Nordeste teve que reduzir projetos por causa da desvalorização cambial

01/09/2008
Diversos programas financiados por bancos internacionais de fomento tiveram de ser reduzidos em Pernambuco por causa da valorização da moeda brasileira. As áreas de infra-estrutura e turismo foram as mais afetadas.

Em 2003, quando assinou com o Banco Mundial um empréstimo de US$ 86 milhões, o governo estadual previa urbanizar até 2009 áreas de baixa renda onde vivem 35 mil famílias, no programa Prometrópole. Agora, o programa vai atender 20 mil famílias.

Segundo Antônio Barbosa, secretário-executivo de captação de recursos da Secretaria de Planejamento, para conseguir beneficiar o número inicial de habitantes, o Estado incluiu o projeto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com R$ 125 milhões. `O problema é que o dinheiro não foi liberado`, explica Barbosa.

O Promata, programa que visa o desenvolvimento sustentável na zona da mata canavieira, também precisou de complemento para conseguir atingir as metas. O projeto recebeu US$ 150 milhões e agora terá outros US$ 30 milhões do Tesouro estadual.

No caso do turismo, o contrato com o BID de US$ 125 milhões foi assinado em 2002. De 98 ações iniciais foi reduzido a 60. Para conseguir cumprir a meta, o Estado se inscreveu no Programa de Desenvolvimento do Turismo Nacional pedindo verba de US$ 125 milhões e terá que por recursos próprios.

Na Bahia, como boa parte dos empréstimos externos contratados foi fechada em setembro de 2007, o impacto da desvalorização cambial não foi tão forte, até agora. Dos US$ 255,65 milhões levantados junto ao BID e ao Bird para manutenção de rodovias, US$ 100 milhões foram concedidos no terceiro trimestre do ano passado. Outros R$ 54,35 milhões, que estão em fase desembolso, foram contratados em dezembro de 2005.

Repórteres: Carolina Mandl e Raquel Salgado

Fonte: Valor Econômico

1/9/2008.