Bahia terá museu afro no próximo ano

26/04/2007
Artistas, intelectuais, dirigentes de entidades e representantes dos governos federal e estadual vão estar reunidos de hoje a sábado, no Auditório da Faculdade Jorge Amado, para discutir o projeto de implantação do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab). O projeto, um investimento de R$18 milhões, está sendo executado no Centro Histórico de Salvador, a partir de um convênio firmado entre o Ministério da Cultura e o governo do estado, para a restauração e adequação dos dois prédios na Rua da Ajuda, que abrigaram o antigo Tesouro do Estado.

`Vamos reunir representantes dos mais diversos segmentos interessados na história e cultura negras, para formularmos uma proposta ampla na concepção e funcionamento do futuro museu`, explica o poeta José Carlos Capinan, presidente da Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira (Amafro), entidade responsável pela execução do projeto de implantação do museu. Para ele é fundamental que a sociedade baiana participe de forma ativa no processo de implantação do museu e, posteriormente, no seu funcionamento. O projeto é um dos mais importantes em execução na área cultural em todo o país, contando com financiamento do BNDES, Caixa Econômica, Grupo Votorantin e a possibilidade da participação de outros organismos institucionais e privados.

O Seminário de Expografia do Mucamb vai reunir lado a lado representantes do candomblé, da Igreja Católica, como o monsenhor Gaspar Sadoc, pastores evangélicos e o presidente do Centro Islâmico da Bahia, Sheik Ahmad Abdul.

Terá também a participação de representantes do Ministério da Cultura, da Fundação Palmares, do Iphan e do Ipac, além dos reitores da Uneb, Lourisval Valentin, e da Ufba, Naomar Monteiro de Almeida, e da diretora da Faculdade Jorge Amado, Lila Lopes.

Os debates não vão envolver apenas representantes de entidades governamentais e acadêmicas. Vão participar, como convidados, intelectuais e artistas baianos e de outros estados, dirigentes dos blocos afros, museólogos, historiadores, jornalistas, dirigentes de entidades não-governamentais, militância do movimento negro e desportistas como os jogadores de futebol Cláudio Adão (ex-Bahia) e o nigeriano Rick (ex-Vitória).

Fonte: Correio da Bahia

26/04/07