06/03/2008
Os contratos futuros de petróleo bateram novo recorde na Bolsa Mercantil de Nova York, impulsionados pelo inesperado declínio dos estoques nos Estados Unidos, pelo enfraquecimento adicional do dólar ante o euro e pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de manter a produção inalterada.
Na Nymex, os contratos para entrega em abril subiram 5,02%, para a máxima histórica de US$ 104,52. A nova marca superou em US$ 1 a anterior. A valorização de ontem foi a maior em um único dia em pelo menos dois anos. Em Londres, o barril do tipo Brent também para abril subiu 4,23% e fechou cotado por US$ 101,64.
Na terça-feira, os futuros de petróleo haviam fechado abaixo de US$ 100 por barril, na expectativa de que os estoques nos EUA aumentassem. Ontem, o relatório do Departamento de Energia americano mostrou uma queda de 3,1 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto na semana passada, ante de uma expectativa de aumento de 2,3 milhões de barris.
Os preços imediatamente subiram mais de US$ 1, em reação aos dados. `Os investidores olharam para o declínio inesperado (dos estoques) de petróleo e elevaram os preços`, disse Kyle Cooper, diretor de pesquisa da IAF Advisors, em Houston. `O mercado permanece com tendência de alta.`
Um declínio acima do esperado nos estoques de produtos destilados - que inclui diesel e óleo para aquecimento - levou os futuros de óleo para aquecimento para a máxima histórica de US$ 2,9484 por galão, o que ajudou a abrir caminho para o restante do complexo de energia.
Como a primavera e o verão são períodos de baixa demanda por óleo para aquecimento, os ganhos de ontem poderão ter se mostrado temporários, segundo analistas. No encerramento da sessão, os contratos de óleo para aquecimento para abril estava em US$ 2,9431 por galão, alta de 5,42%.
O euro atingiu novo recorde ante o dólar ontem, cotado por US$ 1,5303. Várias commodities que têm preços expressos na moeda americana têm apresentado altas expressivas em reação à valorização do euro.
OPEP
Em reunião em Viena, a Opep decidiu manter o nível de sua oferta do combustível, ignorando os pedidos de maior fornecimento para baratear o produto, e afirmou que os altos preços não têm nada a ver com a sua política.
A 148ª conferência ministerial confirmou que a cota oficial de produção do grupo continua a mesma, em 29,67 milhões de barris diários. Contando com o Iraque - único dos 13 membros da Opep cuja provisão está excluída dessa cota -, a oferta do grupo chega perto dos 32 milhões de barris diários, cerca de 40% da produção mundial.
O atual presidente da organização e ministro de Energia da Argélia, Chakib Khelil, assegurou que o encarecimento do petróleo não se deve a uma queda na oferta, mas à `má gestão` da economia americana.
Segundo ele, os altos preços se devem ao `que está ocorrendo nos EUA: a crise financeira, a desvalorização do dólar e as especulações`. Khelil defendia que a Opep reduzisse a produção, por conta da expectativa de forte desaceleração da economia americana.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em 6/3/2008.
Na Nymex, os contratos para entrega em abril subiram 5,02%, para a máxima histórica de US$ 104,52. A nova marca superou em US$ 1 a anterior. A valorização de ontem foi a maior em um único dia em pelo menos dois anos. Em Londres, o barril do tipo Brent também para abril subiu 4,23% e fechou cotado por US$ 101,64.
Na terça-feira, os futuros de petróleo haviam fechado abaixo de US$ 100 por barril, na expectativa de que os estoques nos EUA aumentassem. Ontem, o relatório do Departamento de Energia americano mostrou uma queda de 3,1 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto na semana passada, ante de uma expectativa de aumento de 2,3 milhões de barris.
Os preços imediatamente subiram mais de US$ 1, em reação aos dados. `Os investidores olharam para o declínio inesperado (dos estoques) de petróleo e elevaram os preços`, disse Kyle Cooper, diretor de pesquisa da IAF Advisors, em Houston. `O mercado permanece com tendência de alta.`
Um declínio acima do esperado nos estoques de produtos destilados - que inclui diesel e óleo para aquecimento - levou os futuros de óleo para aquecimento para a máxima histórica de US$ 2,9484 por galão, o que ajudou a abrir caminho para o restante do complexo de energia.
Como a primavera e o verão são períodos de baixa demanda por óleo para aquecimento, os ganhos de ontem poderão ter se mostrado temporários, segundo analistas. No encerramento da sessão, os contratos de óleo para aquecimento para abril estava em US$ 2,9431 por galão, alta de 5,42%.
O euro atingiu novo recorde ante o dólar ontem, cotado por US$ 1,5303. Várias commodities que têm preços expressos na moeda americana têm apresentado altas expressivas em reação à valorização do euro.
OPEP
Em reunião em Viena, a Opep decidiu manter o nível de sua oferta do combustível, ignorando os pedidos de maior fornecimento para baratear o produto, e afirmou que os altos preços não têm nada a ver com a sua política.
A 148ª conferência ministerial confirmou que a cota oficial de produção do grupo continua a mesma, em 29,67 milhões de barris diários. Contando com o Iraque - único dos 13 membros da Opep cuja provisão está excluída dessa cota -, a oferta do grupo chega perto dos 32 milhões de barris diários, cerca de 40% da produção mundial.
O atual presidente da organização e ministro de Energia da Argélia, Chakib Khelil, assegurou que o encarecimento do petróleo não se deve a uma queda na oferta, mas à `má gestão` da economia americana.
Segundo ele, os altos preços se devem ao `que está ocorrendo nos EUA: a crise financeira, a desvalorização do dólar e as especulações`. Khelil defendia que a Opep reduzisse a produção, por conta da expectativa de forte desaceleração da economia americana.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Em 6/3/2008.