Produção de grãos na Bahia aumenta 150%

22/10/2007
`Em se plantando, tudo dá`. Como já previa Pero Vaz de Caminha - no ano de 1500 - na carta escrita ao rei de Portugal, a Bahia descobriu em seu território diferentes possibilidades de agricultura. Após longos anos de uma economia basicamente sustentada na cultura do cacau e cana-de-açúcar, o Estado tem mostrado bom desempenho também no cultivo de soja, milho, algodão, feijão, mamona, sorgo, arroz, trigo e outros produtos.

Nesses 38 anos, a Tribuna da Bahia acompanhou diversas conquistas do setor, como o salto da produção de café, de 700 mil sacas para mais 2 milhões - somente de 1995 para cá, aumento da exportação, um crescimento de 150% da produção de grãos nos últimos 10 anos e também a previsão, para 2007, da maior safra da história, com 5,7 milhões de toneladas.

Uma forte e consolidada atividade de produção agrícola em praticamente todas as regiões, culminada com indicadores expressivos, tem proporcionado ao Estado posições privilegiadas no ranking brasileiro no setor agropecuário. No ano passado, foram pouco mais de 2,6 milhões de hectares cultivados (cada hectare eqüivale a área de um campo de futebol), onde se produziu 4,5 milhões de toneladas de diferentes produtos. A Bahia se destaca como primeiro produtor nacional de 11 produtos, como mamão, manga, sisal, cacau, coco e guaraná, e está em segundo lugar no quadro brasileiro na produção de banana, algodão, mandioca, dendê, laranja e limão. Além disso, o Estado está entre os dez no cultivo de café, soja e milho.

A união entre ações de políticas públicas e o empreendedorismo da iniciativa privada, tem proporcionado ao Estado uma matriz produtiva no setor agrícola composta por mais de 25 alternativas de cultivo, tendo 80% dessas uma colocação no ranking nacional nunca inferior à 5ª posição. Hoje, já é proveniente da agropecuária 28% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, calculado em R$100 bilhões. Isso quer dizer que quase um terço das riquezas baianas tem origem no campo.

Já alcança 41% a contribuição das exportações do agronegócio baiano para o setor em todo o Nordeste e a Bahia comemora a reciclagem de 87% das embalagens de agrotóxicos recolhidas em 2006, o que dá ao Estado a segunda posição em reciclagem de embalagens de agrotóxicos nacionalmente. Em 2005, a Bahia comemorou a exportação de manga para o exigente mercado japonês.

O mamão, que já contava com boa recepção na Europa, conseguiu invadir de vez os Estados Unidos, com a autorização - no ano passado - do governo americano. Em 2006, as exportações chegaram a uma marca de US$ 1,803 bilhão, um incremento de 16% em relação ao ano anterior - o que obrigou o Estado a lançar mão de suas divisas, no valor de US$ 240 milhões, para suprir as demandas de seu consumo interno. Ainda no campo das exportações, o trigo merece destaque - com 35% de todas as exportações realizadas.

A Região Oeste desataca-se como a de maior participação no agronegócio, com o forte desenvolvimento dos municípios de Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Riachão das Neves, Formosa do Rio Preto, Correntina e Santa Maria da Vitória no setor.

No Sudoeste destacam-se Guanambí e Vitória da Conquista e, dentre outros, Eunápolis, Itabuna, Teixeira de Freitas e Itamarajú no Extremo Sul. Na Região Nordeste ganham destaque os municípios de Entre Rios e Alagoinhas e, no Centro Oeste, as cidades de Irecê, Feira de Santana e Itaberaba. Também no Vale do São Francisco é significativa a participação de Juazeiro e Bom Jesus da Lapa.

Fonte: Tribuna da Bahia

22/10/07