23/05/2007
BRASÍLIA - Cerca de 600 famílias da Via Campesina, junto com o Movimento dos Atingidos por Barragem, invadiram na madrugada desta quarta-feira a Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de tropas federais para garantir que não haja interrupção no fornecimento de energia à região Norte, já que os representantes dos movimentos se instalaram na sala de comando de distribuição de energia.
Um manifestante foi atingido no pescoço por bala de borracha disparada pela tropa da Polícia Militar chamada para conter os invasores. Os manifestantes reivindicam pagamento de indenização às famílias desalojadas para construção da hidrelétrica há 23 anos, mas também querem melhorias na educação, saúde, pavimentação de estradas e até a redução da tarifa de energia elétrica cobrada no Pará por uma empresa particular, a Rede Celpa.
O ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Felix, informou à Agência Estado que `há preocupação com a invasão`, mas que uma negociação está em curso e o governo espera que eles deixem o local o quanto antes. `É preocupante, mas estamos em negociação e esperamos chegar a um consenso o mais rápido possível, já que eles estão na área de controle de distribuição de energia`, disse o ministro.
`Estamos deslocando tropas federais para lá, mas, como a negociação está em curso, esperamos que elas dêem resultado e eles deixem o local antes de haver necessidade de as tropas atuarem`, declarou Felix.
As negociações estão sendo conduzidas a partir de Brasília. O governo quer que os representantes dos movimentos desocupem a área e aí passem a discutir as suas reivindicações diretamente em Brasília. A diretora nacional do movimento, Liciane Andrioli, informou que a ocupação ocorreu por volta das 4 horas da manhã, e que o objetivo é fazer andar as negociações para atender os atingidos pela barragem. Ela disse que os manifestantes não pretendem desocupar a usina.
O movimento quer assegurar uma audiência com o presidente Lula e o ministro das Minas e Energia, em Brasília, na sexta-feira, para resolver a situação dos 32 mil prejudicados com a construção da barragem. Liciane informou que essa manifestação faz parte do dia nacional de luta, e que em Goiás, por exemplo, foi interrompido o tráfego na Belém-Brasília, onde mais de mil pessoas estão fechando a rodovia.
Também estão sendo articulados movimentos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba, Ceará e Minas Gerais.
O Exército já possui em Tucuruí uma unidade militar e um esquadrão de cavalaria mecanizada. A Polícia Federal também já foi acionada.
A Eletronorte, empresa que controla a hidrelétrica - que tem um potencial de 8.230 megawatt -, informou que 250 invasores permanecem em suas dependências, mas não atrapalham a sua operação normal.
Fonte: Estado de São Paulo.
Tânia Monteiro Em 23/05/2007.
Um manifestante foi atingido no pescoço por bala de borracha disparada pela tropa da Polícia Militar chamada para conter os invasores. Os manifestantes reivindicam pagamento de indenização às famílias desalojadas para construção da hidrelétrica há 23 anos, mas também querem melhorias na educação, saúde, pavimentação de estradas e até a redução da tarifa de energia elétrica cobrada no Pará por uma empresa particular, a Rede Celpa.
O ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Felix, informou à Agência Estado que `há preocupação com a invasão`, mas que uma negociação está em curso e o governo espera que eles deixem o local o quanto antes. `É preocupante, mas estamos em negociação e esperamos chegar a um consenso o mais rápido possível, já que eles estão na área de controle de distribuição de energia`, disse o ministro.
`Estamos deslocando tropas federais para lá, mas, como a negociação está em curso, esperamos que elas dêem resultado e eles deixem o local antes de haver necessidade de as tropas atuarem`, declarou Felix.
As negociações estão sendo conduzidas a partir de Brasília. O governo quer que os representantes dos movimentos desocupem a área e aí passem a discutir as suas reivindicações diretamente em Brasília. A diretora nacional do movimento, Liciane Andrioli, informou que a ocupação ocorreu por volta das 4 horas da manhã, e que o objetivo é fazer andar as negociações para atender os atingidos pela barragem. Ela disse que os manifestantes não pretendem desocupar a usina.
O movimento quer assegurar uma audiência com o presidente Lula e o ministro das Minas e Energia, em Brasília, na sexta-feira, para resolver a situação dos 32 mil prejudicados com a construção da barragem. Liciane informou que essa manifestação faz parte do dia nacional de luta, e que em Goiás, por exemplo, foi interrompido o tráfego na Belém-Brasília, onde mais de mil pessoas estão fechando a rodovia.
Também estão sendo articulados movimentos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba, Ceará e Minas Gerais.
O Exército já possui em Tucuruí uma unidade militar e um esquadrão de cavalaria mecanizada. A Polícia Federal também já foi acionada.
A Eletronorte, empresa que controla a hidrelétrica - que tem um potencial de 8.230 megawatt -, informou que 250 invasores permanecem em suas dependências, mas não atrapalham a sua operação normal.
Fonte: Estado de São Paulo.
Tânia Monteiro Em 23/05/2007.