08/08/2008
A Petrobrás anunciou ontem mais uma descoberta de petróleo na área do pré-sal da Bacia de Santos. A companhia confirmou a existência de um reservatório a 5,6 mil metros de profundidade no projeto batizado de Iara, que fica no mesmo bloco exploratório onde foi descoberto o campo de Tupi. A empresa não detalhou, porém, o volume encontrado, alegando que o poço continua em perfuração em busca de objetivos mais profundos. Especialistas esperam novos anúncios de descobertas nas próximas semanas.
O óleo encontrado em Iara é do tipo leve, hoje importado, que produz derivados de maior valor. Segundo a Petrobrás. tem 30°API (medida internacional de qualidade), mais leve do que o de Tupi, que tem 28°API. Os dois projetos estão no bloco exploratório BM-S-11, onde a Petrobrás tem parceria com a britânica BG, com 25%, e a portuguesa Galp, com 10%. `Após a conclusão do poço, o consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a verificação das dimensões da jazida`, informou, em nota, a estatal.
Em entrevista concedida pela manhã, o presidente da Galp, Manoel Ferreira de Oliveira, já havia dado sinais de que a descoberta seria anunciada. Ele afirmou que Iara era um projeto `quente` e, em alguns dias, o mercado estaria recebendo notícias sobre os resultados do poço. `Infelizmente não posso dividir com vocês agora, mas posso garantir que não tivemos surpresas negativas.`
`A cada descoberta vai se confirmando que os reservatórios no local são bastante grandes e de elevada qualidade do óleo`, disse o geólogo Giuseppe Baccocoli, professor da UFRJ. Para ele, há boas chances de que os reservatórios da região sejam interligados, formando imensas jazidas petrolíferas. O fato de haver qualidades diferentes de petróleo em Tupi e Iara `não significa que se trata de reservatórios diferentes`.
Localizado a 227 quilômetros da cidade do Rio, Iara é o oitavo prospecto (área com potencial petrolífero) confirmado na área do pré-sal da Bacia de Santos - nos últimos meses, além de Tupi, a empresa anunciou descobertas nos prospectos Guará, Júpiter, Bem-Te-Vi, Parati, Caramba e Carioca. Neste momento, a companhia mantém perfurações em Guará e Júpiter, para avaliar as descobertas. O mercado financeiro, portanto, espera boas notícias para as próximas semanas.
A simples confirmação da existência de petróleo nos prospectos, porém, já não movimenta o mercado, que permanece à espera de detalhes sobre os volumes descobertos. `A Petrobrás está seguindo a idéia de furar rapidamente os blocos que têm prazo de devolução à Agência Nacional do Petróleo (ANP) vencendo em breve. Está marcando território, sem se preocupar em aprofundar o conhecimento da área`, disse a analista do Itaú, Paula Kovarsky.
`É sempre uma notícia boa, mas não deve ter tanto impacto nas ações`, diz outra especialista. Segundo ela, porém, informações sobre os volumes só serão possíveis a partir do ano que vem, já que a Petrobrás está hoje limitada a três plataformas de perfuração para águas ultraprofundas. Uma delas, que pertence à Repsol, por sinal, deixa o País logo após terminar a perfuração em Guará.
Em águas mais rasas da Bacia de Santos, a Petrobrás busca reservas abaixo do sal em quatro blocos. Em todos eles, os objetivos da perfuração estão abaixo dos 5 mil metros de profundidade. No BM-S-12, mais ao sul da bacia, a empresa já encontrou uma jazida de gás acima do sal, mas manteve a perfuração para atingir os 6,525 metros.
FRASES
Manoel F. de Oliveira Presidente da Galp `Infelizmente, não posso dividir com vocês agora (os detalhes sobre a descoberta de petróleo), mas posso garantir que não tivemos surpresas negativas`
Giuseppe Baccocoli Geólogo e professor da UFRJ `A cada descoberta (de petróleo) vai se confirmando que os reservatórios no local são bastante grandes e de elevada qualidade do óleo`
Fonte: O Estado de S. Paulo
8/8/2008
O óleo encontrado em Iara é do tipo leve, hoje importado, que produz derivados de maior valor. Segundo a Petrobrás. tem 30°API (medida internacional de qualidade), mais leve do que o de Tupi, que tem 28°API. Os dois projetos estão no bloco exploratório BM-S-11, onde a Petrobrás tem parceria com a britânica BG, com 25%, e a portuguesa Galp, com 10%. `Após a conclusão do poço, o consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a verificação das dimensões da jazida`, informou, em nota, a estatal.
Em entrevista concedida pela manhã, o presidente da Galp, Manoel Ferreira de Oliveira, já havia dado sinais de que a descoberta seria anunciada. Ele afirmou que Iara era um projeto `quente` e, em alguns dias, o mercado estaria recebendo notícias sobre os resultados do poço. `Infelizmente não posso dividir com vocês agora, mas posso garantir que não tivemos surpresas negativas.`
`A cada descoberta vai se confirmando que os reservatórios no local são bastante grandes e de elevada qualidade do óleo`, disse o geólogo Giuseppe Baccocoli, professor da UFRJ. Para ele, há boas chances de que os reservatórios da região sejam interligados, formando imensas jazidas petrolíferas. O fato de haver qualidades diferentes de petróleo em Tupi e Iara `não significa que se trata de reservatórios diferentes`.
Localizado a 227 quilômetros da cidade do Rio, Iara é o oitavo prospecto (área com potencial petrolífero) confirmado na área do pré-sal da Bacia de Santos - nos últimos meses, além de Tupi, a empresa anunciou descobertas nos prospectos Guará, Júpiter, Bem-Te-Vi, Parati, Caramba e Carioca. Neste momento, a companhia mantém perfurações em Guará e Júpiter, para avaliar as descobertas. O mercado financeiro, portanto, espera boas notícias para as próximas semanas.
A simples confirmação da existência de petróleo nos prospectos, porém, já não movimenta o mercado, que permanece à espera de detalhes sobre os volumes descobertos. `A Petrobrás está seguindo a idéia de furar rapidamente os blocos que têm prazo de devolução à Agência Nacional do Petróleo (ANP) vencendo em breve. Está marcando território, sem se preocupar em aprofundar o conhecimento da área`, disse a analista do Itaú, Paula Kovarsky.
`É sempre uma notícia boa, mas não deve ter tanto impacto nas ações`, diz outra especialista. Segundo ela, porém, informações sobre os volumes só serão possíveis a partir do ano que vem, já que a Petrobrás está hoje limitada a três plataformas de perfuração para águas ultraprofundas. Uma delas, que pertence à Repsol, por sinal, deixa o País logo após terminar a perfuração em Guará.
Em águas mais rasas da Bacia de Santos, a Petrobrás busca reservas abaixo do sal em quatro blocos. Em todos eles, os objetivos da perfuração estão abaixo dos 5 mil metros de profundidade. No BM-S-12, mais ao sul da bacia, a empresa já encontrou uma jazida de gás acima do sal, mas manteve a perfuração para atingir os 6,525 metros.
FRASES
Manoel F. de Oliveira Presidente da Galp `Infelizmente, não posso dividir com vocês agora (os detalhes sobre a descoberta de petróleo), mas posso garantir que não tivemos surpresas negativas`
Giuseppe Baccocoli Geólogo e professor da UFRJ `A cada descoberta (de petróleo) vai se confirmando que os reservatórios no local são bastante grandes e de elevada qualidade do óleo`
Fonte: O Estado de S. Paulo
8/8/2008