08/05/2008
Estabelecer uma política de produção de estatísticas para o Estado é fundamental para as ações de planejamento, gestão e controle social. Pensando nisso, a Secretaria do Planejamento, por meio da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com outras secretarias estaduais, iniciou, na quarta-feira (7), a formação da Rede de Informações Estatísticas do Estado.
Representantes de oito secretarias apresentaram, durante reunião realizada pela manhã, as suas demandas na área. A função da rede é integrar os indicadores e as estatísticas de todos os órgãos estaduais, otimizando e facilitando o uso dos dados.
A construção da rede será encaminhada por um grupo de trabalho formado por servidores das secretarias envolvidas. `A intenção é fortalecer as relações entre os órgãos`, explicou Geraldo Reis, diretor geral da SEI. O intuito é que cada uma contribua com suas experiências na área. `Nada melhor que a Secretaria de Segurança para saber da segurança e o mesmo vale para todas as outras`, disse Jair Soares, coordenador de Métodos e Indicadores da SEI.
Um próximo encontro para avançar o projeto ficou agendado para quarta-feira (14), na Secretaria de Cultura, com as presenças dos representantes das secretarias estaduais que estiveram na reunião desta quarta - Educação (SEC), Turismo (Setur), Saúde (Sesab), Segurança Pública (SSP), Cultura (Secult), Desenvolvimento Urbano (Sedes), Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJDH).
O Estado não possui uma frente de trabalho voltada para a produção e integração de dados estatísticos. O compartilhamento de informações entre as secretarias é deficiente, o que inviabiliza uma análise sistêmica do governo. `Muitas vezes um problema da Segurança tem relação com Educação, Saúde e o diagnóstico geral não pode ser feito. A causa acaba sendo ignorada`, afirmou Soares.
Outra decorrência da falta de centralização das informações é a duplicação da coleta de dados, que acarreta uma desnecessária sobrecarga de trabalho e a falta de compatibilidade com informações já existentes, algo recorrente.
O interior do estado é a região mais afetada pela a ausência de uma rede de dados. A SSP sugeriu a criação de um portal que reúna informações estatísticas de todos os órgãos e possibilite o cruzamento destes dados, evitando que as informações cheguem defasadas às setoriais interessadas.
A Sedur também enfrenta problemas. Com o início das obras do PAC, a necessidade de informações estatísticas - no âmbito da habitação, por exemplo - aumentou sensivelmente. No entanto, a oferta de dados é escassa. Hoje, a secretaria utiliza informações secundárias, fornecidas por instituições como o IBGE. Apenas um dado é produzido pela secretaria, o de número de habitações construídas pelo órgão.
Carlota Gotshall, da Secult, ressaltou a importância do trabalho iniciado pela SEI, o qual considera `super importante`, acentuando que sempre houve a idéia da realização de um trabalho conjunto. Ela admitiu falhas no banco de dados da Secult pelo fato da secretaria, neste governo, ter se desmembrando do turismo, exatamente o setor que tinha informações.
Fonte: Agecom
08/05/08
Representantes de oito secretarias apresentaram, durante reunião realizada pela manhã, as suas demandas na área. A função da rede é integrar os indicadores e as estatísticas de todos os órgãos estaduais, otimizando e facilitando o uso dos dados.
A construção da rede será encaminhada por um grupo de trabalho formado por servidores das secretarias envolvidas. `A intenção é fortalecer as relações entre os órgãos`, explicou Geraldo Reis, diretor geral da SEI. O intuito é que cada uma contribua com suas experiências na área. `Nada melhor que a Secretaria de Segurança para saber da segurança e o mesmo vale para todas as outras`, disse Jair Soares, coordenador de Métodos e Indicadores da SEI.
Um próximo encontro para avançar o projeto ficou agendado para quarta-feira (14), na Secretaria de Cultura, com as presenças dos representantes das secretarias estaduais que estiveram na reunião desta quarta - Educação (SEC), Turismo (Setur), Saúde (Sesab), Segurança Pública (SSP), Cultura (Secult), Desenvolvimento Urbano (Sedes), Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJDH).
O Estado não possui uma frente de trabalho voltada para a produção e integração de dados estatísticos. O compartilhamento de informações entre as secretarias é deficiente, o que inviabiliza uma análise sistêmica do governo. `Muitas vezes um problema da Segurança tem relação com Educação, Saúde e o diagnóstico geral não pode ser feito. A causa acaba sendo ignorada`, afirmou Soares.
Outra decorrência da falta de centralização das informações é a duplicação da coleta de dados, que acarreta uma desnecessária sobrecarga de trabalho e a falta de compatibilidade com informações já existentes, algo recorrente.
O interior do estado é a região mais afetada pela a ausência de uma rede de dados. A SSP sugeriu a criação de um portal que reúna informações estatísticas de todos os órgãos e possibilite o cruzamento destes dados, evitando que as informações cheguem defasadas às setoriais interessadas.
A Sedur também enfrenta problemas. Com o início das obras do PAC, a necessidade de informações estatísticas - no âmbito da habitação, por exemplo - aumentou sensivelmente. No entanto, a oferta de dados é escassa. Hoje, a secretaria utiliza informações secundárias, fornecidas por instituições como o IBGE. Apenas um dado é produzido pela secretaria, o de número de habitações construídas pelo órgão.
Carlota Gotshall, da Secult, ressaltou a importância do trabalho iniciado pela SEI, o qual considera `super importante`, acentuando que sempre houve a idéia da realização de um trabalho conjunto. Ela admitiu falhas no banco de dados da Secult pelo fato da secretaria, neste governo, ter se desmembrando do turismo, exatamente o setor que tinha informações.
Fonte: Agecom
08/05/08