21/08/2007
No município de Uauá, a 416 km de Salvador e a 120 km da margem do Rio São Francisco, a falta de água já atinge diversas localidades da zona rural, forçando os moradores a mudarem-se para cidades maiores em busca de ajuda. A última grande chuva no município ocorreu em fevereiro, e, de lá para cá, apenas a sede tem abastecimento garantido, através de uma adutora que capta a água do rio São Francisco.
A situação reflete uma realidade que o governador Jaques Wagner vai se propor a mudar quando for lançar, com o apoio do Banco Mundial (Bird), o programa Água para Todos, no próximo dia 31, em Salvador. Nos 258 municípios do semiaacute;rido baiano, o processo de desertificação tem avançado, e, de 1991 a 2000, conforme as estatísticas do Censo IBGE-2000, a população rural diminuiu em toda a região, passando de 2.210.797 para 1.960.009 habitantes.
O programa de combate à seca, cujo valor é de R$ 1,5 bilhão, é financiado, em parte, pelo governo federal e pelo Banco Mundial (Bird) e terá validade pelos próximos sete anos. Conforme explicou o diretor-geral da Superintendência de Recursos Hídricos na Bahia, Júlio Rocha, além de realizar ações emergenciais no combate à seca, o programa vai mapear todos os recursos hídricos no Estado, incluindo reservas de água subterrânea, e unificar as ações e programas já desenvolvidos por diferentes órgãos da administração estadual.
LONGO PRAZO- Uma das primeiras ações será a de identificar o potencial hídrico das 17 bacias hidrográficas da Bahia e as reservas de água subterrânea em condições de serem aproveitadas. Para viabilizar as ações, o governo do Estado vai buscar parcerias com entidades sociais na própria região. `É uma forma de assegurar a participação popular e identificar com os próprios habitantes as prioridades dos investimentos`, disse o superintendente Júlio Rocha.
A situação dos 258 municípios baianos do semiaacute;rido foi um dos pontos discutidos no Seminário Internacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. De acordo com o coordenador do programa homônimo ao seminário, do Ministério do Meio Ambiente, José Roberto Lima, 80% do território baiano pode virar um semideserto, com base nos estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram que as mudanças climáticas, as queimadas e a ação do homem podem fazer com que até 2050 a desertificação atinja 50% das terras agrícolas da América Latina.A Bahia tem 62% do seu território no semiaacute;rido.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: ADILSON FONSÊCA
21/08/07
A situação reflete uma realidade que o governador Jaques Wagner vai se propor a mudar quando for lançar, com o apoio do Banco Mundial (Bird), o programa Água para Todos, no próximo dia 31, em Salvador. Nos 258 municípios do semiaacute;rido baiano, o processo de desertificação tem avançado, e, de 1991 a 2000, conforme as estatísticas do Censo IBGE-2000, a população rural diminuiu em toda a região, passando de 2.210.797 para 1.960.009 habitantes.
O programa de combate à seca, cujo valor é de R$ 1,5 bilhão, é financiado, em parte, pelo governo federal e pelo Banco Mundial (Bird) e terá validade pelos próximos sete anos. Conforme explicou o diretor-geral da Superintendência de Recursos Hídricos na Bahia, Júlio Rocha, além de realizar ações emergenciais no combate à seca, o programa vai mapear todos os recursos hídricos no Estado, incluindo reservas de água subterrânea, e unificar as ações e programas já desenvolvidos por diferentes órgãos da administração estadual.
LONGO PRAZO- Uma das primeiras ações será a de identificar o potencial hídrico das 17 bacias hidrográficas da Bahia e as reservas de água subterrânea em condições de serem aproveitadas. Para viabilizar as ações, o governo do Estado vai buscar parcerias com entidades sociais na própria região. `É uma forma de assegurar a participação popular e identificar com os próprios habitantes as prioridades dos investimentos`, disse o superintendente Júlio Rocha.
A situação dos 258 municípios baianos do semiaacute;rido foi um dos pontos discutidos no Seminário Internacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. De acordo com o coordenador do programa homônimo ao seminário, do Ministério do Meio Ambiente, José Roberto Lima, 80% do território baiano pode virar um semideserto, com base nos estudos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que mostram que as mudanças climáticas, as queimadas e a ação do homem podem fazer com que até 2050 a desertificação atinja 50% das terras agrícolas da América Latina.A Bahia tem 62% do seu território no semiaacute;rido.
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: ADILSON FONSÊCA
21/08/07