01/06/2007
Fumantes passivos têm 30% a mais de chance de adquirir um câncer de pulmão e 25% mais probabilidade de sofrer um infarto do miocárdio, segundo o presidente da Associação Baiana de Pneumologia, Guilhardo Fontes. Para prevenir a incidência dessas e de outras doenças relacionadas ao tabagismo, está proibido fumar nas dependências dos órgãos e nos carros do Governo do Estado.
O decreto foi assinado ontem pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário da Saúde, Jorge Solla, em solenidade realizada no Centro de Atenção à Saúde Professor José Maria de Magalhães Netto.
Na ocasião, o Programa Estadual de Controle do Tabagismo, promovido pela Secretaria da Saúde (Sesab), realizou palestras, exposições e distribuição de material educativo, além do seminário Pacto da Saúde no Controle do Tabagismo.
As atividades fazem parte das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio), estabelecido em 1987 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Este ano, o tema escolhido para a data foi Ambiente Livre do Cigarro é Direito de Todos.
Funcionária pública há 16 anos, Célia Cerqueira nunca foi fumante e alega que, devido à fumaça do cigarro de outras pessoas, sofre de reações alérgicas, tosse e irritação na garganta. `É preciso conscientizá-las de que o problema não está somente dentro da sala, mas nos corredores, banheiros, escadas e outros ambientes fechados`, observou.
O servidor Eduardo Soares também aprova a campanha. `Em 13 anos no funcionalismo público, sempre tive uma média de dois ou três colegas fumantes, o que me causava mal no trabalho e me fazia sair de perto deles. Isso deve melhorar bastante`, comemorou.
Wagner lembrou que os prédios públicos são espaços de convivência de muita gente e essa medida vem em defesa daqueles que não querem fumar. Ele afirmou que é função do Governo do Estado informar e estimular a educação para que as pessoas tomem consciência dos riscos do fumo, além de criar limites para promover a melhoria da saúde pública. `Entretanto, o mais importante dessa medida é garantir o direito daqueles que não querem ser fumantes passivos`, destacou.
Solla disse que o cigarro tem um impacto também sobre a previdência social e sobre a economia. `O fumo amplia os riscos de um trabalhador reduzir a sua capacidade produtiva e se afastar do seu ambiente de trabalho`, explicou. Segundo ele, devem ser criados espaços apropriados para os fumantes nos órgãos.
O secretário informou ainda que o Brasil é um país reconhecido internacionalmente como um dos que mais avançaram no combate ao tabagismo. `O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um papel fundamental nessa evolução, pois desenvolve, além da assistência aos pacientes, campanhas de promoção da saúde e prevenção de doenças`, declarou.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) advertiu que, mesmo disfarçados com cores, sabores e nomes inocentes, os derivados do tabaco são drogas que produzem 4,7 mil substâncias tóxicas, responsáveis por doenças graves, como o enfisema pulmonar, doenças do coração e câncer. O fumo é considerado hoje um problema de saúde pública, responsável por cerca de 5 milhões de mortes por ano no mundo, sendo 200 mil no Brasil.
Programa de controle. Criado em 1999, o programa desenvolve ações contínuas, com medidas nas unidades de saúde, escolas e ambientes de trabalho, além de manter em destaque as informações antitabagistas.
A Sesab também disponibiliza o tratamento para fumantes dispostos a abandonar o vício. Para isso, capacitou profissionais de 26 municípios, inclusive Salvador, para esse atendimento, que inclui o suporte com medicamentos.
Na capital, o atendimento é oferecido no Centro de Estudos e Tratamento ao Abuso de Drogas (Cetad), no Centro de Atenção Psicossocial, Álcool e Drogas (Capad) e no Hospital Especializado Octávio Mangabeira, além das unidades da Secretaria Municipal de Saúde: Centro de Saúde São Francisco (Centro Histórico), 3o Centro (Liberdade), 5o Centro (Centenário), 7o Centro (Itapuã), 12o Centro (Boca do Rio), 14o Centro (Sete Portas), Centro de Saúde Edgar Pires da Veiga (Pau da Lima), Centro de Saúde Rodrigo Argolo (Cabula) e unidades de Saúde da Família da Jaqueira do Carneiro, de Santa Mônica, do Candeal, de São Thomé de Paripe e de Cajazeira V.
