Há cinco anos, a empresa começou a discutir sociedade com a Petrobraspara a construção de uma unidade de ácido acrílico - matéria-prima usada para a produção de tintas, fraldas descartáveis e absorventes íntimos, sobretudo -, mas o negócio não foi levado adiante. As duas empresas negociavam erguer a unidade em Betim (MG), mas as conversações não avançaram. Companhias, como a alemã Basf, também estudam uma unidade local, uma vez que o produto é 100% importado.
`Vamos retomar as discussões de construir a fábrica com os conselheiros administrativos [da Itaúsa] no início do ano`, afirmou Reinaldo Rubbi, presidente da Elekeiroz. A empresa considera construir essa nova instalação em Camaçari (BA), onde já possui um complexo industrial de produtos químicos intermediários. A companhia também possui unidade fabril em Várzea Paulista (SP).
O Valorapurou que já existe um protocolo assinado entre o grupo e o governo da Bahia sobre o projeto. Segundo a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (Sicm) do Estado, a Elekeiroz tem ainda outro protocolo assinado de ampliação para a fábrica atual de Camaçari, que produz oxoalcoois e derivados. O incentivo concedido pelo governo para ampliação é de diferimento de compra de ativo fixo. O investimento previsto para essa expansão é de R$ 80 milhões.
A parceria com a Petrobras era considerada ideal, uma vez que a estatal possui o propeno da refinaria de Gabriel Passos. Se for instalada mesmo em Camaçari, a Elekeiroz poderá adquirir o produto da Braskem. Rubbi afirmou que não há novas discussões com a Petrobras, mas não descarta entrada de outros investidores nesse projeto.
Com faturamento de R$ 712,8 milhões em 2009, período marcado pela crise, o grupo deverá retomar o patamar de 2008 neste ano, quando espera faturar R$ 1,1 bilhão. `O ano de 2011 será melhor que o de 2010. A previsão é de que o ciclo de baixa e as margens se recuperem`, afirmou Rubbi.
No momento, revisa seu plano estratégico e prevê investir US$ 50 milhões em 2011 nas atuais unidades. O grupo também não descarta voltar a produzir álcool para indústria química, atendendo nichos de mercado petroquímico.
A companhia foi criada em 1894 como laboratório farmacêutico e ganhou o nome atual em 1909. O controle da empresa foi adquirido pela Itaúsa em 1986.
Autor(es): Mônica Scaramuzzo | De São Paulo.
Valor Econômico - 28/12/2010.