Assaltantes assustam motoristas nas vias que exigem baixa velocidade

22/05/2007
Na saída da cidade (Serra da Canabrava), pedras pontiagudas põem a prova à resistência do pneu. No entanto, é um parafuso jogado no meio da BR que interrompe a viagem e obriga o estepe a virar titular pela buraqueira.

Um dos piores trechos é no ponto destruído pelas chuvas no final do ano passado. Agora, apenas um veículo passa por vez. `E nem é bom ficar por aqui. Quem vacila perde o carro`, alerta Francisco Pinto Santos, 40 anos, vendedor em Senhor do Bonfim que roda há cinco anos comercializando confecções pela região.

As polícias Rodoviária Federal (PRF) e Estadual (PRE) não têm números precisos sobre os assaltos nas rodovias baianas. A quantidade de casos aparece de forma tímida nas estatísticas.

Houve registro de 41 roubos e assaltos entre janeiro e abril deste ano, número inferior aos mesmos três meses de 2006, com 69. Isso inclui roubo de cargas, assaltos a ônibus e veículos de passeio.

A subnotificação justifica-se pelo fato da maioria dos assaltos e roubos serem levados às delegacias de cidades próximas.

Sabe-se apenas que nas estradas federais foram 171 pessoas presas no ano passado por roubos e assaltos nas rodovias.

De janeiro até o início deste mês foram 120 prisões, número que chegou a 43 em 2006.

Segundo o chefe do setor de policiamento e fiscalização da PRF, Rogério Tosta, o roubo de cargas é o mais visado pelos criminosos, que preferem abordar caminhões com produtos fáceis de armazenar e que tenham longo prazo de validade, como medicamentos, eletrodomésticos e alimentos nãoperecíve is.

Nesta rota algumas vias tornam-se mais visadas, como a BA-093 de Simões Filho até Pojuca. `Os ladrões preferem atuar de madrugada, quando ocorre movimentação de cargas e há facilidade para fugir`, comenta o coordenador de planejamento operacional da PRE, capitão Luide Duplat.

Mesmo com medo e muito chão pela frente, o jeito é seguir na pista e torcer para não ter de trocar outro pneu ou ser vítima da violência. De volta à BR-314, a pista torna-se agradável nas imediações da Mineração Caraíba. A firma gastou R$ 56 mil na Operação Tapa-Buracos, para melhorar a vida dos funcionários que vivem em Pilar, distrito de Jaguarari, onde moram 900 funcionários. Foram 48 quilômetros restaurados.

Fonte: Jornal A Tarde

R LUIS SANTANAEDE

eluis@grupoatarde.com.br

Em 22/05/2007