Bahia deve colher 5,5 milhões de toneladas de grãos na safra 2007

14/06/2007
Dois importantes in­dicadores da eco­nomia baiana apresentam boas perspectivas. A produção de grãos do esta­do deve atingir 5,5 milhões de toneladas - um incremento de 27,6% na safra 2007 em rela­ção ao ano anterior. A estima­tiva é do Levantamento Siste­mático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo IBGE em maio. Já a produção física da indústria baiana (transfor­mação e extrativa mineral) para o primeiro trimestre des­ te ano registrou um aumento de 2%, segundo dados da Pes­quisa Industrial Mensal (PIM) também do IBGE.

Entre os grãos, observaram-se incrementos na produção da soja (15,4%), algodão (30,1%), feijão (33,2%), mi­ lho (46%) e sorgo (28,9%). Para as demais lavouras, des­taque para o aumento na pro­dução de mandioca (3,8%) e na de cana-de-açúcar (1,9%).

O resultado negativo deve ficar por conta da produção de café (-22,7%). Entre os mo­ tivos observados por analis­tas do setor para esta queda, ressaltaram-se a prática de podas drásticas, aliada ao menor índice de ocorrência de floradas na região do pla­nalto (tradicionais), o baixo uso de insumos, o aumento das áreas semi-abandonadas, a substituição do café pelo eucalipto e a bienualidade ne­gativa.

O crescimento de 2% na produção industrial no pri­meiro trimestre deste ano foi impulsionado pelo resultado favorável de seis dos oito se­tores da indústria de trans­formação baiana.

O resultado foi influenci­ado, sobretudo, pelo desem­ penho positivo dos segmen­tos de alimentos e bebidas (17,8%) e produtos quími­cos (2,9%). Entre os seg­ mentos que apresentaram taxa negativa, estão veículos automotores (-18,5%) e re­fino de petróleo e produção de álcool (-3%). A indústria extrativa mineral apresentou decréscimo de produção no período (-4,0%).

Empregos

O nível de pessoal ocupa­do da Bahia, segundo a Pes­quisa Industrial Mensal de Emprego e Salários (IBGE), teve uma redução na indústria geral de 0,5% no primeiro tri­mestre deste ano, comparan­do-se com 2006. A taxa é in­ferior ao resultado observado no cenário nacional, onde a variação de pessoal ocupado na indústria registrou uma taxa positiva de 1,2%.

Entre os segmentos que exerceram pressão significati­va para o resultado negativo do estado, destacaram-se produ­tos químicos (-10,8%), mine­rais não-metálicos (-13,5%) e fumo (-31,1%).

Os segmentos responsá­veis pelo aumento no número de pessoas foram alimentos e bebidas (11,8%), calçados e couro (4,3%) e indústrias extrativas (7,5%).

EXPORTAÇÕES AUMENTAM 8,4%

A balança comercial baiana fechou as exportações com valor total de US$ 2,139 bi­lhões, entre janeiro e abril des­te ano - um incremento de 8,4% em comparação com o mesmo período do ano passa­do.

As importações registra­ram um crescimento significa­tivo de 24,7% no período, com um total de US$ 1,618 bilhão. Esses resultados configuram um superávit acumulado no saldo comercial de US$ 521 milhões.

SEGMENTOS-DESTAQUE

Os segmentos químicos e petroquímicos, metalúrgicos e petróleo e derivados determi­naram o expressivo desempe­nho das vendas externas no período. Juntos, os três seto­res responderam por 52,4% das exportações baianas.

Entre as maiores taxas de crescimento, destacaram-se as dos segmentos de borrachas e suas obras (274,5%), soja e derivados (79,7%) e papel e celulose (18,1%). As vendas de petróleo e derivados mantém resultado negativo, com taxa de -33,6% no período.

Fonte: Jornal Diário da Região - Geral

Em 14/06/2007.