Governo do Estado vai economizar cerca de R$ 4 mi em conta de telefonia móvel

24/10/2007
Uma economia anual superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos - 76% inferior ao valor praticado na gestão passada. É o que vai proporcionar o novo contrato celebrado entre o governo do Estado e a operadora de telefonia móvel Vivo, vencedora do pregão presencial, realizado no dia 31 de agosto, pela atual gestão. Com os novos contratos - que deverão ser assinados nas próximas semanas -, todas as secretarias, autarquias, fundações e empresas públicas passarão a utilizar telefones da companhia.

De acordo com o secretário estadual de Infra-estrutura, Antonio Carlos Batista Neves, antes da licitação, o Estado não mantinha um contrato com uma operadora específica e, por isso, não havia conformidade entre os próprios órgãos do governo. `Antes cada secretaria ou autarquia tinha celulares de uma ou mais operadoras, o que encarecia o serviço. Agora todos vão falar de Vivo para Vivo, o que irá diminuir, e muito, o custo de cada ligação`, salientou.

A Vivo - que é controlada pelos grupos Portugal Telecom e Telefônica, concorreu com outras duas companhias (Claro e Oi) - e venceu por apresentar tarifas com menor preço. De acordo com o superintendente de Energia e Comunicação da Seinfra, Silvano Ragno, os usuários do serviço de telefonia móvel da administração pública devem ficar atentos ao consumo mensal, já que os minutos excedidos serão descontados em folha. `Os servidores que têm direito a celular precisam respeitar o limite da sua conta e usá-lo somente para atividade profissional. Em caso de viagem a trabalho deve ser utilizado o código da operadora para ligações interurbanas, sob pena de pagar a ligação caso utilize outro`, disse, referindo-se ao 21 - código da Embratel, empresa atualmente prestadora dos serviços de longa distância para o Estado.

Conforme o diretor-regional da Vivo, Eduardo Valdes, a empresa é a que mais tem investido em melhor qualidade de ligação, além de possuir o melhor sistema, fator que a possibilita fazer uma proposta tão ousada. `A tradição da empresa nos permite avançar neste sentido`, disse, ressaltando que a companhia opera em 205 municípios baianos, enquanto a média das concorrentes é de 119 cidades.

A Oi foi a primeira empresa a deixar a concorrência, alegando que um acordo inferior a R$ 63,9 mil não proporcionaria rentabilidade à operadora de telefonia móvel. A disputa ficou acirrada entre a Vivo e a Claro, mas esta também desistiu de competir devido aos valores apresentados pela concorrente. `A Claro veio preparada para participar, tanto que conduzimos o leilão com preços agressivos até chegar no nosso limite, pois toda empresa visa o mínimo de lucro. O preço muito baixo não é bom nem para a operadora nem para o Estado`, declarou Rodolfo Tostes, diretor regional da companhia.

Segundo Tostes, a Claro tinha muito otimismo em vencer a licitação. `Prova disso é que a proposta inicial mais em conta foi apresentada pela Claro e os nossos lances também eram bastantes atrativos, mas a Vivo sempre cobria a oferta. Aliás, nós provocamos o concorrente a isso quando notamos que o negócio já não era mais rentável`.

O contrato com a Vivo tem validade de um ano e poderá ser renovado por mais quatro. O diretor de comunicações da Seinfra, George Calmon Filho, informou que os contratos serão encaminhados para todos os órgãos e secretarias do Estado nos próximos dias. `As demais instituições e segmentos do governo estadual vão adotar o modelo da Seinfra e iniciar, em breve, a implantação de telefones da Vivo`, ressaltou.

Fonte: Ascom/Seinfra