Fonte: Diário Oficial 01/06/07
O decreto foi assinado ontem pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário da Saúde, Jorge Solla, em solenidade realizada no Centro de Atenção à Saúde Professor José Maria de Magalhães Netto.
Na ocasião, o Programa Estadual de Controle do Tabagismo, promovido pela Secretaria da Saúde (Sesab), realizou palestras, exposições e distribuição de material educativo, além do seminário Pacto da Saúde no Controle do Tabagismo.
As atividades fazem parte das comemorações do Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio), estabelecido em 1987 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Este ano, o tema escolhido para a data foi Ambiente Livre do Cigarro é Direito de Todos.
Funcionária pública há 16 anos, Célia Cerqueira nunca foi fumante e alega que, devido à fumaça do cigarro de outras pessoas, sofre de reações alérgicas, tosse e irritação na garganta. `É preciso conscientizá-las de que o problema não está somente dentro da sala, mas nos corredores, banheiros, escadas e outros ambientes fechados`, observou.
O servidor Eduardo Soares também aprova a campanha. `Em 13 anos no funcionalismo público, sempre tive uma média de dois ou três colegas fumantes, o que me causava mal no trabalho e me fazia sair de perto deles. Isso deve melhorar bastante`, comemorou.
Wagner lembrou que os prédios públicos são espaços de convivência de muita gente e essa medida vem em defesa daqueles que não querem fumar. Ele afirmou que é função do Governo do Estado informar e estimular a educação para que as pessoas tomem consciência dos riscos do fumo, além de criar limites para promover a melhoria da saúde pública. `Entretanto, o mais importante dessa medida é garantir o direito daqueles que não querem ser fumantes passivos`, destacou.
Solla disse que o cigarro tem um impacto também sobre a previdência social e sobre a economia. `O fumo amplia os riscos de um trabalhador reduzir a sua capacidade produtiva e se afastar do seu ambiente de trabalho`, explicou. Segundo ele, devem ser criados espaços apropriados para os fumantes nos órgãos.
O secretário informou ainda que o Brasil é um país reconhecido internacionalmente como um dos que mais avançaram no combate ao tabagismo. `O Sistema Único de Saúde (SUS) tem um papel fundamental nessa evolução, pois desenvolve, além da assistência aos pacientes, campanhas de promoção da saúde e prevenção de doenças`, declarou.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) advertiu que, mesmo disfarçados com cores, sabores e nomes inocentes, os derivados do tabaco são drogas que produzem 4,7 mil substâncias tóxicas, responsáveis por doenças graves, como o enfisema pulmonar, doenças do coração e câncer. O fumo é considerado hoje um problema de saúde pública, responsável por cerca de 5 milhões de mortes por ano no mundo, sendo 200 mil no Brasil.
Programa de controle. Criado em 1999, o programa desenvolve ações contínuas, com medidas nas unidades de saúde, escolas e ambientes de trabalho, além de manter em destaque as informações antitabagistas.
A Sesab também disponibiliza o tratamento para fumantes dispostos a abandonar o vício. Para isso, capacitou profissionais de 26 municípios, inclusive Salvador, para esse atendimento, que inclui o suporte com medicamentos.
Na capital, o atendimento é oferecido no Centro de Estudos e Tratamento ao Abuso de Drogas (Cetad), no Centro de Atenção Psicossocial, Álcool e Drogas (Capad) e no Hospital Especializado Octávio Mangabeira, além das unidades da Secretaria Municipal de Saúde: Centro de Saúde São Francisco (Centro Histórico), 3o Centro (Liberdade), 5o Centro (Centenário), 7o Centro (Itapuã), 12o Centro (Boca do Rio), 14o Centro (Sete Portas), Centro de Saúde Edgar Pires da Veiga (Pau da Lima), Centro de Saúde Rodrigo Argolo (Cabula) e unidades de Saúde da Família da Jaqueira do Carneiro, de Santa Mônica, do Candeal, de São Thomé de Paripe e de Cajazeira V.
Fonte: Diário Oficial 01/06/07