Renova Energia investe R$ 180 milhões em três PCHs

06/08/2008
Criada em 2000, a Renova Energia começa a colocar seus projetos de geração de energia limpa em prática. Com investimento de R$ 180 milhões, a empresa recebeu da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) licença para operar três Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Juntas, as usinas têm capacidade de 41,8 megawatts (MW) e, segundo uma fonte próxima à Renova, toda a eletricidade já está vendida para a Eletrobrás, por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), e os contratos têm duração de 20 anos.

A primeira usina a entrar em operação foi a Cachoeira da Lixa, com 14,8 MW de potência, a segunda foi a Colino 2 (11 MW) e a última foi a Colino 1 (16 MW). As três PCHs estão situadas na bacia do rio Jucuruçu, n Complexo Hidrelétrico Serra da Prata, no sul do Estado da Bahia. O megawatt-hora das pequenas centrais foi negociado por R$ 154.

No total, a empresa levou 36 meses, desde a prospecção do rio até conseguir a licença de operação. Diferentemente do que ocorrem com as grandes hidrelétricas, cuja concessão é concorrida em leilão, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) são construídas mediante autorização dada pela Aneel. O investidor faz o inventário do rio, aponta o local onde realizará a obra e, em seguida, solicita o alvará do órgão regulador para tirar a proposta do papel. O processo é menos burocrático para as PCHs porque o impacto ambiental desse tipo de empreendimento é considerado de baixo risco.

De 1998 até julho deste ano, a quantidade de PCHs em operação no País triplicou de 97 para mais de 300. A capacidade instalada total dessas hidrelétricas cresceu 359% no mesmo período, passando de 450 MW para 2.067 MW. Deste total, 73% das geradoras estão nas regiões Sul e Sudeste do País. E com as baixas taxas de crescimento de oferta, há uma forte tendência de a geração de PCHs ampliar sua participação na matriz energética.

Além destes empreendimentos, a Renova Energia tem, em projetos prontos para serem implantados, 1,1 mil MW em parques eólicos e mais 1,2 mil MW em PCHs. A fonte ligada à empresa antecipa que o montante de eletricidade previsto para ser gerado por meio da energia dos ventos resultaria na instalação de 40 centrais eólicas, a maioria prevista para a região Nordeste do Brasil.

Entre os sócios da Renova Energia estão o Fundo InfraBrasil, administrado de forma independente pelo banco ABN AMRO Real.

Fonte: Gazeta Mercantil

04/08/2008