09/05/2007
O desempenho da indústria baiana em março, em relação ao mesmo mês de 2006, foi de desaceleração no ritmo de produção, com decréscimo de 0,3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão foi de 2,0%. Segundo equipe técnica da SEI, três segmentos da indústria de transformação contribuíram negativamente para a desaceleração da produção em março, em relação ao mesmo mês do ano passado. As maiores contribuições negativas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-4,1%) e metalurgia básica (-5,4). Por outro lado, os principais impactos positivos foram assinalados por alimentos e bebidas (4,5%) e borracha e plástico (18,9%). A indústria extrativa mineral registrou queda de produção no período (-1,8%).
No primeiro trimestre do ano, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana teve uma variação positiva de 2,0%, enquanto a indústria de transformação apresentou crescimento de 2,4%. Seis gêneros da indústria registraram taxas positivas, destacando-se: alimentos e bebidas (17,8%) e produtos químicos (2,9%). Por outro lado, os impactos negativos vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-3,0%) e veículos automotores (-18,5%).
No acumulado dos últimos 12 meses, apenas os segmentos de produtos químicos (-0,1%) e veículos automotores (-8,5%) apresentaram queda, os demais gêneros da indústria baiana registraram taxas positivas no período, destacando-se: celulose, papel e produtos de papel (10,9%) e alimentos e bebidas (3,1%). O indicador acumulado revela desaceleração no ritmo de expansão da produção industrial entre fevereiro (2,6%) e março (2,0%).
FONTE: Agecom Em 09/05/2006