Agência de energia reduz previsão de demanda mundial de petróleo

13/11/2008
A expectativa de demanda mundial por petróleo para 2008 e 2009 caiu de 86,2 e 86,5 milhões de barris por dia respectivamente. A AIE (Agência Internacional de Energia) explica a revisão chamando a atenção para a previsão do do FMI (Fundo Monetário Internacional) de queda do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mundial.

Em seu relatório anterior, a IEA já havia reduzido sua previsão para 2008 e 2009 a 86,5 milhões de barris por dia e 87,2 milhões de barris por dia.

A demanda dos países da OCDE deve cair 2,7% em 2008 e 1,6% em 2009, pela deterioração das condições econômicas nos EUA e no Pacífico, e as perspectivas de recessão na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). A organização revisou para baixo as perspectivas de crescimento para seus países-membros.

A organização calcula que os Estados Unidos terão uma contração de 0,9% no PIB no próximo ano; a zona do euro, de 0,5%, e o Japão, de 0,1%. Para 2010, no entanto, espera uma recuperação que deveria se traduzir em um crescimento econômico de 1,5% para toda a OCDE, com a alta de 1,6% esperada para os EUA.

A agência prevê que o preço do barril de cru chegará a US$ 80 em 2009, uma queda em relação à estimativa de US$ 110 dos três últimos meses. Em julho deste ano, o barril chegou a ser negociado a US$ 147,27; hoje, a commodity chegou a ser negociada abaixo dos US$ 55 na negociação pré-abertura na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês).

A IEA revisou em baixa a previsão de demanda para 2009 da China, um dos principais motores da demanda mundial de petróleo nos últimos anos, para 290.000 barris por dia, ou seja 180.000 barris por dia, menos que o previsto anteriormente.

No entanto, a demanda mundial de petróleo ainda deveria crescer neste ano 0,1% ou 100 mil barris de barris por dia, como no ano que vem (alta de 0,4% ou 400 mil barris).

Depois de ter reduzido em um milhão de barris por dia em setembro, a oferta de cru aumentou 1,8 milhão de barris por dia em outubro, para 86,9 milhões de barris por dia, graças a um menor número de interrupções de produção, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

Fonte: Folha de S. Paulo

Em 13/11/2008.