Encontro debate a cultura digital

15/06/2007
A convergência entre programas de inclusão digital com ações na área de cultura está sendo abordada no Encontro de Cultura Colaborativa (Ecco), que acontece até hoje, no Sesc Piatã e no Teatro Gregório de Mattos (Praça Castro Alves). Produção de conteúdos em softwares, políticas públicas de cultura digital e acesso ao ciberespaço são alguns dos temas debatidos.

O secretário da Cultura, Marcio Meirelles, destacou a importância do encontro, lembrando alguns princípios da cultura livre, como a generosidade e a solidariedade. Ele também anunciou algumas novidades da sua pasta, como o lançamento de editais exclusivos para a cultura digital e projetos futuros, como a digitalização das obras de arte e o Portal da Cultura, que irá estimular a produção e a troca de bens culturais de todas as partes do estado, dando mais visibilidade aos artistas baianos e aos eventos culturais.

Uma das iniciativas em destaque no evento é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti): o Programa de Inclusão Sociodigital da Bahia, que possui uma rede montada de 362 centros de acesso à informática e está presente em 268 municípios.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Ildes Ferreira, expôs que o desafio de sua gestão não é apenas ampliar esta rede, mas direcionar seus recursos tecnológicos para promover a melhoria da qualidade de vida da população e maior democratização da informação. Para ele, a integração entre as tecnologias digitais e ações na área de cultura é a melhor direção para a formatação de uma política pública de inclusão sociodigital.

Segundo o coordenador de política digital do Ministério da Cultura, Cláudio Prada, a Bahia é um território de convergência extremamente importante para juntar cultura com tecnologia. Ele disse que os centros de acesso à informática devem funcionar como espaço multimídia, `para que a população não fique apenas baixando coisas na internet, mas também produza e divulgue conteúdos`. Já o diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, Nelson Pretto, considerou importante este tipo de articulação com foco na formação da cidadania, `desde que a educação seja sempre o elemento estruturante dessas ações.`

O assessor-geral de Comunicação do governo estadual, Robinson Almeida, chamou atenção para o paradoxo existente na Bahia, onde a revolução tecnológica convive com o abismo da desigualdade social. `Precisamos da utilização plena das ferramentas tecnológicas para que os serviços públicos possam absorver estes conteúdos e traduzir na ponta em avanços sociais`, pontuou.

O Ecco é fruto de uma articulação entre os projetos federais Casa Brasil e Cultura Digital, secretarias estaduais da Cultura (Secult) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos.

Fonte: Diário Oficial

15/06/07