05/03/2008
Representantes dos governos da Colômbia e do Equador chegaram nesta quarta-feira, 5, a um acordo sobre o texto da resolução que divulgará mais tarde a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise diplomática entre Quito e Bogotá. O anúncio do acordo foi feito em Washington pelo embaixador colombiano Camilo Ospina. A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, adiantou que o acordo é `um êxito para o Equador`. Segundo fontes diplomáticas, a resolução não conterá a condenação à Colômbia por ter violado a soberania e o território equatoriano.
`Nós consideramos se tratar de uma resolução adequada às circunstâncias colombianas`, disse Ospina a repórteres antes da retomada da sessão especial da OEA convocada para discutir a crise desencadeada pela incursão militar colombiana em território equatoriano na qual foram mortos o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes.
A sessão foi suspensa no início da madrugada desta quarta, depois de cerca de dez horas de debates, sem que houvesse acordo sobre uma resolução.
`A resolução não era para condenar, mas sim para reivindicar o princípio da soberania e da integridade nacional dos países, e os princípios legais da carta da OEA`, disse um fonte ligada às negociações. A carta defende que o território de um Estado é inviolável.
A crise diplomática sem precedentes na região andina, envolvendo a Equador, Colômbia e Venezuela, teve início depois que helicópteros colombianos invadiram o território equatoriano para realizar um ataque contra membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O ataque da Colômbia no Equador, no sábado, atingiu um acampamento de guerrilheiros e matou Raúl Reyes, porta-voz das Farc e principal interlocutor do processo de negociações do acordo humanitário que prevê a libertação de reféns em troca de guerrilheiros presos.
Após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, o presidente do Equador, Rafael Correa, cobrou uma decisão rápida da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre a crise diplomática. Segundo a BBC, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o governo brasileiro também espera uma decisão da OEA ainda hoje sobre o conflito entre Colômbia e Equador, sob o risco de colocar em risco a própria credibilidade da organização. Ainda segundo o chanceler, o presidente Lula reafirmou ao presidente colombiano Álvaro Uribe que está disposto a recebê-lo, e Uribe disse que quer vir a Brasil. A visita ainda não foi marcada.
`Exigimos que a OEA se posicione de forma rápida, ratifique a inviolabilidade dos territórios nacionais, de acordo com sua carta constitutiva, ratifique a inviolabilidade da soberania dos países, forme essa comissão de verificação para apurar os fatos, ratifique a agressão de que fomos objetivo`, disse Correa.
Fonte: O Estado de São Paulo
Em 5/03/2008.
`Nós consideramos se tratar de uma resolução adequada às circunstâncias colombianas`, disse Ospina a repórteres antes da retomada da sessão especial da OEA convocada para discutir a crise desencadeada pela incursão militar colombiana em território equatoriano na qual foram mortos o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes.
A sessão foi suspensa no início da madrugada desta quarta, depois de cerca de dez horas de debates, sem que houvesse acordo sobre uma resolução.
`A resolução não era para condenar, mas sim para reivindicar o princípio da soberania e da integridade nacional dos países, e os princípios legais da carta da OEA`, disse um fonte ligada às negociações. A carta defende que o território de um Estado é inviolável.
A crise diplomática sem precedentes na região andina, envolvendo a Equador, Colômbia e Venezuela, teve início depois que helicópteros colombianos invadiram o território equatoriano para realizar um ataque contra membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O ataque da Colômbia no Equador, no sábado, atingiu um acampamento de guerrilheiros e matou Raúl Reyes, porta-voz das Farc e principal interlocutor do processo de negociações do acordo humanitário que prevê a libertação de reféns em troca de guerrilheiros presos.
Após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, o presidente do Equador, Rafael Correa, cobrou uma decisão rápida da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre a crise diplomática. Segundo a BBC, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o governo brasileiro também espera uma decisão da OEA ainda hoje sobre o conflito entre Colômbia e Equador, sob o risco de colocar em risco a própria credibilidade da organização. Ainda segundo o chanceler, o presidente Lula reafirmou ao presidente colombiano Álvaro Uribe que está disposto a recebê-lo, e Uribe disse que quer vir a Brasil. A visita ainda não foi marcada.
`Exigimos que a OEA se posicione de forma rápida, ratifique a inviolabilidade dos territórios nacionais, de acordo com sua carta constitutiva, ratifique a inviolabilidade da soberania dos países, forme essa comissão de verificação para apurar os fatos, ratifique a agressão de que fomos objetivo`, disse Correa.
Fonte: O Estado de São Paulo
Em 5/03/2008.