04/07/2007
Homologado em 2005 pelo Conselho Nacional de Trânsito - Contran -, o documento procura dar formas mais bem definidas ao sistema de sinalização brasileiro.
Até o momento, apenas dois dos seis volumes previstos já estão publicados e em vigor: o I, de sinalização vertical de regulamentação, e o IV, de sinalização horizontal - este último aprovado no fim de maio. Só que, até junho do ano passado, raríssimos recursos foram destinados a obras de sinalização e manutenção de ruas e estradas.
`Estes serviços passaram por um longo tempo de investimentos reduzidos, criando uma demanda reprimida substancial`, justifica Luiz Cláudio dos Santos Varejão, coordenador-geral de operações rodoviárias do Dnit - Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes.
PROGRAMA - Para tentar acelerar o processo de implantação das deliberações do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, o Dnit criou o Programa de Sinalização nas Rodovias Federais - Prosinal.
Por meio de concorrências publicas, o programa responde, atualmente, por 56 lotes de estradas federais em 26 Estados brasileiros.
Nas últimas semanas, por exemplo, foram injetados R$ 62 milhões em 11 auto-estradas da Bahia. Boa parte desse capital visa recuperar essas rodovias. Mas há investimentos destinados à modernização da sinalização.
No Prosinal, estão previstas instalações de painéis de mensagens variáveis, películas refletivas de alto desempenho, balizadores, tachas e leds, dentre outros recursos que visam aumentar a segurança.
`A questão agora é fazer com que essas normas sejam executadas em todos os Estados`, avalia Mauro Vicenzo Mazzamati, coordenadorgeral de planejamento normativo do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito.
PADRÃO - Em um país tão cheio de problemas em relação à sinalização, qualquer investimento em modernização é muito bem-vindo.
Mas para se chegar ao padrão definido pelos manuais, será preciso investir também na evolução da maneira de sinalizar. `Uma das maiores deficiências da sinalização brasileira é a falta de intensidade.
Muitos condutores se perdem ou se acidentam por causa do baixo volume de informação`, observa Valter Pietro, professor do curso de Engenharia Civil da FEI - Fundação Educacional Inaciana -, de São Bernardo do Campo.
`Não há, no Brasil, uma visão voltada para o automóvel, como Placa ocorre nos países do Primeiro Mundo. E essa interação não pode ser desprezada`, complementa Sérgio Balloussier, engenheiro especializado em tráfego urbano e em rodovias.
Parte do problema está diretamente ligada ao habitual descaso dos governantes - nas esferas federal, estadual e municipal - com as rodovias brasileiras. `Nossas maiores deficiências advêm da falta de investimentos na capacitação dos profissionais, tanto para conhecimento de novos materiais e serviços, quanto na carência de efetivo`, aponta Marcelino Rosa, coordenador de segurança e engenharia de trânsito do Dnit.
Mas o pouco interesse com a sinalização não é fenômeno atual.
Existe um histórico de abandono.
Em novembro de 1968, o Brasil entrou para a Convenção sobre o Trânsito Viário de Viena, que estabeleceu padrões internacionais de sinalização. Mas só 30 anos depois, em 1998, as regras estabelecidas na convenção foram revistas e modernizadas com a publicação do Código de Trânsito Brasileiro.
O Anexo 2 do CBT foi dedicado integralmente à questão da sinalização.
Mesmo assim, faltava um documento técnico que estabelecesse padrões específicos. Quando o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito finalmente entrar em vigor, as vias nacionais talvez possam achar o caminho certo e se tornar mais seguras.
Fonte: Jornal A Tarde
Em 04/07/2007.
Até o momento, apenas dois dos seis volumes previstos já estão publicados e em vigor: o I, de sinalização vertical de regulamentação, e o IV, de sinalização horizontal - este último aprovado no fim de maio. Só que, até junho do ano passado, raríssimos recursos foram destinados a obras de sinalização e manutenção de ruas e estradas.
`Estes serviços passaram por um longo tempo de investimentos reduzidos, criando uma demanda reprimida substancial`, justifica Luiz Cláudio dos Santos Varejão, coordenador-geral de operações rodoviárias do Dnit - Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes.
PROGRAMA - Para tentar acelerar o processo de implantação das deliberações do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, o Dnit criou o Programa de Sinalização nas Rodovias Federais - Prosinal.
Por meio de concorrências publicas, o programa responde, atualmente, por 56 lotes de estradas federais em 26 Estados brasileiros.
Nas últimas semanas, por exemplo, foram injetados R$ 62 milhões em 11 auto-estradas da Bahia. Boa parte desse capital visa recuperar essas rodovias. Mas há investimentos destinados à modernização da sinalização.
No Prosinal, estão previstas instalações de painéis de mensagens variáveis, películas refletivas de alto desempenho, balizadores, tachas e leds, dentre outros recursos que visam aumentar a segurança.
`A questão agora é fazer com que essas normas sejam executadas em todos os Estados`, avalia Mauro Vicenzo Mazzamati, coordenadorgeral de planejamento normativo do Denatran - Departamento Nacional de Trânsito.
PADRÃO - Em um país tão cheio de problemas em relação à sinalização, qualquer investimento em modernização é muito bem-vindo.
Mas para se chegar ao padrão definido pelos manuais, será preciso investir também na evolução da maneira de sinalizar. `Uma das maiores deficiências da sinalização brasileira é a falta de intensidade.
Muitos condutores se perdem ou se acidentam por causa do baixo volume de informação`, observa Valter Pietro, professor do curso de Engenharia Civil da FEI - Fundação Educacional Inaciana -, de São Bernardo do Campo.
`Não há, no Brasil, uma visão voltada para o automóvel, como Placa ocorre nos países do Primeiro Mundo. E essa interação não pode ser desprezada`, complementa Sérgio Balloussier, engenheiro especializado em tráfego urbano e em rodovias.
Parte do problema está diretamente ligada ao habitual descaso dos governantes - nas esferas federal, estadual e municipal - com as rodovias brasileiras. `Nossas maiores deficiências advêm da falta de investimentos na capacitação dos profissionais, tanto para conhecimento de novos materiais e serviços, quanto na carência de efetivo`, aponta Marcelino Rosa, coordenador de segurança e engenharia de trânsito do Dnit.
Mas o pouco interesse com a sinalização não é fenômeno atual.
Existe um histórico de abandono.
Em novembro de 1968, o Brasil entrou para a Convenção sobre o Trânsito Viário de Viena, que estabeleceu padrões internacionais de sinalização. Mas só 30 anos depois, em 1998, as regras estabelecidas na convenção foram revistas e modernizadas com a publicação do Código de Trânsito Brasileiro.
O Anexo 2 do CBT foi dedicado integralmente à questão da sinalização.
Mesmo assim, faltava um documento técnico que estabelecesse padrões específicos. Quando o Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito finalmente entrar em vigor, as vias nacionais talvez possam achar o caminho certo e se tornar mais seguras.
Fonte: Jornal A Tarde
Em 04/07/2007.