado brasileiro - equivalente a US$ 550 o metro cúbico do anidro posto em Santos - não há `arbitragem` para exportação aos Estados Unidos, segundo Rodrigues. `Esse valor é muito alto para competir com os preços do etanol no mercado americano`, diz o especialista. Assim, entre janeiro e fevereiro deste ano, as vendas a esse país não tiveram crescimento expressivo, praticamente empataram com as do mesmo bimestre de 2007. Foram 74 milhões de litros, ante os 72 milhões. Mas, no total das exportações a todos os países, o crescimento foi de 7,5%, saindo de 544,5 milhões de litros para 585,4 milhões, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). `Quem compra etanol brasileiro neste momento, mesmo com esses preços altos, é porque precisa do produto. A maior parte das compras coincidirá com o verão no hemisfério norte e a safra brasileira`, avalia o especialista. Os exportadores brasileiros que venderam o produto aos Estados Unidos via Caribe nos níveis atuais estão lucrando mais do que a comercialização no mercado interno, segundo Mário Silveira, analista de gerenciamento de risco da FCSTone. `Com o etanol em Nova Iorque sendo negociado a US$ 2,50 o galão, o produto brasileiro (hidratado) pode competir a US$ 481 (o metro cúbico), o equivalente a R$ 817 com câmbio de R$ 1,70 (na usina sem impostos)`. Como no mercado interno esse valor está em torno de R$ 760, a vantagem é de 7,5%.
Perspectivas para o ano
As exportações de verão e os custos altos de produção de etanol de outros países, como os da Europa e dos próprios Estados Unidos, devem contribuir para que as vendas externas de álcool brasileiro atinja 4,2 bilhões de litros, crescimento de 20% ante os 3,5 bilhões de 2007, segundo Rodrigues. `A janela de oportunidade atual se refere a preços de mercado. E a tendência para este ano é que o etanol suba mais nos Estados Unidos, acompanhando os valores da gasolina`, diz Rodrigues.
Repórter: Fabiana Batista
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 11/03/2008.