11/03/2008
O Porto de Salvador é considerado o pior do país segundo uma pesquisa feita com 200 executivos de companhias usuárias deste tipo de serviços e endossado pelo Centro de Estudos em Logísticas, ligado ao núcleo de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, que colocou o Porto de Salvador no último lugar entre os 18 principais portos brasileiros.
A lista de reclamações é imensa e inclui tempo de espera média de seis horas de carregamento/descarregamento de caminhões, demora de oito a 24 horas para atraca mento de navios, carência de equipamentos, saturamento de espaço e alto índice de perda de cargas, da ordem de 39% do que é conteinerizado no território baiano. Frente a isso, a Codeba anuncia mudanças a partir deste ano para tentar minimizar os problemas com investimento de R$ 800 milhões, enquanto a Associação dos Usuários dos Portos da Bahia, Usuport, diz que aguarda a alteração do cenário portuário no estado há oito anos e reclama dos prejuízos anuais da ordem de R$ 150 milhões.
Para tentar reverter o quadro caótico no sistema portuário de Salvador, o diretor presidente da Codeba, Marco Antonio Medeiros, presente ontem ao 3º Seminário de Modernização dos Portos, Transporte Marítimo - Perspectivas e Inserção Mundial, realizado na Associação Comercial da Bahia, disse que vai mudar essa realidade, anunciando medidas a serem implementadas já em 2008. `Faremos uma licitação para o aprofundamento de dragagens nos portos de Aratu e Salvador. Também ampliaremos a Ponta Norte do Porto de Salvador para abrigar mais um terminal de contêineres, além de promover a repotencialização de equipamentos em Aratu e Salvador`, revela. Em Ilhéus será realizada dragagem
Ele lembra que, o Porto de Ilhéus, que teve problemas em 2007, necessitando de obras emergenciais no cais receberá dragagem para ampliação da profundidade. `Essas medidas são para curto prazo. É preciso destacar ainda a Via Portuária, cujo projeto será licitado neste ano e vai complementar a eficiência do Porto de Salvador. Essas obras são incluídas no PAC e o investimento previsto é de R$ 800 milhões. As obras têm prazo de implantação e a da Ponta Norte deverá estar pronta em dois anos. Acreditamos que, os projetos possam enfim sair do papel para que, em 2010, os portos baianos vivam outra realidade`, garante.
Medeiros lembrou que, na mesma pesquisa da UFRJ, o Porto de Aratu ganhou destaque como exemplo positivo e apontou o Porto de Salvador como o que possui menor tarifa dentre os portos de contêineres. `Neste momento estamos discutindo com os setores envolvidos e vemos neste seminário uma excelente oportunidade para debater questões associadas aos portos. Temos os mesmos objetivos que é tornar os portos baianos mais competitivos e modernos. E essas realizações precisam ser feitas no menor tempo possível`, diz.
Para Paulo Villa, diretor executivo da Associação dos Usuários dos Portos da Bahia, Usuport, os problemas citados na pesquisa da UFRJ não são novos. `Desde a fundação da Usuport, em 2000, que estamos reclamando dessas questões levantadas no estudo. Não entendemos porque até agora nada foi feito`, reclama.
Repórter: Alessandra Nascimento
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Em 11/03/2008.
A lista de reclamações é imensa e inclui tempo de espera média de seis horas de carregamento/descarregamento de caminhões, demora de oito a 24 horas para atraca mento de navios, carência de equipamentos, saturamento de espaço e alto índice de perda de cargas, da ordem de 39% do que é conteinerizado no território baiano. Frente a isso, a Codeba anuncia mudanças a partir deste ano para tentar minimizar os problemas com investimento de R$ 800 milhões, enquanto a Associação dos Usuários dos Portos da Bahia, Usuport, diz que aguarda a alteração do cenário portuário no estado há oito anos e reclama dos prejuízos anuais da ordem de R$ 150 milhões.
Para tentar reverter o quadro caótico no sistema portuário de Salvador, o diretor presidente da Codeba, Marco Antonio Medeiros, presente ontem ao 3º Seminário de Modernização dos Portos, Transporte Marítimo - Perspectivas e Inserção Mundial, realizado na Associação Comercial da Bahia, disse que vai mudar essa realidade, anunciando medidas a serem implementadas já em 2008. `Faremos uma licitação para o aprofundamento de dragagens nos portos de Aratu e Salvador. Também ampliaremos a Ponta Norte do Porto de Salvador para abrigar mais um terminal de contêineres, além de promover a repotencialização de equipamentos em Aratu e Salvador`, revela. Em Ilhéus será realizada dragagem
Ele lembra que, o Porto de Ilhéus, que teve problemas em 2007, necessitando de obras emergenciais no cais receberá dragagem para ampliação da profundidade. `Essas medidas são para curto prazo. É preciso destacar ainda a Via Portuária, cujo projeto será licitado neste ano e vai complementar a eficiência do Porto de Salvador. Essas obras são incluídas no PAC e o investimento previsto é de R$ 800 milhões. As obras têm prazo de implantação e a da Ponta Norte deverá estar pronta em dois anos. Acreditamos que, os projetos possam enfim sair do papel para que, em 2010, os portos baianos vivam outra realidade`, garante.
Medeiros lembrou que, na mesma pesquisa da UFRJ, o Porto de Aratu ganhou destaque como exemplo positivo e apontou o Porto de Salvador como o que possui menor tarifa dentre os portos de contêineres. `Neste momento estamos discutindo com os setores envolvidos e vemos neste seminário uma excelente oportunidade para debater questões associadas aos portos. Temos os mesmos objetivos que é tornar os portos baianos mais competitivos e modernos. E essas realizações precisam ser feitas no menor tempo possível`, diz.
Para Paulo Villa, diretor executivo da Associação dos Usuários dos Portos da Bahia, Usuport, os problemas citados na pesquisa da UFRJ não são novos. `Desde a fundação da Usuport, em 2000, que estamos reclamando dessas questões levantadas no estudo. Não entendemos porque até agora nada foi feito`, reclama.
Repórter: Alessandra Nascimento
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Em 11/03/2008.