14/03/2008
Depois da batalha travada entre o governo e a oposição no Congresso para conseguir a aprovação do Orçamento da União para 2008, com um atraso de quase três meses, ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou que a proposta orçamentária terá um contingenciamento de recursos e investimentos entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões neste ano. Ao mesmo tempo, o ministro anunciou que o Palácio do Planalto deverá emitir nos próximos dias uma medida provisória concedendo reajuste salarial para mais de 800 mil servidores. O impacto na folha de pagamento da União, ainda de acordo com o ministro, chegará a aproximadamente R$ 2,1 bilhões ainda este ano.
O embate travado pelos governistas com a oposição, que garantiu a aprovação do Orçamento Geral da União de 2008, não livrou a proposta do tradicional ajuste do Executivo. A equipe econômica deverá anunciar, já nos próximos dias, um contingenciamento entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões. O Orçamento, aprovado na última quarta-feira, é de R$ 1,423 trilhão e sofreu um corte dos recursos destinados aos três Poderes de R$ 12,4 bilhões para recompor a arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que deixou um rombo de R$ 39,29 bilhões.
Apesar do ajuste, a proposta orçamentária ainda é positiva para o governo, porque inflou em quase 30% os investimentos diretos do Executivo. O Ministério do Planejamento havia proposto investimentos da ordem de R$ 28,8 bilhões, mas o valor subiu no Congresso para R$ 37,3 bilhões, incluindo todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A maior previsão de gastos do PAC está na área de transportes rodoviários, para construção, manutenção e elaboração de projetos, com R$ 8,2 bilhões. As estatais também receberam uma atenção especial neste ano. Foram reservados R$ 62,1 bilhões para as 40 empresas do país.
Mais verbas para emendas
A Petrobras vai poder investir R$ 36,8 bilhões. O segundo maior investimento caberá a Braspetro, a uma subsidiária internacional da Petrobras com R$ 6,6 bilhões. Outro destaque do Orçamento Geral da União deste ano é o significativo aumento da verba das emendas. Somente em 2008 as emendas individuais parlamentares vão somar R$ 4,752 bilhões. Desde 2005, o valor das emendas já subiu 128,6%. Isto mostra a pressão de deputados e senadores para atuar sobre a destinação dos recursos públicos. Mas deputados e senadores terão de correr contra o tempo para conseguir liberar o montante destinado a suas emendas. Por causa das eleições municipais, os parlamentares terão apenas um período de três meses para garantir a contratação e a liberação destes recursos para suas bases eleitorais.
Repórter: Márcio Falcão
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 14/3/2008.
O embate travado pelos governistas com a oposição, que garantiu a aprovação do Orçamento Geral da União de 2008, não livrou a proposta do tradicional ajuste do Executivo. A equipe econômica deverá anunciar, já nos próximos dias, um contingenciamento entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões. O Orçamento, aprovado na última quarta-feira, é de R$ 1,423 trilhão e sofreu um corte dos recursos destinados aos três Poderes de R$ 12,4 bilhões para recompor a arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que deixou um rombo de R$ 39,29 bilhões.
Apesar do ajuste, a proposta orçamentária ainda é positiva para o governo, porque inflou em quase 30% os investimentos diretos do Executivo. O Ministério do Planejamento havia proposto investimentos da ordem de R$ 28,8 bilhões, mas o valor subiu no Congresso para R$ 37,3 bilhões, incluindo todas as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A maior previsão de gastos do PAC está na área de transportes rodoviários, para construção, manutenção e elaboração de projetos, com R$ 8,2 bilhões. As estatais também receberam uma atenção especial neste ano. Foram reservados R$ 62,1 bilhões para as 40 empresas do país.
Mais verbas para emendas
A Petrobras vai poder investir R$ 36,8 bilhões. O segundo maior investimento caberá a Braspetro, a uma subsidiária internacional da Petrobras com R$ 6,6 bilhões. Outro destaque do Orçamento Geral da União deste ano é o significativo aumento da verba das emendas. Somente em 2008 as emendas individuais parlamentares vão somar R$ 4,752 bilhões. Desde 2005, o valor das emendas já subiu 128,6%. Isto mostra a pressão de deputados e senadores para atuar sobre a destinação dos recursos públicos. Mas deputados e senadores terão de correr contra o tempo para conseguir liberar o montante destinado a suas emendas. Por causa das eleições municipais, os parlamentares terão apenas um período de três meses para garantir a contratação e a liberação destes recursos para suas bases eleitorais.
Repórter: Márcio Falcão
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 14/3/2008.