Localizadas mais duas manchas de óleo

19/03/2008
Mais duas novas manchas de óleo foram identificadas pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA), na Baía de Todos os Santos. Uma delas está próximo à Ilha de Maré e mede aproximadamente dois metros de comprimento por 15 de largura. A outra mancha está localizada no entorno do Porto de Aratu e tem a dimensão de 200 metros de comprimento por 10 de largura.

O CRA coletou material nos dois locais para saber a origem da poluição e realizou também um trabalho de contenção e sucção para retirar o óleo que provocou as duas primeiras manchas após o vazamento do líquido.

E mais peixes apareceram mortos nas praias de Bom Jesus dos Passos e Ilha dos Frades. Os pescadores da Colônia Z3 informaram o aparecimento de peixes mortos nas praias de Bom Jesus dos Passos e Ilha dos Frades, na Baía de Todos os Santos. Três técnicos do Centro de Recursos Ambientais (CRA) foram encaminhados para o local, onde recolheram amostras dos animais para análise.

De acordo com a diretora do CRA, Beth Wagner, o material colhido não foi aproveitado porque os animais estavam em estado de putrefação avançado. Segundo ela, os técnicos devem voltar ao local para colher novas amostras. O resultado da nova análise deve sair até hoje. Wagner afirma que a ocorrência ainda não se caracteriza como mortandade, pois a quantidade de peixes encontrada é muito pequena. Ela disse que o CRA vem monitorando a área frequentemente e que qualquer problema vai ser identificado logo. Em 2007, nesse mesmo período, mais de 50 toneladas de peixes apareceram mortos nas águas e nas praias da Baía de Todos os Santos. A mortandade foi causada por um fenômeno conhecido como `Maré Vermelha`.

Entre R$ 7 mil e 50 milhões é a previsão de multa diária diária para a empresa norueguesa dona do navio que derramou cinco mil litros de óleo no porto de Aratu, no município de Candeias, a 46 km de Salvador. `A Capitania dos Portos faz a avaliação da quantidade de óleo que foi despejado, mas quem tem condições de fazer avaliação ambiental é o Centro de Recursos Ambientais (CRA)`, explicou a diretora geral do CRA, Beth Wagner.

Para a diretora, o acidente teve uma ação muito rápida do órgão que, juntamente com a Capitania dos Portos fez a primeira contenção do óleo no entorno do navio. `Tínhamos imaginado que o problema estava completamente sanado. Hoje, no sobrevôo, observamos que o navio não ficou atracado no porto e uma outra mancha de óleo foi liberada e está quase atingindo a Ilha de Maré, na praia de Bananeiras`, contou.

Segundo Beth Wagner, três mil dos cinco mil litros de óleo que vazaram já estão estocados em tambores. Ela disse que a equipe do CRA está lá no local acompanhando o trabalho da empresa contratada para a contenção da mancha antes que chegue à areia. `Na água todo o trabalho de remediação é mais fácil, mas se atingir a terra torna-se mais complexo`, afirmou.

Repórter: Maria Rocha

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

Em 19/03/2008.