03/06/2008
O presidente boliviano, Evo Morales, assinou um decreto que nacionalizou a Transredes, companhia que transporta gás do país para Brasil e Argentina. Segundo Morales, as negociações com a britânica Ashmore, a proprietária da Transredes, estavam demorando muito e a empresa estava conspirando contra seu governo.
`Os ministros sabem que tenho suportado desde 2006 essa conspiração. A paciência também tem limites e não vamos permitir que outras empresas conspirem como a Enron ou a Ashmore`, afirmou Morales em evento na sede da empresa nacionalizada, em Santa Cruz de la Sierra.
No início do mês passado, o governo boliviano já tinha retomado o controle acionário de quatro empresas do setor de hidrocarbonetos. A Transredes era uma que ainda não tinha fechado acordo com o governo. De acordo com a agência oficial de notícias, essas companhias estabeleceram relações com os prefeitos de `regiões oposicionistas`, como Tarija, departamento onde ocorrerá ainda neste mês um referendo autonômico. Em Tarija, estão localizadas as maiores reservas de gás natural da Bolívia, produto que é a principal fonte de receita do país andino.
A Transredes controla 51% do lado boliviano do gasoduto Brasil-Bolívia (557 km), administrado pela GTB (Gás Transboliviano). A empresa é também sócia minoritária do lado brasileiro do gasoduto (cerca de 2.500 km), com participação de 12%. O valor da negociação não foi anunciado, mas a Bolívia disse que pagará US$ 48 por ação, deduzindo o passivo.
Fonte: Folha de S. Paulo
3/6/2008.
`Os ministros sabem que tenho suportado desde 2006 essa conspiração. A paciência também tem limites e não vamos permitir que outras empresas conspirem como a Enron ou a Ashmore`, afirmou Morales em evento na sede da empresa nacionalizada, em Santa Cruz de la Sierra.
No início do mês passado, o governo boliviano já tinha retomado o controle acionário de quatro empresas do setor de hidrocarbonetos. A Transredes era uma que ainda não tinha fechado acordo com o governo. De acordo com a agência oficial de notícias, essas companhias estabeleceram relações com os prefeitos de `regiões oposicionistas`, como Tarija, departamento onde ocorrerá ainda neste mês um referendo autonômico. Em Tarija, estão localizadas as maiores reservas de gás natural da Bolívia, produto que é a principal fonte de receita do país andino.
A Transredes controla 51% do lado boliviano do gasoduto Brasil-Bolívia (557 km), administrado pela GTB (Gás Transboliviano). A empresa é também sócia minoritária do lado brasileiro do gasoduto (cerca de 2.500 km), com participação de 12%. O valor da negociação não foi anunciado, mas a Bolívia disse que pagará US$ 48 por ação, deduzindo o passivo.
Fonte: Folha de S. Paulo
3/6/2008.