18/03/2011
Cinco de 12 cidades-sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014 correm o risco de ter uma superoferta de quartos de hotéis após o término da competição, em 2015. São elas Salvador, Manaus, Belo Horizonte, Cuiabá e Natal. O alerta é de um estudo elaborado pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), em parceria com a consultoria HVS e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) São Paulo.
Batizado de `Placar da Hotelaria 2015`, o levantamento foi realizado pela primeira vez há seis meses, intervalo de tempo em que é revisado. A segunda edição foi obtida com exclusividade pelo Valor.
O presidente do FOHB, Roberto Rotter, diz que a função do estudo é servir como uma espécie de guia para novos investimentos hoteleiros. `Queremos dar ao nosso associado uma visão segura, para que ele tome uma decisão de investimento assertiva`, afirma.
O FOHB representa redes hoteleiras nacionais e internacionais. São filiados ao fórum 530 hotéis, com oferta total de 80 mil quartos. No ano passado, o faturamento dos associados, levando em conta só as vendas de estadias corporativas, foi de R$ 3,5 bilhões, diante dos R$ 3 bilhões de 2009. Para 2011, a expectativa é de um movimento de R$ 4 bilhões.
O levantamento mostra que cidades com taxas de ocupação de seus hotéis abaixo de 65% são as que têm a maior chance de ter superoferta em 2015. Salvador (BA) e Manaus (AM), cada uma com projeção de taxa 64%, estão nessa categoria.
`Essas cidades com superoferta decididamente não são locais para receber investimento hoteleiro já a partir de agora`, afirma o sócio-diretor da HVS, Diogo Canteras.
As capitais com taxa de ocupação entre 65% e 74% são consideradas como de risco `moderado`. Natal (RN), com 67%; Cuiabá (MT), com 69%; e Belo Horizonte (MG), com 73%, são as cidades que também têm risco de ter mais oferta do que demanda.
Já Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo têm taxas altas, acima de 75%. Brasília, apesar de ter uma projeção de taxa de ocupação hoteleira de 68% em 2015, não entrou na classificação de risco porque tradicionalmente a cidade tem ocupação baixa nos hotéis.
Autor(es): Alberto Komatsu | De São Paulo.
Valor Econômico - 18/03/2011.
Batizado de `Placar da Hotelaria 2015`, o levantamento foi realizado pela primeira vez há seis meses, intervalo de tempo em que é revisado. A segunda edição foi obtida com exclusividade pelo Valor.
O presidente do FOHB, Roberto Rotter, diz que a função do estudo é servir como uma espécie de guia para novos investimentos hoteleiros. `Queremos dar ao nosso associado uma visão segura, para que ele tome uma decisão de investimento assertiva`, afirma.
O FOHB representa redes hoteleiras nacionais e internacionais. São filiados ao fórum 530 hotéis, com oferta total de 80 mil quartos. No ano passado, o faturamento dos associados, levando em conta só as vendas de estadias corporativas, foi de R$ 3,5 bilhões, diante dos R$ 3 bilhões de 2009. Para 2011, a expectativa é de um movimento de R$ 4 bilhões.
O levantamento mostra que cidades com taxas de ocupação de seus hotéis abaixo de 65% são as que têm a maior chance de ter superoferta em 2015. Salvador (BA) e Manaus (AM), cada uma com projeção de taxa 64%, estão nessa categoria.
`Essas cidades com superoferta decididamente não são locais para receber investimento hoteleiro já a partir de agora`, afirma o sócio-diretor da HVS, Diogo Canteras.
As capitais com taxa de ocupação entre 65% e 74% são consideradas como de risco `moderado`. Natal (RN), com 67%; Cuiabá (MT), com 69%; e Belo Horizonte (MG), com 73%, são as cidades que também têm risco de ter mais oferta do que demanda.
Já Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo têm taxas altas, acima de 75%. Brasília, apesar de ter uma projeção de taxa de ocupação hoteleira de 68% em 2015, não entrou na classificação de risco porque tradicionalmente a cidade tem ocupação baixa nos hotéis.
Autor(es): Alberto Komatsu | De São Paulo.
Valor Econômico - 18/03/2011.