14/06/2007
A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) assinou convênio com o Ministério da Educação, no valor de R$ 1, 250 milhão, para a implantação do Instituto Nacional de Pesquisas e Análises Físico-Químicas (Ipaf). O instituto será o centro de referência nacional em ciências analíticas, estabelecendo nova perspectiva ao desenvolvimento científico e econômico, através da oferta de serviços qualificados de certificações de compostos orgânicos e inorgânicos.
A implantação do laboratório, o primeiro desse porte na América Latina, terá como parceiro o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Lion, França, instituição referência na Europa, segundo o pesquisador da Uesc, Pedro Mangabeira.
O Ipaf manterá vínculo com o laboratório referência da Comunidade Européia (CE) para análises químicas e físicas e realizará a transferência de conhecimento do SCA/CNRS para o laboratório brasileiro, através do intercâmbio de pesquisadores.
Outro item importante é o fornecimento de tecnologias de gestão de laboratório e incentivo à vinda e permanência de doutores e pesquisadores à Bahia, criando massa crítica para futuros desenvolvimentos científicos e tecnológicos.
Além da formação de pessoal, com cursos de utilização do laboratório como base para pesquisas, capacitando pessoas na região e atraindo pesquisadores da América do Sul para intercâmbio.
Em conseqüência, haverá aumento da produção científica local nas áreas de atuação do laboratório, fortalecendo grupos de pesquisa e o intercâmbio entre eles.
Além dos recursos da União, a Uesc vai investir mais R$ 2,5 milhões nas obras e instalações do centro, dos quais R$ 1 milhão serão do próprio orçamento e R$ 1,5 milhão serão oriundos de convênio com a Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
PERSPECTIVA - Segundo o reitor, na fase operacional, o centro terá investimentos totais em torno de R$ 10 milhões, com a contrapartida do CNRS. O acordo geral de cooperação entre os governos da Bahia e da França já foi assinado e publicado no Diário Oficial do Estado, em dezembro de 2006. Essa tramitação, diz Joaquim Bastos, permitiu a assinatura de outro convênio, entre a Uesc, Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Secti e CNRS, a fim de iniciar as obras do Instituto Nacional de Pesquisas e Análises FísicoQuímicas.
Na avaliação do reitor, o centro vai estabelecer uma nova perspectiva ao desenvolvimento científico e econômico, portanto de interesse para a preservação ambiental, para o desenvolvimento agrícola e industrial, bem como para o setor de exportação de produtos e matériaprima para a Comunidade Econômica Européia (CEE) e os Estados Unidos.
O professor Mangabeira diz que o laboratório atuará em todo o Brasil, que representa um mercado em torno de R$ 346 milhões/ano para os serviços de análises físicoquímicas, mas inicialmente estará mais voltado para o Nordeste, que tem mercado estimado em R$ 27,7 milhões/ano. O acordo de colaboração inclui também a capacitação do pessoal de operação e de manutenção, que passará dois anos no CNRS, na França.
Fonte: Jornal A Tarde
14/06/07
A implantação do laboratório, o primeiro desse porte na América Latina, terá como parceiro o Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), em Lion, França, instituição referência na Europa, segundo o pesquisador da Uesc, Pedro Mangabeira.
O Ipaf manterá vínculo com o laboratório referência da Comunidade Européia (CE) para análises químicas e físicas e realizará a transferência de conhecimento do SCA/CNRS para o laboratório brasileiro, através do intercâmbio de pesquisadores.
Outro item importante é o fornecimento de tecnologias de gestão de laboratório e incentivo à vinda e permanência de doutores e pesquisadores à Bahia, criando massa crítica para futuros desenvolvimentos científicos e tecnológicos.
Além da formação de pessoal, com cursos de utilização do laboratório como base para pesquisas, capacitando pessoas na região e atraindo pesquisadores da América do Sul para intercâmbio.
Em conseqüência, haverá aumento da produção científica local nas áreas de atuação do laboratório, fortalecendo grupos de pesquisa e o intercâmbio entre eles.
Além dos recursos da União, a Uesc vai investir mais R$ 2,5 milhões nas obras e instalações do centro, dos quais R$ 1 milhão serão do próprio orçamento e R$ 1,5 milhão serão oriundos de convênio com a Secretaria Estadual da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
PERSPECTIVA - Segundo o reitor, na fase operacional, o centro terá investimentos totais em torno de R$ 10 milhões, com a contrapartida do CNRS. O acordo geral de cooperação entre os governos da Bahia e da França já foi assinado e publicado no Diário Oficial do Estado, em dezembro de 2006. Essa tramitação, diz Joaquim Bastos, permitiu a assinatura de outro convênio, entre a Uesc, Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Secti e CNRS, a fim de iniciar as obras do Instituto Nacional de Pesquisas e Análises FísicoQuímicas.
Na avaliação do reitor, o centro vai estabelecer uma nova perspectiva ao desenvolvimento científico e econômico, portanto de interesse para a preservação ambiental, para o desenvolvimento agrícola e industrial, bem como para o setor de exportação de produtos e matériaprima para a Comunidade Econômica Européia (CEE) e os Estados Unidos.
O professor Mangabeira diz que o laboratório atuará em todo o Brasil, que representa um mercado em torno de R$ 346 milhões/ano para os serviços de análises físicoquímicas, mas inicialmente estará mais voltado para o Nordeste, que tem mercado estimado em R$ 27,7 milhões/ano. O acordo de colaboração inclui também a capacitação do pessoal de operação e de manutenção, que passará dois anos no CNRS, na França.
Fonte: Jornal A Tarde
14/06/07