10/09/2007
As relações comerciais entre a Bahia e a República da Coréia (Sul) devem se estreitar ainda mais. De acordo com o Promo - Centro Internacional de Negócios da Bahia, de janeiro a julho deste ano, a corrente de negócios girou em torno de US$ 48,38 milhões em importações e exportações.
De olho na expansão desta parceria, o embaixador daquele País, Jong Hwa Choe, esteve em Salvador para se reunir com representantes do governo e empresários locais.
De acordo com Choe, a Bahia apresenta um excelente ambiente para instalação de empresas coreanas nas áreas de tecnologia de informação, petroquímica, bionergia e infra-estrutura. `Temos muitas empresas interessadas em investir neste Estado que se apresenta como um dos mais importantes do Brasil`, disse.
PNEUS - O embaixador coreano afirmou que a proposta da Coréia é trazer para a Bahia indústrias de pneus, de autopeças, de mineração e naval. Atualmente, o País conta com plantas industriais nos Estados do Nordeste (Ceará e Pernambuco), do Norte (Amazonas) e do Sudeste (São Paulo). Jong Hwa Choe afirmou que o País asiático tem interesse em ampliar a pauta de importações da Bahia, que hoje se limita a pasta química de madeira, algodão, produtos químicos e uma pequena quantidade de café em grãos, de cacau e de couros e peles. `Temos interesse em importar mais petroquímicos, minérios de ferro, soja e milho`, disse.
CULTURA - O representante da Coréia revelou ainda que a cultura baiana também está na mira dos coreanos. Conforme explicou, a idéia é estabelecer intercâmbio cultural entre o seu país e a Bahia.
`A Bahia possui uma história peculiar e uma grande variedade étnica e isso desperta o nosso interesse`, destacou, ao afirmar que os dois povos têm muito o que aprender.
`Tanto os baianos aprenderão conosco, como nós aprenderemos com a Bahia`, afirmou.
O embaixador considerou os encontros na Bahia como `extremamente positivos`. Segundo ele, quando retornar ao seu país, irá elaborar um relatório que será encaminhado ao governo e ao empresariado sobre o resultado das visitas que fez no Estado.
TURISMO - O setor turístico não está na lista de interesses dos coreanos, embora, na próxima semana, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, visite a Coréia do Sul para divulgar as belezas do Brasil. `A distância entre os dois países ainda é grande, mas estamos tentando criar uma linha aérea direta para facilitar a aproximação. Depois da Copa de 2002, nosso povo ficou muito interessado em conhecer o Brasil`, disse Choe.
O volume de comércio entre o Brasil e a Coréia do Sul ultrapassa US$ 6 bilhões, mas a meta é ampliar ainda mais esse montante, segundo afirmou o embaixador.
Embora muitas empresas coreanas estejam instaladas em solo brasileiro, apenas duas nacionais estão na Coréia do Sul: Banco do Brasil e Vale do Rio Doce.
Com uma economia em franca expansão, resultado de investimentos na área industrial, a Coréia do Sul popularizou no Brasil marcas conhecidas mundialmente como a LG, Samsung.
Politicamente, o país ainda tem como desafio resolver a delicada relação com a Coréia do Norte. O principal entrave é a questão das armas nucleares. `Com a ajuda de países como os Estados Unidos e o Japão, esperamos que resolvamos essa questão nos próximos anos.
Queremos acabar com o conflito`, explicou
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: RONALDO JACOBINA
09/09/07
De olho na expansão desta parceria, o embaixador daquele País, Jong Hwa Choe, esteve em Salvador para se reunir com representantes do governo e empresários locais.
De acordo com Choe, a Bahia apresenta um excelente ambiente para instalação de empresas coreanas nas áreas de tecnologia de informação, petroquímica, bionergia e infra-estrutura. `Temos muitas empresas interessadas em investir neste Estado que se apresenta como um dos mais importantes do Brasil`, disse.
PNEUS - O embaixador coreano afirmou que a proposta da Coréia é trazer para a Bahia indústrias de pneus, de autopeças, de mineração e naval. Atualmente, o País conta com plantas industriais nos Estados do Nordeste (Ceará e Pernambuco), do Norte (Amazonas) e do Sudeste (São Paulo). Jong Hwa Choe afirmou que o País asiático tem interesse em ampliar a pauta de importações da Bahia, que hoje se limita a pasta química de madeira, algodão, produtos químicos e uma pequena quantidade de café em grãos, de cacau e de couros e peles. `Temos interesse em importar mais petroquímicos, minérios de ferro, soja e milho`, disse.
CULTURA - O representante da Coréia revelou ainda que a cultura baiana também está na mira dos coreanos. Conforme explicou, a idéia é estabelecer intercâmbio cultural entre o seu país e a Bahia.
`A Bahia possui uma história peculiar e uma grande variedade étnica e isso desperta o nosso interesse`, destacou, ao afirmar que os dois povos têm muito o que aprender.
`Tanto os baianos aprenderão conosco, como nós aprenderemos com a Bahia`, afirmou.
O embaixador considerou os encontros na Bahia como `extremamente positivos`. Segundo ele, quando retornar ao seu país, irá elaborar um relatório que será encaminhado ao governo e ao empresariado sobre o resultado das visitas que fez no Estado.
TURISMO - O setor turístico não está na lista de interesses dos coreanos, embora, na próxima semana, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, visite a Coréia do Sul para divulgar as belezas do Brasil. `A distância entre os dois países ainda é grande, mas estamos tentando criar uma linha aérea direta para facilitar a aproximação. Depois da Copa de 2002, nosso povo ficou muito interessado em conhecer o Brasil`, disse Choe.
O volume de comércio entre o Brasil e a Coréia do Sul ultrapassa US$ 6 bilhões, mas a meta é ampliar ainda mais esse montante, segundo afirmou o embaixador.
Embora muitas empresas coreanas estejam instaladas em solo brasileiro, apenas duas nacionais estão na Coréia do Sul: Banco do Brasil e Vale do Rio Doce.
Com uma economia em franca expansão, resultado de investimentos na área industrial, a Coréia do Sul popularizou no Brasil marcas conhecidas mundialmente como a LG, Samsung.
Politicamente, o país ainda tem como desafio resolver a delicada relação com a Coréia do Norte. O principal entrave é a questão das armas nucleares. `Com a ajuda de países como os Estados Unidos e o Japão, esperamos que resolvamos essa questão nos próximos anos.
Queremos acabar com o conflito`, explicou
Fonte: Jornal A Tarde
Repórter: RONALDO JACOBINA
09/09/07